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O canto do galo, ilustração de Caroline Young.
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O galo canta e desperta
a festiva passarada,
que deixa o morno dos ninhos
para saudar a alvorada.
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(Manuel Lins Caldas) [psed. Daslak]
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O canto do galo, ilustração de Caroline Young.–
O galo canta e desperta
a festiva passarada,
que deixa o morno dos ninhos
para saudar a alvorada.
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(Manuel Lins Caldas) [psed. Daslak]
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Segredinhos, ilustração de Eloise Wilkin.–
Quer chova, quer brilhe o sol,
comentam-na os mexericos.
Não importa ao rouxinol
o pio dos tico-ticos!…
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(Sudra Vana)
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Nem escrito, nem falado,
porém fácil de entender,
é o silêncio do recado
que um olhar sabe dizer.
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(Sebas Sundfeld)
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Numa colcha de retalhos
costurei nossas lembranças
e alinhavei os atalhos
com a linha da esperança.
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(Alice Cristina Velho Brandão)
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Sem dar chance ao desatino,
quando a dor te atormentar,
tenta torcer o destino
cantando, em vez de chorar!
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(Ulysses de Carvalho Junior)
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No refulgir de uma estrela
há dois pontos principais:
do sonhador que quer vê-la
e do que não sonha mais.
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(José Augusto Fernandes)
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Ilustração publicada em 1918.–
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Tasso da Silveira
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A cantiga que cantavas
não tinha acompanhamento
nem de nenhum instrumento
nem de outra voz, nem de vento,
nem de água em murmúrio vão.
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Subia pura na noite.
Subia serenamente
fresca, simples, inocente,
para os astros, para a lua,
no seio da solidão.
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Afora o canto que entoavas,
tudo era recolhimento
no vasto e perdido mundo.
Tudo era êxtase profundo.
Ao teu canto claro e lento,
tudo era deslumbramento.
Não havia voz de vento,
nem água em murmúrio vão.
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Teu canto, no vasto mundo,
não tinha acompanhamento.
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Em: Antologia de poemas para a infância, vários autores, Rio de Janeiro, Ediouro:2004
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Tasso Azevedo da Silveira ( Brasil, 1895 – 1968) advogado e escritor. Um dos fundadores da Revista Fanal que circulou de 1911 a 1913. Pertenceu ao movimento de vanguarda literária no Paraná.
Obras:
A igreja silenciosa, 1911
Fio d’água, poesia, 1918
A alma heróica dos homens, poesia, 1924
Alegria criadora: 1922-1925, ensaios, 1928
As imagens acesas, poesia, 1928
Alegorias do homem novo
Canto do Cristo do Corcovado, poesia, 1931
Canto absoluto, 1940
Discurso ao povo infiel
Cantos do campo de batalha, poesia, 1945
Contemplação do eterno, poesia, 1952
Canções a Curitiba, poesia, 1955
Puro canto, poesia, 1956
Regresso à origem, poesia, 1960
Poemas de antes, poesia, s/d
As mãos e o espírito, teatro, 1957
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Ilustração de Maurício de Sousa.–
Quando a noite vai embora,
a aurora vem, de mansinho,
despertando fauna e flora
na mata e no ribeirinho.
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(Marcos Medeiros)
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Desconheço a autoria da ilustração, acredito que seja capa de um número de verão da revista americana Modern Priscilla, que deixou de existir por volta de 1930 depois de algumas décadas de existência. Já procurei mas ainda não achei a autoria, qualquer dica será bem-vinda.–
As nuvens já vão chegando,
voltam barcos, devagar;
as aves surgem flanando…
e você não vai voltar?…
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(Luiz Pereira de Faro)
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Menina ao telefone, ilustração de Meredith Johnson.
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José Elias
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Mal tocava o telefone,
Lili corria pra atender.
Só sabia falar: – Alô! Alô!
Qual é o seu nome?
E ficava naquele alô alô danado,
sem chamar quem foi chamado.
Um dia, foi atender,
como sempre apressadinha,
e saiu daquele alô, alô:
— Aqui é Lili. Aí, quem fala?
A fala falou grosso,
do outro lado da linha:
– Quem fala é o fantasminha!
Hahahahá, é o fantasminha!
Agora , se o telefone toca,
Lili nem se toca
ou fica meio encolhidinha.
Tem vontade de atender, mas…
e se for o fantasminha?!
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Em: Caixa mágica de surpresa, José Elias, São Paulo: Paulus, 1984.