Pequenas mudanças…

24 05 2025
Caminhão de mudanças em Patópolis, ilustração de Walt Disney Co.

 

 

Junho está à porta. E este blog comemora então seu décimo sétimo ano de existência. Foi mudando ao longo do tempo.  Nos 17 anos que tenho postado praticamente todos os dias, a internet mudou. Ficou mais acessível, mais pessoas se dedicaram a postagens.  Muitas desistiram.  Sou uma blogueira antiga. 

No início eu me dediquei à educação visual e literária para todos, mas algumas escolas me deram preferência.  Naquela época, quase vinte anos atrás, havia pouco publicado que pudesse ser utilizado pelos professores do ensino fundamental e médio e tive muito apoio deles, principalmente do Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. Professores passaram algumas páginas como “dever de casa” e me comprometi a não ajudar as crianças dando respostas certas para suas perguntas, deixando que elas resolvessem por si só a moral da fábula, ou o que o poeta quis dizer.

Algumas postagens também foram colocadas pensando nesse público: assim vieram os Filhotes Fofos, O verde do meu bairro, Natureza maravilhosa, Palavras para lembrar [a respeito da leitura], Minutos de sabedoria [citações de conhecidos pensadores], Boas maneiras (um tantinho de etiqueta), Poesia infantil e outras pequenas, não tão resilientes postagens regulares do blog. Assim cheguei hoje aos quase 12 milhões de diferentes acessos ao blog, ou seja 12 milhões de pessoas diferentes acessaram o blog, se você voltou a acessar o blog, não conta, são 12 milhões de diferentes acessos.

Os anos passaram, muito coisa apareceu na internet, alunos e professores encontravam postagens mais relevantes para seu trabalho, e… fui rareando algumas dessas postagens.  Muito acontece em quase 20 anos.  De repente, a partir da segunda metade do 24 e agora. nesses cinco meses que passamos em 2025, comecei a receber por email, pedidos para algumas coisas que se referiam a esses tópicos que eu havia deixado de lado.  Acho que como celebração desses 17 anos de postagens, vou tentar voltar a postar alguns desses nichos mencionados acima, para alegria de quem pediu de volta.  

Comecei ontem.  Vamos ver…  Se você gostaria de ver mais alguma coisa neste blog, por favor entre em contato.  Não posso prometer que farei.  Nem sei se conseguirei manter todas essas postagens dos nichos antigos.  Hoje tenho menos tempo.  No passado, meu marido fazia as compras, eu tinha diarista, hoje não é bem assim… Mas farei um esforço.  Que venha o 18º, o 19º, o 20º anos.

Ah, sim, vou adicionar minha própria website por aqui.  Sempre fui meio tímida para isso.  Mas parece que se você não faz sua própria propaganda… está fadada ao esquecimento no mundo atual.  Vocês (notaram que meu blog não tem anúncios?  Pois é, eu pago a WordPress para não ter anúncios.  E não faço um único centavo com o blog.  Para mim é um hobby.  É assim que quero  manter. 

Os anúncios que coloco são das minhas aulas e do meu livro, futuramente de meu segundo livro e estou (aconselhada por uma pessoa de marketing) aumentando o número de postagens que me mostram como escritora, Dia a dia…, porque é uma mudança ‘profissional’ para mim, ou seja, de historiadora da arte estou também tenho que explicar que escrevo.

As resenhas de livros, acreditem há mais de 350 resenhas de livros no blog, e listas de livros, muito populares, continuarão.  Tudo continuará, só voltamos a ter mais dos temas antigos.

Obrigada a todos pela constância das visitas, num dia normal, quando todos os blogs já quase desapareceram, e que a maioria que tem visitantes é de política, religião e outros assuntos de interesse geral, continuo com meus visitantes, de 3.500 a 5.000 por dia.  Obrigada a todos.  Há alguns de vocês muito fieis e isso me deixa muito feliz. Adoro ver seus comentários, suas observações.  Fico feliz.  E… embarquemos juntos nesses novos-antigos parâmetros.





