Um mundo cheio de mundos, texto de Nancy de Souza

27 06 2024

Jovem lendo com suéter roxa

Rick Beerhorst (EUA, 1960)

óleo sobre tela, 76 x 76 cm

 

 

 

 

“Meu pai era um oficial da Marinha cheio de restrições com respeito à nossa criação, mas a pior delas era o fato de que não podíamos  sair do perímetro de nossa casa. Até para irmos à varanda tínhamos que ter permissão e supervisão. Passeios de escola, nem pensar! Viagens para nós eram, simplesmente, algo impensável.

A saída que encontramos foi a nossa imaginação, com ela íamos a todos os lugares. Uma árvore era uma nave espacial, na qual visitávamos outras galáxias; com um giz desenhávamos circuitos no chão de terra do nosso quintal, que nos levavam a outros mundos; com cadernos e lápis construíamos escolas e, se olhássemos bem dentro de uma bolinha de gude, podíamos ver universos repletos de vias lácteas. Nos dias de chuva, construíamos labirintos com as almofadas ou imaginávamos teatros de terror, que no final nos davam tanto medo, que a brincadeira logo acabava. Nosso mundo era cheio de mundos, um dentro do outro como aquela bonequinha russa. E tínhamos também outra chave mágica: os livros.”

 

 

Em: Aventuras e Desventuras de Benjamin James, Nancy de Souza, Campo Grande, MS, Editorial Eirele: 2019, p.103





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

26 06 2024

Frutas, 1982

Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)

óleo sobre tela, 120 x 300 cm

 

 

Natureza morta I, 2006

Iza Costa (Brasil, 1942)

óleo sobre tela, 160 x 65 cm





Dia a dia…

25 06 2024




Na boca do povo: escolha de provérbios populares

25 06 2024

 

 

 

 

“Conselho de raposa, morte de galinhas.”




Nossas cidades: Lambari

25 06 2024

Igreja Matriz em Lambari, MG,1981

José Maria de Almeida (Portugal-Brasil, 1906-1995)

óleo sobre tela, 38 x 46 cm





Profundamente, poesia de Manoel Bandeira

24 06 2024

Festa de São João, 1967

Adelson do Prado (Brasil, 1944 – 2013)

óleo sobre tela, 100 X 73 cm

 

Profundamente
 


Manoel Bandeira

 

Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.

No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes

Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?

— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.

Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci

Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?

— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.





São João

24 06 2024

Mastro de São João, 2000

Yara Tupynambá  (Brasil, 1932)

acrílica sobre tela, 90 x 100 cm





Palavras para lembrar: Thomas A. Kempis

23 06 2024

No cabeleireiro,1958

Bela de Kristo (Hungria, 1920-2006)

guache sobre madeira, 70 x 51cm

 

 

“Busquei tranquilidade em todos os lugares, mas só a encontrei sentado sozinho em um canto com um pequeno livro.”

 

Thomas A. Kempis

(1380-1471)





Paisagens brasileiras…

23 06 2024

Vida na fazenda, 1945

Benito Castañeda (Espanha-Brasil, 1885-1955)

óleo sobre tela, 40 x 50 cm

Museu Ado Malagoli, Porto Alegre

 

 

 

Fazenda em Grão Mogol, MG, 1924

Genesco Murta (Brasil, 1885-1967)

óleo sobre tela, 92 x 128 cm

 

 

 

Paisagem de fazenda, c. 1920s

Eugenio A. Costa (Brasil, 1896-1964)

óleo sobre tela, 69 x 100 cm





Em casa: Selome Muleta

23 06 2024

Diálogo interior-VI, 2022

Selome Muleta (Etiópia,1992)

Acrílica e óleo sobre tela, 165 x 230 cm