Lições de 3 países para o ensino público

2 12 2013

???????????????????????????????Grupo escolar de Patópolis, ilustração de Walt Disney.

Acabo de comprar em versão eletrônica o livro The Smartest Kids in the World: And How They Got That Way  de Amanda Ripley considerado pelo New York Times um dos melhores livros de não-ficção publicados nos EUA em 2013.  A lista completa pode ser vista aqui: 100 notable books of 2013. O assunto é de interesse: há muito que me preocupo com a educação das crianças no Brasil e consolo a minha ansiedade me familiarizando com o que outros países fazem. Digamos que minha curiosidade no assunto tornou-se um hobby.  Por isso mesmo investi meus quase R$29.00 para satisfazer a minha curiosidade sobre os modos de educação de três diferentes países que estão entre os melhores colocados em todos os testes internacionais medidores de desempenho escolar: Finlândia, Coréia do Sul e Polônia.

Antes mesmo de me enfronhar nessa leitura  já me surpreendi com o pouco vislumbrado pela resenha de  Annie Murphy Paul.  Na Finlândia a escola analisada não é ultra moderna, e seus alunos não estão usando os últimos lançamentos do mundo virtual em classe.  A escola é “escura e fria, suja com mesas em filas e um quadro-negro antiquado.  Não há um iPad ou tela interativa à vista”.  O que a escola tem  são “professores brilhantes, talentosos, que estão bem treinados e amam seus empregos”.  Há a garantia de um ensino de qualidade desde o início. A profissão de professor é valorizada e “apenas os melhores alunos  se inscrevem em programas de formação de professores“.

???????????????????????????????Chico Bento vai à escola. Ilustração Maurício de Sousa.

Na Coréia do Sul parece que a dedicação total dos estudantes e de suas famílias é o que leva aos resultados fenomenais dos testes internacionais.  Os alunos depois das aulas formais, dedicam o resto das horas de seu dia a estudar com tutores rigorosos e exigentes. O hábito de estudar muito depois da escola gera uma pressão acadêmica tão forte que funcionários do governo e administradores das escolas pensam em impor um toque de recolher do estudo às 22 horas. Mas tanto os estudantes quanto seus pais sabem que para passar nos rigorosos exames do país é necessário fazer-se grandes sacrifícios. A persistência nos estudos diários e intensos por horas a fio é a solução.

A Polônia apostou em professores bem treinados, num currículo rigoroso e num exame desafiador exigido de todos os que acabam certos estágios de formação.  Tanto alunos quanto suas famílias entendem que o que importa são as oportunidades de vida no futuro para suas crianças e não se importam de sacrificar nem mesmo o tempo dedicado aos esportes.

O interessante é notar que nenhum desses países, que agora conseguem os melhores resultados na educação de suas crianças, era conhecido como uma superpotência educacional duas décadas passadas.  Mas seus governos, aliados aos pais, mudaram os sistemas educacionais e conseguiram resultados expressivos. Nesses países as crianças são educadas para fazerem argumentos complexos, e resolverem problemas cujas soluções desconhecem. Elas aprendem a pensar e a usar da disciplina do estudo.  Só assim poderão crescer seguros de um lugar ao sol na sociedade moderna.





Domingo, um passeio no campo!

1 12 2013

Paulo Silva, A Senhora das Bananeiras, 1956, 54 x 66 cm - OSTA senhora das bananeiras, 1956

Paulo Silva (Brasil)*

óleo sobre tela, 54 x 66 cm

*Quem tiver dados biográficos do pintor, eu agradeceria.




Imagem de leitura — Robert Frederick Blum

1 12 2013

Blum_Robert_Frederick_The_Picture_BookO livro de ilustrações, c. 1890

Robert Frederick Blum ( EUA, 1857-1903)

óleo sobre madeira, 17 x 26 cm

Christie’s

Robert Frederick Blum nasceu em Cincinnati, Ohio. Foi um dos membros mais jovens da National Academy of Design, presidente da Associação dos Pintores em Pastel, membro da Sociedade dos Artistas norte-americanos , e da Sociedade Americana de Aquarela.  Trabalhou com litografia e estudou na Escola de Arte McMicken de design, em Cincinnati, e na Academia de Belas Artes da Pensilvânia na Filadélfia.  Estabeleceu-se em Nova York em 1879, fazendo seu primeiro trabalho lá para a editora Charledis Scribner & Sons.  Viajou no ano seguinte para Veneza , onde fez uma série de  desenhos e pinturas em aquarela. Depois de 1880,  fez viagens anuais à Europa, retornando a Veneza em 1881 e, em 1882,  aproveitou para conhecer Toledo e Madrid . Em 1884 visitou a Holanda; e o Japão em 1890 onde passou três anos. Em 1903, morreu de pneumonia em sua casa em Nova York.





Flores para um sábado perfeito!

