Quadrinha infantil, bandeira brasileira, Moyses Augusto Torres

27 05 2009

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Bandeira brasileira, s/d

Olavo Campos

Madeira reciclada

  

 

 

 

Ao vento, assim, desfraldada,

numa data alvissareira,

lembra a Pátria idolatrada

 — a Bandeira Brasileira.

 

(Moyses Augusto Torres)

 





Quadrinha infantil do tagarela

25 05 2009

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Pato Donald ao telefone, ilustração de Walt Disney.

 

O tagarela, insistente,

jamais consegue agradar…

Mas agrada, sempre, a gente

Quem sabe ouvir e calar…

 

 

 

(A. F.  Bastos)





Eu sei ler, poesia infantil de Martins D’ Alvarez

22 05 2009

escola, ilustração de Diva de Val GolfieriEscola: pintura à óleo de Diva do Val Golfieri (Brasil, contemporânea)

 

Eu sei ler

                                         Martins D’ Alvarez

 

Eu sei ler corretamente,

faço contas de somar,

sou batuta em dividir,

gosto de multiplicar.

 

Quando a professora escreve

no quadro-negro da escola,

leio até de olhos fechados:

“Paulo corre atrás da bola.”

 

Pra somar uma banana

com mais duas e mais três,

vou comendo e vou somando

1 mais 2 mais 3 são 6.

 

Pra dividir três pães

comigo e com meu irmão?

Eu sou o maior, ganho dois.

Para ele basta um pão.

 

Se mamãe me dá um doce

na hora de merendar,

acabo comendo três.

Como eu sei multiplicar!

 

Em: Vamos estudar? – cartilha — de Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1961 [Para a aprendizagem simultânea da leitura e da escrita].

 

José Martins D’Alvarez   (CE 1904)  Poeta, romancista, jornalista, diplomado em Farmacia e Odontologia, professor, membro da Academia Cearense de Letras. Nasceu na cidade de Barbalha, Estado do Ceara, em 14 de setembro de 1904.  Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará.  Depois de formado em Odontologia. Transferiu em 1938 sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior.

 

 

 

Obras:

 

“Choro verde: a ronda das horas verdes”, 1930 (versos).

“Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).

 “Vitral”, 1934 (poemas).

“Morro do moinho” 1937 (romance)

“O Norte Canta”, 1941 (poesia popular).

“No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças).

“Chama infinita, 1949 (poesias)

“O nordeste que o sul não conhece 1953 (ensaio)

“Ritmos e legendas” 1959 (poesias escolhidas)

“Roteiro sentimental: geopolítica do Brasil” 1967 (poesias escolhidas)

“Poesia do cotidiano”, 1977 (poesias)

 

 

 

 

 

Outros poemas de Martins d’Alvarez neste blog:

 

 

ANJO BOM ; AMIGOS ; JOÃO E MARIA ; SÚPLICA





Quadrinha infantil de A. de Carvalho

20 05 2009

passarinho-roxo-cantando

Passarinho cantando, ilustração de Maurício de Sousa.

 

 

 

Mimoso passarinho

Num galho lá pousou

E bem, bem de mansinho

Ao matagal saudou.

 

 

 

Quadrinha de A. de Carvalho

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 59





A Bailarina, poema infantil de Cecília Meireles

17 05 2009
Bailarina, ilustração de Yuri Dyatlov.

Bailarina, ilustração de Yuri Dyatlov.

 

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A bailarina

                                                        Cecília Meireles

Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.

Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.

Não conhece nem mi nem fá

Mas inclina o corpo para cá e para lá.

—–

Não conhece nem lá nem si,

mas fecha os olhos e sorri.

—-

Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar

e não fica tonta nem sai do lugar.

—-

Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.

—-

Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.

—-

Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.

