Dia de sol em São Gonçalo, 2007
Carlos Raposo (Contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Dia de sol em São Gonçalo, 2007
Carlos Raposo (Contemporâneo)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
A carta de amor, c. 1890
Franz von Defregger (Alemanha, 1835-1921)
óleo sobre madeira, 45 x 29 cm
O escritor Francisco Azevedo com o Grupo de Leitura Ao Pé da Letra, 24/09/2017.
O grupo de leitura Ao Pé da Letra teve o prazer de contar com a visita do escritor Francisco Azevedo, cujo livro Os novos moradores, lançado em junho deste ano, e já em sua segunda edição, foi a leitura escolhida para discussão no mês de setembro.
Seu terceiro romance, precedido por Arroz de Palma, Editora Record: 2008 e Doce Gabito, Editora Record: 2012, tem todas as marcas de um grande sucesso. Situado no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro ele se desenrola entre os ocupantes de duas casas geminadas na rua dos Oitis. Enquanto a casa de cor cinza é habitada por uma família severa cujos membros são emocionalmente distantes uns dos outros, a outra, amarela, tem como residente uma família amorosa e alegre. O relacionamento entre as famílias surge através dos filhos que com isso trazem para o âmago de cada núcleo familiar experiências e acontecimentos imprevisíveis.

O grupo de leitores se deliciou com a franqueza, modéstia e simplicidade do autor, que dividiu com os presentes sua maneira de escrever, explicou como as ideias se desenvolvem e abriu o leque de reações dos leitores aos seus livros, principalmente a este último, que trata de assunto familiar espinhoso. Francisco Azevedo foi espontâneo, e mostrou grande senso de humor ao se surpreender e divertir, aqui e ali, com a reação dos leitores a personagens, fatos e soluções de problemas encontrados no texto.


Foi sem sombra de dúvida uma noite memorável para os leitores. Agradecemos a presença de Francisco Azevedo e sua esposa Edvane. Aprendemos muito sobre o processo criativo e a maneira como sincronicidade parece agir em torno de uma criação literária, tornando-a quase inevitável. Um grande abraço de todos do Ao Pé da Letra, desejo de muito sucesso ao escritor e até o próximo encontro. Esperamos vê-lo quando seu próximo romance sair do prelo!
As terras de Minas, 1983
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 81 101 cm
Rosas, 2012
Douglas Okada (Brasil, 1984)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Retrato de menina, 1921
William Charles Penn (GB, 1877–1968)
óleo sobre tela

Gosto imensamente da poesia de Manuel Bandeira. Acho-o, se não o maior poeta do século XX, certamente entre os três mais importantes poetas brasileiros da época. Acredito ter lido quase toda sua obra. Um atrativo a mais para o livro Um beijo de Colombina de Adriana Lisboa é que Manuel Bandeira está presente, ou melhor, é a alma, do romance. Por isso tive grandes expectativas ao abrir o livro.
Adriana Lisboa, por outro lado, só conheço de um livro anterior: Rakushisha. Por ele, a autora passou a figurar no rol de escritores/ poetas favoritos, pois me lembro de sua prosa delicada, cheia de surpresas e inusitadas visões dos temas do cotidiano.

Acreditei, portanto, quando escolhi a leitura desse livro, que iria ter dupla apreciação, que iria ter deleite ao quadrado. A prosa de Adriana Lisboa continua límpida, delicada, mesmo nesta obra, que não é tão poética quanto minha memória atribuía a ela. Manuel Bandeira continua um dos grandes poetas brasileiros de todos os tempos. Mas o poeta Manuel Bandeira perdeu-se nesse texto e Adriana Lisboa não mostrou a mágica de sua prosa-poética vista em outras de suas obras .
A trama se desenrola a partir de um casal de namorados, num relacionamento recente, em que de repente, a namorada, Teresa, morre afogada. Para melhor entender o que acontece o rapaz revê a história deles até o afogamento em Mangaratiba (RJ). Aos poucos um retrato mais detalhado de Teresa, jovem escritora às portas de um sucesso literário retumbante, começa a se firmar e surge a dúvida: teria ela, excelente nadadora , sofrido um golpe do acaso? Ou o afogamento teria sido deliberado, um suicídio?
Adriana Lisboa
A narrativa corre bem pelo primeiro terço do livro, para se perder e chegar a um final quase forçado, como se tivesse sido planejado de antemão e encontrasse dificuldade de desabrochar. O mistério sobre a morte de Teresa, que poderia ser visto como um gancho para puxar o leitor a cada página não parece tão importante nem para o leitor, nem para o namorado narrador. Não vi na trama secundária, seu envolvimento com uma antiga namorada, qualquer propósito a não ser o de lembrar o lugar de residência de Manuel Bandeira.
Enfim, uma ideia boa, com uma narrativa leve, que tinha tudo para ser mais do que só agradável, que infelizmente não chegou a encantar essa leitora. Uma oportunidade perdida. Adriana Lisboa continua com uma bela prosa, mas quase não chega ao que se propõe.
NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.
Canal de Marapendi
Raimundo Botelho (Brasil, 1946)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Cobre, cristais e abacaxi
Pedro Alexandrino ( Brasil, 1864-1942)
óleo sobre tela, 73 x 87 cm
Coleção Particular
Menina lendo
Jahaziel Minor (EUA, contemporânea)
óleo sobre cartão