30 11 2013

Ivan Marquetti,Vaso de Flores, 1999,OST, 50 x 70Vaso de flores, 1999

Ivan Marquetti (Brasil,1941)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm

www.ivanmarquetti.com.br





Mulheres da história: Matilda de Canossa (1046-1115)

30 11 2013

Matilda_of_TuscanyMatilda da Toscana

Michelangelo Buonarroti  acreditava ser descendente da heroína medieval Condessa de Canossa.  Essa era uma tradição oral da família do escultor renascentista que nunca conseguiu ser provada.  Não importa.  Não faz diferença quando julgamos o valor do legado deixado pelo artista.  Mas foi importante para ele e para sua família acreditar que seriam descendentes dessa mulher, uma das poucas que se distinguiram na Idade Média e passar para a história com nome, sobrenome e até retratos.  No século XI, época em que viveu, a distinção de identidade individualizada era rara até mesmo para rainhas.  Mulheres nessa época se autoapagavam, submetendo qualquer ato de individualismo ao anonimato social, trabalhando na maior parte das vezes como eminências pardas na política local.

Mas Matilda de Canossa  foi diferente.  Conhecida também como Matilda da Toscana por causa das terras que herdou aos 8 anos de idade.  Filha de Bonifácio III, duque de Toscana, assassinado em 1052, que até então havia sido o mais poderoso príncipe de sua época, natural da Lombardia e  Conde de Brescia, Canossa, Ferrara, Florença, Luca, Mântua, Modena, Pisa, Pistóia, Parma, Reggio, e Verona a partir de 1007 e nomeado Marquês da Toscana  de 1027 até sua morte.  Seu poder se enraizava principalmente na província região de Emília, nordeste da Itália de hoje.  A mãe de Matilda de Canossa foi Beatrix de Lorraine, filha de Frederico II Duque da Alta Lorraine.  O castelo residência da família era o Castelo de Canossa, uma verdadeira fortificação, não só pela construção mas sobretudo por sua localização, no topo de um penhasco.

Hugo-v-cluny_heinrich-iv_mathilde-v-tuszien_cod-vat-lat-4922_1115adHenrique IV pede a Matilde e a Hugo de Cluny intercessão junto do Papa.

Matilda é lembrada até hoje por sua coragem e firmeza no poder.  Também é considerada por sua habilidade de estrategista militar que colocou à disposição dos Papa Gregório VII. Uma rara habilidade administrativa  ajudou-a  a manter-se  no poder até a morte aos 69 anos.  Seu maior inimigo foi o rei germânico Henrique IV e a luta entre eles é o tema principal da peça de Luigi Pirandello chamada Henrique IV.  Matilda de Canossa também foi a personagem principal do livro The Book of Love de Katheleen McGowan publicado nos Estados Unidos em 2009.

Matilda de Canossa foi uma das três mulheres enterradas na Basílica de São Pedro no Vaticano, onde há uma bela escultura de Bernini representando a heroína medieval.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

27 11 2013

SCLIAR, Carlos (1920 - 2001) Díptico formando uma composição Frutas no prato, vinil e colagem encerados sobre tela - 37 x 26 ( cada) e 37 x 52.Frutas no prato, s/d,  [díptico]

Carlos Scliar (Brasil, 1920-2001)

Vinil e colagem encerados sobre tela,  37 x 26 cm cada, total: 37 x 52 cm





Domingo, um passeio no campo!

24 11 2013

EDGAR WALTER - Paisagem - Óleo sobre tela - 73 x 92Paisagem

Edgar Walter (Brasil, 1917-1994 )

óleo sobre tela, 93 x 72 cm





Flores para um sábado perfeito!

23 11 2013

GOTUZZO, Leopoldo,Ervilhas de Cheiro,óleo s tela, 1956, 39 x 46,2 cmErvilhas de cheiro, 1956

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887-1983)

óleo sobre tela, 39 x 46 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

20 11 2013

Frederico Bracher Jr,Natureza morta,lampião e abóbora,ost, 1974,50 x 65cmNatureza morta, lampião e mamão, 1974

Frederico Bracher Jr (Brasil, 1920-1984)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm





Dia da Consciência Negra – 20 de novembro

20 11 2013

EDMUNDO MIGLIACCIO - (Brasil 1903 - 1983)Figura - óleo sobre tela - 35 x 27 cm -  1969 -Figura, 1969

Edmundo Migliaccio (Brasil, 1903-1983)

óleo sobre tela, 35 x 27 cm

ANTENOR FINATTI (1923) - Portrait de Caboclo,ose, 20 x 12.Retrato de caboclo, s/d

Antenor Finatti (Brasil, 1923)

óleo sobre eucatex, 20 x 12 cm

José Pancetti, Dorival, 1950, ost, 54x46Dorival, 1950

José Pancetti (Brasil, 1902-1958)

óleo sobre tela, 56 x 46 cm

OROZIO BELÉM - Preto Velho, O.S.T,  1970, 70x60 cm.Preto velho, 1970

Orózio Belém (Brasil, 1903-1985)

óleo sobre tela, 70 x 60 cm

GENTIL GARCES - Caiçara, ost, 50 x 40Caiçara, s/d

Gentil Garces (Brasil)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm

GUTMAN BICHO - Preto velho - dat.1919 - ost - 50 x 40Preto velho, 1919

Gutman Bicho (Brasil, 1888-1955)

óleo sobre tela, 50 x 49 cm

Timotheo da Costa, Arthur, Caipira pitando, 1906,ost31x43Caipira pitando, 1906

Artur Timótheo da Costa (Brasil,1882-1922)

óleo sobre tela, 31 x 43 cm

Henrique bernardelli, retrato de negro 23 x 18 pespRetrato de negro,s/d

Henrique Bernardelli (Chile, 1858- Brasil, 1936)

óleo sobre tela, 23 x 18 cm

Pinacoteca do Estado de São Paulo