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Ilustração de Anne Anderson
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Quando as pedras do caminho
causam lágrimas e dores,
basta um gesto de carinho
para mudá-las em flores.
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(Lucina Long)
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Ilustração de Anne Anderson–
Quando as pedras do caminho
causam lágrimas e dores,
basta um gesto de carinho
para mudá-las em flores.
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(Lucina Long)
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Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925)
óleo sobre papel, 70 x 70 cm
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J. G. de Araújo Jorge
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A manhã surge
aos sons do Concerto nº 1 de Grieg
no rádio madrugador de meu vizinho.
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A tarde chega
acampanhada pelo Prelúdio nº 24 de Chopin,
num piano sem lugar.
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A madrugada se embala
com a música do mar.
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Em: A outra face: poesia, J. G. de Araújo Jorge, Rio de Janeiro, Editora Vecchi: 1957, p. 157
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Menina do campo, cartão postal antigo.–
Muita perna tenho visto,
Perna fina, perna grossa…
Mas as pernas mais bonitas
São as das moças da roça.
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(Anônima)
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Em: Trovas Brasileiras: populares e popularizadas, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, W.M. Jackson Inc: 1944, nº.536
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José Paulo Moreira da Fonseca
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Mesmo quando imóvel, vemo-lo correr
Como se aquelas formas sonhassem
Com uma inaccessível distância.
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Em: Antologia Poética, José Paulo M. F., Rio de Janeiro, Leitura: 1968
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Desconheço a autoria dessa ilustração, mas é de 1914 tirada de revista dinamarquesa.–
Não quero ser flor, nem fita,
Enfeites, brincos ou anéis,
Queria ser teu sapato,
Para viver aos teus pés.
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(Anônima)
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Em: Trovas Brasileiras: populares e popularizadas, Afrânio Peixoto, Rio de Janeiro, W.M. Jackson Inc: 1944, nº.539
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Ilustração Emiliano Ponzi.–
Vê-se máscaras de tudo,
de toda forma e matiz:
papel, borracha e veludo,
e até de gente feliz…
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(Péricles Gonçalves)
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Pato Donald decide ser pintor, ilustraçãao Walt Disney.–
A inspiração se assemelha
à luz da graça divina.
O artista toca a centelha
e a si mesmo ilumina.
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(Álvaro Faria)
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Érico Santos (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 40 x 50 cm
Acervo pessoal do artista
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Raquel Naveira
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Língua Portuguesa,
Tuas regras são as cordas da minha harpa,
Duras e firmes,
Que procuro dedilhar
Desde a infância.
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Que prazer reconhecer tuas notas graves e agudas!
Ata-me nos teus laços afinados,
Na tua lei tensa
E criarei poemas
Como pássaros.
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Que delícia o esforço de cortar,
Esticar,
Retesar!
Livra-me da frouxidão,
Da lassidão de cometer pecados
Contra ti.
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Língua Portuguesa,
Tuas regras são as cordas de minha harpa,
Torna meu canto angélico,
Feito de forma e beleza,
Oferenda consagrada a ti,
Ao Tejo,
Às espumas do mar.
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Em: Casa e Castelo, Raquel Naveira, São Paulo, Escrituras: 2002, p.71
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Passarinho no ninho, ilustração de Andrew Loomis. [Dionne quintupletos]–
Com singela perfeição
um pequeno passarinho
faz uma linda mansão
da construção do seu ninho.
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(Eva Garcia)
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“Você sabia… [Have you heard…?]” ilustração Arthur Sarnoff.–
Quem à língua não põe freio,
depois não deve estranhar
a desgraça que lhe veio,
porque se pôs a falar.
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(Trova popular espanhola)