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—- 

Ouça este poema na voz do grande ator brasileiro Paulo Autran:

——

——

 Cecília Meireles

 

 

 

Cecília Benevides de Carvalho Meireles (RJ 1901 – RJ 1964) poeta brasileira, professora e jornalista brasileira.

Obras:

Espectros, 1919

Criança, meu amor, 1923

Nunca mais…, 1924

Poema dos Poemas, 1923

Baladas para El-Rei, 1925

O Espírito Vitorioso, 1935

Viagem, 1939

Vaga Música, 1942

Poetas Novos de Portugal, 1944

Mar Absoluto, 1945

Rute e Alberto, 1945

Rui — Pequena História de uma Grande Vida, 1948

Retrato Natural, 1949

Problemas de Literatura Infantil, 1950

Amor em Leonoreta, 1952

12 Noturnos de Holanda e o Aeronauta, 1952

Romanceiro da Inconfidência, 1953

Poemas Escritos na Índia, 1953

Batuque, 1953

Pequeno Oratório de Santa Clara, 1955

Pistóia, Cemitério Militar Brasileiro, 1955

Panorama Folclórico de Açores, 1955

Canções, 1956

Giroflê, Giroflá, 1956

Romance de Santa Cecília, 1957

A Bíblia na Literatura Brasileira, 1957

A Rosa, 1957

Obra Poética,1958

Metal Rosicler, 1960

Antologia Poética, 1963

História de bem-te-vis, 1963

Solombra, 1963

Ou Isto ou Aquilo, 1964

Escolha o Seu Sonho, 1964

Crônica Trovada da Cidade de San Sebastian do Rio de Janeiro, 1965

O Menino Atrasado, 1966

Poésie (versão francesa), 1967

Obra em Prosa – 6 Volumes – Rio de Janeiro, 1998

Inscrição na areia

Doze noturnos de holanda e o aeronauta 1952

Motivo

Canção

1º motivo da rosa





Quadrinha infantil — quem é forte chora!

14 05 2009

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Bolinha, Luluzinha e Aninha, da revista infantil Luluzinha.

 

Cada um tem sua sorte

pelo destino traçado,

mas não há ninguém tão forte

que nunca tenha chorado.

 

 

(Rômulo Cavalcante Mota)





Quadrinha infantil: rosas e espinhos

12 05 2009

rosas-2

 

 

 

 

 

As rosas é que são belas,

Os espinhos é que picam;

Mas são as rosas que caem

São os espinhos que ficam.

 

(Poesia popular)

 

 

Esta quadrinha faz parte do seguinte exercício:  Passe para prosa, com suas palavras, esta quadrinha.

 

 

Em: Exercícios de Linguagem e Matemática: 2ª série primária, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1958, p. 26





Quadrinha para o Dia das Mães

9 05 2009

mae e filho, 1885, Dinamarca

Mãe e filho, gravura de revista publicada 1885, Dinamarca.

 

 

Mãe é palavra que encerra

a força do verbo amar,

que nenhum poder da Terra

já conseguiu suplantar.

 

(Lucina Long)





Quadrinha para o Dia das Mães

6 05 2009

Nossa Senhora, artista desconhecido

 

Eu vi minha mãe rezando
aos pés da Virgem Maria:
— Era uma Santa escutando
o que a outra santa dizia.
 

(Ermírio Barreto Coutinho da Silveira)





Mãe, poema infantil de Sérgio Capparelli

6 05 2009
Ilustração:  Maurício de Sousa

Ilustração: Maurício de Sousa

Mãe

                   Sérgio Caparelli

De patins, de bicicleta,

de carro, moto, avião

nas asas da borboleta

e nos olhos do gavião

de barco, de velocípedes

a cavalo num trovão

nas cores do arco-íris

no rugido de um leão

na graça de um golfinho

e no germinar do grão

teu nome eu trago, mãe,

na palma da minha mão

Em: Poesia fora da estante, ed. Vera Aguiar, Porto Alegre, Editora Projeto: 2007, 13ª edição.