Arca de Noé, 1978
Adelson do Prado (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 29 x 33 cm
Defendei, meu São Francisco,
os cachorrinhos e os gatos.
Protegei-os contra o risco
do abandono e dos maus-tratos.
(A. A. de Assis)
Arca de Noé, 1978
Adelson do Prado (Brasil, 1944)
óleo sobre tela, 29 x 33 cm
Defendei, meu São Francisco,
os cachorrinhos e os gatos.
Protegei-os contra o risco
do abandono e dos maus-tratos.
(A. A. de Assis)
Vou brincar com pirilampos
e beijar as flores nuas
pra ver se encontro nos campos
a paz que fugiu das ruas!
(José Lucas de Barros)
Rosas e jasmins em vaso de Delft, 1881
Auguste Renoir (França,1841-1919)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Hermitage, São Petersburgo
“O que pesa? a areia da praia e a tristeza.
O que é breve? o hoje e o amanhã.
O que é frágil? flores da primavera e a juventude
O que é profundo? o oceano e a verdade”
Christina Rossetti (1830-1894)
{Tradução: Ladyce West]
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Forsítia, 2020
Louise Baker (Canadá, contemporânea)
acrílica sobre tela, 61 x 61 cm
Ladyce West
A cor da esperança é o amarelo
que chega cedo nas flores da forsítia.
Singelos sinos em rebeldes galhos —
borboletas pousadas e vistosas —
brotam nas varas despidas do inverno.
Vence o frio, fura a neve e o solo congelado
traz consigo o aviso do destino
lembra sol, renovação e alegria
aponta radiante o porvir
encarna o sinal da primavera
que celebra só, altaneira e modesta.
Em: À meia voz, Ladyce West, Rio de Janeiro, Autografia: 2020, p. 35
Após fitar várias flores,
eu pergunto com surpresa:
– Como cabem tantas cores
no pincel da Natureza?
(Hildemar de Araújo Costa)
Foste embora e por maldade
deixaste a troco de nada,
rastros da tua saudade
em cada curva da estrada!…
(Marilúcia Resende)
Ricardo Kubrusly
há uma lua em são paulo outra no rio
duas iguais, mesma substância
uma no mar, outra entre rios
refletida na lama das marginais
uma se espreita nos arcos, se alonga
devora o passeio, se atira
nas águas. duas iguais criaturas
escalam o horizonte, eu: voo entreluas
Em: Acordanoite, Ricardo Kubrusly, Rio de Janeiro, Editora Seis: 1993, p.48
Quando criança, eu ficava
olhando o céu a cismar:
– quem, tão alto, a luz ligava
para acender o luar!
(Lisete Johnson)

Figura feminina, 1971
Augusto Rodrigues (Brasil, 1903-1993)
técnica mista sobre papel, 29 x 25 cm
P/ Teresinha
A menina dos meus sonhos
é assim, como um poema:
às vezes leveza clara,
às vezes pureza gema.
Está presente em meus sonhos,
sem saber nada de mim.
às vezes fura meu peito
com esporas de cetim.
A menina dos meus sonhos
me acorda nas madrugadas,
para acender seus caprichos
mantendo a luz apagada.
Mas quando o dia amanhece
a luz invade a retina,
o despertador faz preces
afugentando a menina.
Em: As miudezas da velha, Luís Pimentel, 2ª edição, Rio de Janeiro, Myrrha, 2003, p. 57