Dia a dia…

22 05 2025

Hoje tivemos um almoço gostosíssimo.  Marina, que é de São Paulo, está no Rio de Janeiro em brevíssima estadia. Mas seria aniversário de seu pai… que já se foi.  Reuniu então os tios e primos que em pouco tempo pudessem se encontrar, lembrar de seu pai e tudo, antes dela embarcar de volta para casa…. Foi coisa improvisada.  Mas o improviso às vezes sai melhor que o programado.  Foi um momento feliz, num restaurante em Botafogo…





A divisão do tempo, texto de Carlo Rovelli

20 05 2025

 

 

“A função dos relógios é indicarem todos a mesma hora. Mas essa ideia também é mais moderna do que podemos imaginar. Durante séculos, enquanto se viajava a cavalo, a pé ou de carruagem, não havia motivo para sincronizar os relógios de um lugar para outro. Existia um ótimo motivo para não fazê-lo: meio-dia é, por definição, o momento em que o sol está mais alto no céu. Cada cidade ou aldeia tinha uma meridiana que marcava o momento em que o sol estava a meio-dia e permitia regular o relógio do campanário, visível a todos. O sol não chega ao meio-dia no mesmo momento em Lecce, Veneza, Florença ou Turim, porque vai de leste para oeste. Meio-dia chega primeiro em Veneza e bem mais tarde em Turim, e durante muitos séculos os relógios de Veneza estiveram uma boa meia hora adiantados em relação aos de Turim. Cada cidadezinha tinha sua “hora” peculiar. A estação de Paris mantinha uma hora própria um pouco atrasada em relação ao restante da cidade por cortesia aos viajantes.

No século XIX, chega o telégrafo, os trens se tornam comuns e rápidos, e passa a ser importante sincronizar bem os relógios de uma cidade para outra. É difícil organizar horários ferroviários se cada estação tiver uma hora diferente das outras. Os Estados Unidos são o primeiro país a tentar padronizar a hora. A proposta inicial é estabelecer uma hora universal para todo o mundo. Chamar, por exemplo, de “doze horas” o momento em que é meio-dia em Londres, de modo que o meio-dia corresponda às doze horas em Londres e a aproximadamente dezoito horas em Nova York. A proposta não agrada, porque as pessoas são apegadas às horas locais. O acordo é obtido em 1883, com a ideia de dividir o mundo em fusos “horários” e padronizar a hora só dentro de cada fuso. Desse modo, a discrepância entre as doze horas do relógio e o meio-dia local compreende no máximo em torno de trinta minutos. Aos poucos, a proposta é aceita no restante do mundo, e os relógios começam a ser sincronizados entre cidades diferentes.”

 

Em: A ordem do tempo, Carlo Rovelli, tradução de Silvana Cobucci, Ed. Objetiva: 2018





Dia a dia…

16 05 2025

Boa parte do meu dia hoje foi dedicada aos ensaios.  Estou desde o início do ano fazendo o curso de escrita de ENSAIOS com o escritor Tiago Novaes.  Hoje foi um dia diferente e importante, encontro com Bia Nunes de Souza, da Editora Vestígio que se dedica à publicação de ensaios tanto de autores brasileiros quanto estrangeiros.  Aprendi muito com ela, e saí de sua palestra me sentindo incentivada a prosseguir com uma série de pequenos ensaios sobre comportamento, que eventualmente irei publicar.  Impressionante como às vezes uma palavra, uma imagem, um sorriso, podem subitamente acender ideias, dar ânimo, empurrar quem trabalha sozinho.  Aquela nova energia desce como num flash. Nunca sabemos o suficiente para não poder aprender um pouco mais.





Voltamos à física!

7 05 2025

 

 

Há uns cinco anos, mais ou menos, fui convidada a participar de um grupo de leituras em conjunto.  Eu nunca havia feito isso e curiosa, disse sim.  Foi ótimo.  O grupo, dirigido pela artista plástica, pianista e psicóloga Rose Nobre é composto de 6 a 8 pessoas.  O número depende do livro escolhido.  E todas as terças-feiras, à noite, nos encontramos para ler pela internet.  Cada qual lê um pedaço em voz alta, mais ou menos por uma hora ou por um capítulo ou ainda, parando quando é possível fazer uma pausa. 

O grupo já se encontrava antes da minha chegada. Comecei a jornada na parte final de O caminho do artista,  Julia Cameron.  Passamos para dois livros de Yuval Noah Harari, fomos aprender um tantinho de física com Marcelo Gleiser, passamos para história do Brasil com Jorge Caldeira, e voltamos à física, semana passada com o livro de Carlo Rovelli, A ordem do tempo.

