Ilustração Laura Sylvia Gosse
Inverno… as horas vazias…
As árvores tristes…nuas…
E as minhas mãos estão frias
sentindo falta das tuas…
(Luiz Otávio)
Inverno… as horas vazias…
As árvores tristes…nuas…
E as minhas mãos estão frias
sentindo falta das tuas…
(Luiz Otávio)

Depois que publiquei meu primeiro livro de poesias, todo mundo quer saber que poetas eu li, de quem eu gosto. A lista é grande. Mas aos poucos vou contando…. Obrigada pelo interesse.
A brisa afasta a cortina,
e uma nesga de luar,
fugindo à fria neblina,
vem aos meus pés se abrigar.
(Dorothy Jansson Moretti)

Campo de trigo com corvos, 1890
Vincent van Gogh (Holanda, 1853-1890)
óleo sobre tela, 101 x 50 cm
Van Gogh Museum, Amsterdã
Van Gogh III
Marialzira Perestrello
« Van Gogh le plus peintre de tous les peintres »
A. Artaud
Vincent-Antonin
Artaud-Van Gogh
Gênios, loucos?
Loucos geniais?
Eles queriam sua verdade
verdades vitais
mortais verdades
além de Tudo
aquém do Nada.
Não queriam a Morte
lutaram pela Vida
(Insanamente?)
Oh! Deus
como eram negros
aqueles corvos!
1990
Em: A música persiste, Marialzira Perestrello, Rio de Janeiro, Imago: 1995, p. 34
Pouco se fala no outro grande sucesso de Shakespeare, além de seu legado literário. Apesar de suas primeiras peças teatrais serem hoje consideradas ainda imaturas, faltando um certo refino de forma, ela foram, em seu tempo, grande sucesso de bilheteria. Comédias como “A comédia de erros” (1623) e dramalhões como “Tito Andrônico” (1594) representaram bem o gosto popular, rendendo a William Shakespeare o suficiente para sair da pobreza e viver como um “country gentleman”. Ele conseguiu especular financeiramente comprando e vendendo imóveis, onde obteve sucesso, investindo sempre que possível. Também emprestava dinheiro a juros, chegando a processar na justiça aqueles que não lhe pagavam de volta. E finalmente ele comprou ações do Globe Theater que o fizeram rico podendo se aposentar em 1613 em Stratford, como um homem rico.
Fonte: Secret Lives of Great Authors, Robert Schnakenberg
Festival de outono, 1915
Willard Leroy Metcalf (EUA, 1858-1925)
óleo sobre tela
“Lágrimas, inúteis lágrimas, não sei o que exprimem,
Lágrimas das profundezas de algum divino desalento
brotam no coração, e se acumulam nos olhos,
observando os radiantes campos do outono,
pensando nos dias que já se foram.“
Lord Alfred Tennyson (1809-1892), do poema conhecido como Tears, idle tears
Tradução: Ladyce West
-,-,-,
Mensageiro do amor, 1885
Marie Spartali Stillman (Inglaterra, 1844 -1923)
aquarela, têmpera, folha ouro sobre papel colado em madeira, 81 x 66 cm
Museu de Arte de Delaware
Ivan Junqueira (1934-2014)
Pois morrer é apenas isto:
cerrar os olhos vazios
e esquecer o que foi visto;
é não supor-se infinito,
mas antes fáustico e ambíguo
jogral entre a história e o mito;
é despedir-se em surdina,
sem epitáfio melífluo
ou testamento sovina;
é talvez como despir
o que em vida não vestia
e agora é inútil vestir;
é nada deixar aqui:
memória, pecúlio, estirpe,
sequer um traço de si;
é findar-se como um círio
em cuja luz tudo expira
sem êxtase nem martírio.
Em: O tempo além do tempo: antologia, Ivan Junqueira, organização e prefácio, Arnaldo Saraiva, Vila Nova de Famalicão, editora Quasi:2007, p.71
Floresta outonal com casas
Walter Moras (Alemanha,1856 – 1925)
óleo sobre tela, 60 x 100 cm
“Minha tristeza, quando está aqui comigo, pensa que esses dias escuros, chuvosos do outono são tão bonitos possível; ela ama a árvore ressequida, nua; e caminha pela trilha encharcada do pasto.”
Robert Frost
Do poema: My November Guest
tradução: Ladyce West
Nota: Robert Frost está entre os muitos poetas americanos que admiro. Tenho um cantinho de meu coração reservado para seu domínio. E quanto mais admiro mais difícil se torna a tradução porque sei de conotações que ligam à obra inteira do escritor.

Saudade é um sutil recado
que a vida gosta de ler
nos bilhetes que o passado
não se cansa de escrever!…
(Mara Mellini)
