Enseada de Botafogo, c. 1930
Francisco Coculilo (Brasil, 1895 – 1945)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Enseada de Botafogo, c. 1930
Francisco Coculilo (Brasil, 1895 – 1945)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Bois no pasto, 1955
Benjamim Silva (Brasil, 1927) Bois no pasto
óleo sobre tela 54 x 66 cm
Um touro, que vivia nas montanhas, nunca tinha visto o homem. Mas sempre ouvia dizer por todos os animais que era ele o animal mais valente do mundo. Tanto ouviu dizer isto que, um dia, se resolveu a ir procurar o homem para saber se tal dito era verdadeiro. Saiu das brenhas, e, ganhando uma estrada, seguiu por ela. Adiante encontrou um velho que caminhava apoiado a um bastão.
Dirigindo-se a ele perguntou-lhe:
— Você é o bicho homem?
— Não! — respondeu-lhe o velho — já fui, mas não sou mais!
O touro seguiu e adiante e encontrou uma velha:
— Você é o bicho homem?
— Não! — Sou a mãe do bicho homem!
Adiante encontrou m menino:
— Você é o bicho homem?
— Não! — Ainda hei de ser; sou o filho do bicho homem.
Adiante encontrou o bicho homem que vinha com um bacamarte no ombro.
— Você é o bicho homem?
— Está falando com ele!
— Estou cansado de ouvir dizer que o bicho homem é o mais valente do mundo, e vim procurá-lo para saber se ele é mais do que eu!
— Então, lá vai! — disse o homem armando o bacamarte, e disparando-lhe um tiro nas ventas..
O touro desesperado de dor, meteu-se no mato e correu até sua casa, onde passou muito tempo se tratando do ferimento.
Depois, estando ele numa reunião de animais, um lhe perguntou:
— Então, camarada touro, encontrou o bicho homem?
— Ah! meu amigo, só com um espirro que ele me deu na cara, olhe o estado em que fiquei!
Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967. pp 289-90.
Retrato da família do artista em um espelho, 1910
Tavik František Šimon (República Checa, 1877-1942)
óleo sobre tela, 120 x 103 xm
Frutos sobre a mesa, 1943
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
aquarela, 47 x 67 cm
Menina lendo
Raymond Dendeville (França, 1901- 1968)
óleo sobre tela
Hubert Aquin
Piquenique com bebê e peixe
Anthea Craigmyle (GB, 1933-2016)
óleo sobre tela, 20 x 20 cm
Ilustração de Pierre Brissaud (França, 1885- 1964)
Guilherme de Almeida
Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.
Fazia, de papel, toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino.
ao longo das sarjetas, na enxurrada…
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são de papel, são como aqueles,
perfeitamente, exatamente iguais…
_Que meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
Paisagem campestre, 1945
Georges Wambach (Bélgica/Brasil 1902 – 1965)
óleo sobre tela, 44 x 67 cm
Vaso com flores
Fang [Fang Chen-Kong] (China/Brasil, 1931)
litografia, 50 x 40cm, assinada e numerada
Vista panorâmica do Braz
Adolfo Fonzari (Itália-Brasil, 1880-1959)
óleo sobre madeira, 36 x 26 cm