Todos esses livros foram impressionantes no que entregaram, desde incentivo a criatividade, como expansão do conhecimento científico.  As profissões representadas nesses oito leitores pertencem às artes ou psicologia, história e há também uma médica no grupo. Aos poucos vamos nos conhecendo.  Cada qual contribui com seus dois centavos de conhecimento, nos minutos finais, em que conversamos sobre o que lemos.  Não dura mais que hora e quinze.  Bem investido esse tempo. Cobrimos obras que seriam difíceis de ler sós.  Se você não pode estar lá nas terças-feiras, seu trabalho é ler até onde chegamos e se juntar aos leitores na próxima terça-feira.

Este não é um convite para participar. Não tenho autoridade para isso.  Mas recomendo o formato.  Se você tem amigos que gostariam de ler algo fora do que é familiar, essa é ótima maneira de se atualizar.  Hoje em dia, por causa dessas leituras, vou com gosto para os documentários por exemplo, de física quântica no YouTube.  Boa maneira de fazer uma atualização no conhecimento.

Livros lidos:

O caminho do artista, Júlia Cameron

Sapiens, Yuval Noah Harari

21 lições para o século 21, Yuval Noah Harari

A dança do universo, Marcelo Gleiser

A história da riqueza no Brasil, Jorge Caldeira

Lendo:

A ordem do tempo, Carlo Rovelli

Você já leu algum desses livros?  O que achou? 




Trova do aplauso

5 05 2025
Tintin, nas Aventuras da esmeralda de Castafiore, Hergé.

 

 

O aplauso é a mais justa loa

que a um artista se concebe:

tão pouco, para quem doa;

tão bom, para quem recebe!

 

 

(José Ouverney)





Leitura é mágica!

30 04 2025
Ilustração de Cecco Mariniello.




Paisagens brasileiras…

27 04 2025

Casario

Yolanda Mohaly (Romênia-Brasil, 1909-1978)

óleo sobre tela, 46 x 61 cm

Casario

Rodolfo Weigl (Brasil, 1907-1987)

óleo sobre tela, 33 x 41cm

 

 

Paisagem com casario

Inos Corradin (Itália-Brasil, 1929)

óleo sobre tela, 60 x 50 cm





As flores de Vladimir Kanevsky

21 04 2025
Frick Collection, Nova York.

Abril foi um mês de muita alegria para aqueles que como eu gostam do pequeno e delicioso museu The Frick Collection, em Nova York. Aberto em 1935, em 2020 fechou para o público para melhorias no edifício. Não estive lá para a reabertura depois de cinco anos de reformas, mas devo conhecer a casa reformada em breve. E é nesse contexto que o escultor Vladimir Kanevsky nascido na Ucrânia em 1951, que emigrou para os Estados Unidos em 1989m também tem uma maravilhosa exposição de seus trabalhos em porcelana. Formado em arquitetura, pensou em seguir carreira como escultor, mas acabou trabalhando com porcelana. As voltas que o mundo dá! Por isso mesmo a vida é interessante, não é? Ele já expôs no mundo inteiro. Todas as fotos aqui exibidas são cortesia: Copyright, The Frick Collection.

À esquerda: Ramo de dália, 2024–25.  Massa de porcelana tenra, esmaltada, cobre e terracota.
À direita: Anêmonas, 2024-2025.  Porcelana bisque, esmaltes e cobre.
Vladimir Kanevsky (Ucrânia, 1951)

À esquerda: Rosas cascateando, 2024-2025, porcelana em bisque, cobre e terracota. 
À direita: Hortênsias, 2024-2025, porcelana tenra, esmaltes, cobre e terracota.
Vladimir Kanevsky (Ucrânia, 1951)

 

 

Limoeiro, 2024-2025, porcelana  tenra, porcelana em bisque, esmaltes e cobre.
Vladimir Kanevsky (Ucrânia, 1951)

 

 

 

Acima: Jacintos brancos, 2024-2025, porcelana em bisque, cobre e terracota.
Abaixo: Lírios do vale, 2024-2025, porcelana tenra, porcelana negra, esmaltes, cobre e terracota.
Vladimir Kanevsky (Ucrânia, 1951)

 

 

 

À esquerda: Tulipas, 2024-2025. Porcelana tenra, porcelana negra, esmaltes, cobre e terracota. 
À direita: Pé de alcachofra, 2024–25. Porcelana tenra, esmaltes, cobre e terracota. 
Vladimir Kanevsky (Ucrânia, 1951)





Meus feriados…

20 04 2025