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Por do sol, ilustração Maurício de Sousa.
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O pôr-do-sol no horizonte,
com seus raios, me seduz
e eu vejo por trás do monte
uma cascata de luz.
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(Hélio Pedro Souza)
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O pôr-do-sol no horizonte,
com seus raios, me seduz
e eu vejo por trás do monte
uma cascata de luz.
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(Hélio Pedro Souza)
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Bem cedinho, o pescador,
No rio, foi apanhar
Esse peixe apetitoso
Que eu vou comer no jantar.
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(Walter Nieble de Freitas)
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Morro do Borel, Rio de Janeiro, 1971
Armando Vianna ( Brasil, 1897-1992)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
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Celina Ferreira
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Navios vão-se atracando,
chegam noturnos mineiros,
andarilhos vêm andando
e em cavalos, cavaleiros
trocando o sul e os cavalos,
as colheitas e o dinheiro
por uma braça de um rio
de inexistente janeiro.
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As casas vertiniginosas
na floresta de cimento
sobem doidas, caprichosas,
arranhando o firmamento.
As ruas crescem, comprimem
o corpo azul do gigante
que se levanta irrascível,
touro raivoso e espumante.
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Medrosos troncos se abraçam
na floresta verdadeira.
Cipós covardes se enlaçam
pelo corpo das palmeiras.
Tudo debalde. O homem lança
um olhar de certeira flecha,
dardo de fogo que alcança
o coração da floresta.
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Ai soluço ressequido,
pranto escuro de carvão!
Ai fundo e negro suspiro
que se eleva na amplidão!
Línguas de um fogo faminto
estralam gula e paixão.
Ai! Das matas sobe um grito,
descem lavas de um vulcão.
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Os homens plantam sementes
de fogo e míseras casas,
crivam duros alfinetes
na renda verde das matas.
Nas grimpas nuas, as chagas,
ontem, rubras de clarão,
hoje são tendas plantadas
entre reboco e carvão.
E a miséria fecundada
no gineceu das taperas
rebenta nas densas matas
uma estranha primavera.
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Em: Poesia Cúmplice, Celina Ferreira, Rio de Janeiro, Livraria São José Ed.: 1959
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Celina Ferreira — nasceu em Cataguases, Minas Gerais, em 1928. Jornalista, dedicou-se também à literatura infantil.
Obras:
A princesa Flor-de-Lótus , 1958
Papagaio gaio: poeminhas, 1998
Obra poética:
Poesia de ninguém, 1954
Poesia cúmplice, 1959
Hoje poemas, 1967
Espelho convexo, 1973
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Pato Donald e Margarida parados no trânsito, ilustração Walt Disney.–
Motorista, paciência…
Calma lá, meu companheiro!
Não se esqueça: competência
nem sempre é chegar primeiro.
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(Antônio Augusto de Assis)
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TUPI
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Ladyce West
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Hoje acordei bem cedo.
Vou pra casa da vovó!
Vou feliz e vou sem medo,
Vou levando o meu totó.
Tupi é meu melhor amigo.
Um vira-lata legal!
Quando o peguei no abrigo,
Chamava-se Tiquinho de tal.
Este nome não lhe cabia,
Já que era bem grandão!
Musculoso, ele se fazia
Respeitar na multidão.
Tupi, um nome guerreiro.
De índio, bem brasileiro!
Foi assim que o batizei,
No dia em que o adotei.
Com Tupi vou a todo lado,
De minha casa para escola,
Da pracinha pro gramado
Onde sempre jogo bola.
Vovó gosta das visitas
Que eu e Tupi lhe fazemos.
Prepara uma mesa bonita,
Com quitutes que comemos.
Tupi gosta do passeio.
Grunhe e corre, late e pula.
Nem um pingo de receio,
Vovó lhe incentiva a gula.
Truques e truques ele faz:
Para e senta, deita e rola.
Quer bolachas da sacola
Que vovó sempre lhe traz.
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Da série: Pequetita, poesias infantis, Rio de Janeiro: 2008
© Ladyce West, 2008, Rio de Janeiro
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Em cauda de lagartixa
está a lealdade que louvo:
– Se puxada, não espicha;
cortada, nasce de novo!
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(Humberto Lyrio da Silva)
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Pato Donald ganha um prêmio de fotografia, ilustração Walt Disney.–
Guarde respeito à vitória,
não humilhe os perdedores;
porque a soberba na glória
marca o fim dos vencedores!
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(José Valdez de Castro Moura)
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Funchal Garcia (Brasil, 1889-1979)
óleo sobre madeira, 50 x 60 cm
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Minha chácara sempre surpreende
ora com novo canto passarinho
ora com a picada de um espinho
porém do mesmo ramo onde a flor pende
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A lesma vai lambendo seu caminho
cachorro olha como quem entende
e o beija-flor é o único que tem de
mostrar pressa aqui nesse mundinho
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Quando menos se espera amadurecem
frutos e idéias entre sentimentos
que de janela aberta adormecem
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Para varrer emprego o Senhor Vento
embriagado sempre que florescem
os meus mais perfumados pensamentos
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Em: Gaiola aberta: 1964-2004, Domingos Pellegrini, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil: 2005
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Barquinho de papel, ilustração de Maurício de Sousa.–
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Stella Leonardos
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— Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de framboesa!
— Que queres, lobo daninho?
— Acompanhar-te, beleza.
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— Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de coral!
— Que queres, lobo daninho?
— Proteger-te de algum mal.
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— Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor da alegria!
— Que queres, lobo daninho?
— Gozar tua companhia.
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— Chapéuzinho, chapéuzinho
Vermelho cor de carmim!
— Que queres, lobo daninho?
— Guardar-te sempre pra mim.
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Em: Fantoches, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José: 1956.