Domingo, um passeio no campo!

27 08 2017

 

 

CAMPOS AIRES, o.s.t. Natureza, Campinas -SP 1940. 35 x 27 cm. a.c.i.dNatureza, Campinas, SP, 1940

Campos Ayres (Brasil, 1881 – 1944)

óleo sobre tela,  35 x 27 cm

 





Trova da esperança

26 08 2017

 

 

dcfc8c9da8e431861196f8b38f742d46--vintage-design-vintage-artIlustração anônima, década 1960

 

 

No porto dos meus anseios

esperanças são navios,

que de manhã partem cheios

e à tarde voltam vazios…

 

(Orlando Brito)

 





Flores para um sábado perfeito!

26 08 2017

 

 

Newton Mesquita, Vaso de Flores, Serigrafia 71-100,50x70cm, 1990,Vaso de flores, 1990

Newton Mesquita (Brasil, 1949)

serigrafia, tiragem de 100, 50x70cm





Imagem de leitura — Christine Hartman

25 08 2017

 

 

Christine Hartman (EUA)Charlotte lendo

Christine Hartman (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela

www.christinehartman.com





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

25 08 2017

 

 

FRANÇA JUNIOR - 1888França Júnior - 1888 - MNBAVista do Morro da Viúva, 1888

Joaquim José da França Júnior (Brasil, 1838-1890)

óleo sobre tela, 67 x 97 cm

MNBA, Rio de Janeiro

 





Em três dimensões: Nicolas Cordier

25 08 2017

 

 

gypsy

Jovem cigana [Zingarella], 1612

Nicolas Cordier (França, 1567 – 1612)

Mármores branco e cinza, bronze,  140 cm de altura

Galeria Borghese, Roma





Palavras para lembrar: Montaigne

25 08 2017

 

 

F. Reshetnikov portrait of his wife Lidiya Brodskaya

Retrato de Lidiya Brodskaya, esposa do pintor, 1948

Fyodor Pavlovich Reshetnikov (Rússia, 1906-1988)

óleo sobre tela

 

 

“Gostar de ler é trocar horas de tédio por outras deliciosas”

 

Montaigne





Arco-iris, poesia de Olegário Mariano

24 08 2017

 

 

IRACEMA OROSCO FREIRE - O.S.M - JARDIM COM PALMEIRAS . 26 X 39. Assinado no CID.

Jardim com palmeiras, s/d

Iracema Orosco Freire (Brasil, século XX)

óleo sobre madeira, 26 x 39 cm

 

 

Arco-iris

 

Olegário Mariano

 

Choveu tanto esta tarde

Que as árvores estão pingando de contentes.

As crianças pobres, em grande alarde,

Molham os pés nas poças reluzentes.

 

A alegria da luz ainda não veio toda.

Mas há raios de sol brincando nos rosais.

As crianças cantam fazendo roda,

Fazendo roda como tangarás:

 

“Chuva com sol!

Casa a raposa com o rouxinol.”

 

De repente, no céu desfraldado em bandeira,

Quase ao alcance da nossa mão,

O Arco-da-Velha abre na tarde brasileira

A cauda em sete cores, de pavão.

 

 

Em: Toda uma vida de poesia — poesias completas, Olegário Mariano, Rio de Janeiro, José Olympio: 1957, volume 1 (1911-1931), p. 277.





Hoje é dia de feira: frutos e legumes frescos!

23 08 2017

 

 

Waldemar Curt Freysleben OST 54 x 65 cmNatureza morta

Waldemar Curt Freysleben (Brasil, 1899 – 1970)

óleo sobre tela, 54 x 65 cm





Resenha: “Altos voos e quedas livres” de Julian Barnes

23 08 2017

 

 

 

 

Vue du pont de Sèvres, 1908 - Henri Rousseau.Vista da Ponte de Sèvres, 1908

Henri Rousseau [Le Douanier] (França, 1844 – 1910)

óleo sobre tela, 81 x 100 cm

Museu Pushkin, Moscou

 

 

 

Altos voos e quedas livres é um ensaio dividido em três partes. Aborda paixão, amor, perda, morte e luto — sentimentos universais.  Além disso,  dá raro vislumbre sobre a maneira do autor pensar, organizar assuntos e interesses. Até que nos surpreendemos porque de um material distinto, sem conexão aparente, sub-repticiamente entra no assunto principal da obra:  o luto pela  morte da mulher amada.  Inicialmente a narrativa não parece contínua. Stacatto.  Somos apresentados a fatos, a histórias sobre balonismo.  De balões passamos ao uso da fotografia no século XIX. Assuntos que parecem não ter nada em comum. Finalmente entramos na terceira e última parte, quando tudo díspar coalesce numa meditação sobre o luto, o processo do luto que o escritor atravessa depois da morte de sua esposa, companheira de vida inteira.

“Processo de luto. Parece um conceito claro e sólido. Mas é um termo fluido, escorregadio, metafórico. Às vezes passivo, um período de espera pelo desaparecimento do tempo e da dor.; às vezes ativo, uma atenção consciente à morte, e à perda, e à pessoa amada…”[113]

 

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Cada pessoa trata da perda de um ente querido à sua maneira. É uma emoção particular, vivenciada solitariamente,  impossível de ser comunicada ou dividida. No entanto, é universal,  poderosa, toma o corpo e a alma, os sentimentos do ser humano. Compreende-se sua complexidade quando a testemunhamos, como neste ensaio,  simultaneamente triste, quase sempre romântico, e desde o início provocativo.  Este é um texto que requer reflexão, no início, lá no nível sonhador, do éter e seus balões, até o nível da terra, lugar onde vivenciamos nossas dores.

Luto é um sentimento que todos entendem.  Faz parte da condição humana. A dor da morte de um ser amado é experiência que não se deseja a ninguém mas que vivenciada é devastadora. Há diversas obras literárias dedicadas ao assunto Enquanto agonizo de William Faulkner; O ano do pensamento mágico de Joan Didion são duas das de que me lembro agora.  Altos voos e quedas livres toma agora um lugar entre elas, estará entre as mais belas, mais sentidas, mais reveladoras no complexo caminho dos sentimentos do amante que sobrevive.

 

Julian-BarnesJulian Barnes

 

Lembrar de quão vulnerável é a vida humana é essencial.  Só assim podemos nos dedicar a realmente viver o momento.  Julian Barnes mostra o amor em todas as suas facetas e a falta que o ente querido faz para quem ama.  Não deixe de ler. Belíssima obra.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.