Ilustração japonesa, praia à noite.
Mostrando ser feminina,
a praia ouve os segredos
que o mar, por trás da neblina,
conta baixinho aos rochedos.
(Durval Mendonça)
Ilustração japonesa, praia à noite.
Mostrando ser feminina,
a praia ouve os segredos
que o mar, por trás da neblina,
conta baixinho aos rochedos.
(Durval Mendonça)
UM CAVALHEIRO EM MOSCOU
Amor Towles
Intrínseca: 2018, 464 páginas
SINOPSE
Nobre acusado de escrever uma poesia contra os ideais da Revolução Russa, Aleksandr Ilitch Rostov, “O Conde”, é condenado à prisão domiciliar no sótão do hotel Metropol, lugar associado ao luxo e sofisticação da antiga aristocracia de Moscou. Mesmo após as transformações políticas que alteraram para sempre a Rússia no início do século XX, o hotel conseguiu se manter como o destino predileto de estrelas de cinema, aristocratas, militares, diplomatas, bons-vivants e jornalistas, além de ser um importante palco de disputas que marcariam a história mundial. Mudanças, contudo, não paravam de entrar pelo saguão do hotel, criando um desequilíbrio cada vez maior entre os velhos costumes e o mundo exterior. Graças à personalidade cativante e otimista do Conde, aliada à gentileza típica de suas origens, ele soube lidar com a sua nova condição. Diante do risco crescente de se tornar um monumento ao passado até ser definitivamente esquecido, o Conde passa a integrar a equipe do hotel e a aprofundar laços com aqueles que vivem ao seu redor. Com sua perspectiva única de prisioneiro de duas realidades distintas, o Conde apresenta ao leitor sua sabedoria e sensibilidade ao abandonar certos hábitos e se abrir para as incertezas de novos tempos que, mesmo com a capacidade de transformar a vida como a conhecemos, nunca conseguirão acabar com a nobreza de um verdadeiro cavalheiro.
Paisagem com araucárias, 1981
Ricardo Krieger (Brasil, 1949 – 1991)
óleo sobre tela, 60 x 50 cm
A palavra escrita incorporada
David Brooke (GB, contemporâneo)
“Apaixonar-se pela heroína é somente uma das formas pelas quais o leitor pode, e deve, participar do livro que está lendo. Romance, conto, ou poema, por exemplo, um leitor pode , e deve, compartilhar os triunfos e os sucessos dos personagens. Em Tom Jones, por exemplo, não somente me apaixonei por Sophia Western, sua amada, mas também compartilhei as angústias de Tom e seus sucessos na conquista final, inclusive Sophia, devo dizer. No caso de Orgulho e Preconceito fico muito feliz que Elisabeth e Darcy fiquem juntos no final, compartilhei a felicidade deles. Eu posso compartilhar o prazer da vitória da justiça num romance,na realidade, um romance só é bom quando a justiça é feita corretamente. Uma das grandes coisas relativas à Odisseia, que por sinal é o primeiro exemplo de western, é que no final, os caras bons conseguem o que merecem, assim como os maus recebem seu castigo.”
Em: A arte da leitura, Mortimer J. Adler e Charles Van Doren, É Realizações Editora: 2017, página 74.
Pedra da Gávea
Renina Katz ( Brasil, 1925)
serigrafia sobre papel, 50 x 70cm
Ilhabela, 2008
Sérgio Telles (Brasil, 1936)
óleo sobre madeira,38 x 46,5 cm
Paisagem com casinha rural e sapucaia
Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863 – 1944)
óleo sobre madeira, 14 x 16 cm
Floral, 2016
Davi [Dagoberto Vitor] (Brasil, 1954-2018)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Requinte, 2016
André Maurício (Brasil, 1985)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm