Rio de Janeiro a caminho dos 450 anos!

30 05 2014

Sandra Nunes, ilha_fiscal, ost, 60 x 80Ilha Fiscal, 2007

Sandra Nunes (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm

www.sandranunes.com





Anedota do “Tiro ao Alvo” de Teodoro de Morais

30 05 2014

 

 

 

Bogdanov-Belsky (1868-1945).Belsky, Nikolai Petrov (1868-1945) In the villageschoolNa escola da aldeia

Nikolai Bogdanov-Belsky (Rússia, 1868-1945)

óleo sobre tela

 

Tiro ao alvo

 

Teodoro de Morais

 

Dois soldados faziam exercícios de tiro e não conseguiam acertar no alvo. Um oficial que vinha passando, parou e ficou a observá-los. Vendo que as balas se perdiam, aproximou-se dos recrutas e os admoestou:

— “Que falta de jeito a de vocês! Como acertar sem alvejar? Apontem primeiro… Vocês precisam aprender a dormir na pontaria. Sem isso, babau! é bala perdida… Vejam, é assim”.

O oficial toma um dos fuzis e atira. A bala passa à direita do alvo. O instrutor oficioso não se desconcerta. Volta-se para o soldado e diz:

–“Viu, seu bicho? Era assim que você estava atirando”.

Aponta a segunda vez, dispara a arma, e a bala recalcitrante passa à esquerda do alvo. O oficial não se dá por achado nem perde o entono.  Volta-se para o segundo recruta e diz:

–“Viu você também seu desajeitado? Era assim que você estava atirando”.

Enfim, uma terceira bala atinge o alvo. Diz então o oficial aos dois recrutas boquiabertos de admiração:

–“Aí está como eu atiro. Aprendam. Não é difícil”.

 

***

Em: Flor do Lácio,[antologia]  Cleófano Lopes de Oliveira, São Paulo, Saraiva: 1964; 7ª edição. (Explicação de textos e Guia de Composição Literária para uso dos cursos normais e secundário)p. 260

 

Theodoro Jeronymo Rodrigues de Moraes (Brasil, 1877-1956)Professor paulista. Formado pela Escola Normal Secundária de São Paulo, em 1906.

Obras:

A leitura analítica, 1909

Como ensinar leitura e linguagem nos diversos anos do curso preliminar, 1911

Meu livro: primeiras leituras de acordo com o método analítico, 1909

Meu livro: segundas leituras de acordo com o método analítico, 1910

Cartilha do operário: para o ensino da leitura…, 1918 e 1924

Sei ler: leituras intermediárias, 1928

Sei ler: primeiro livro, 1928

Sei ler: segundo livro , 1930





Cuidado, quebra! Tigela de vidro, século XX

29 05 2014

 

 

 

bowl

Tigela de vidro, 1986 [#B486]
Sonja Blomdahl (EUA 1952)
23 x 33 cm
Renwick Gallery, Smithsonian American Art Museum
Washington D.C.

 

NOTA: Recebi algumas perguntas que respondo aqui. Sim, é uma tigela de vidro, soprado à mão. Totalmente feito à mão.  Não é um quadro de uma tigela.  A vidreira é muito conhecida por seu trabalho artesanal em vidro.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos

28 05 2014

Daltro Borowski, natureza morta com maçãs,  oil on canvas, 35x45, 2008, daltro_borowskiSem Título, [Maçãs], 2008

Daltro Borowski (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 35 x 45 cm

d-borowski.com





Esmerado: fivela de cinto, século VII

27 05 2014

 

 

Belt_buckle

Fivela de cinto dourada do século VII, encontrada no cemitério de navios de Sutton Hoo, em Suffolk na Inglaterra. Museu Britânico.





Quadrinha da solidão

27 05 2014

tristeChico Bento está triste, ilustração de Maurício de Sousa.

Tudo passa nesse mundo,

tudo na vida tem fim,

só não terminam as horas

que vives longe de mim.

(Geraldo Alvim)





Nossas cidades — Curitiba

26 05 2014

largo-da-ordem-paul-garfunkel-1957Largo da ordem, 1957

Paul Garfunkel (França, 1900- Brasil, 1981)

óleo sobre tela





Na boca do povo: escolha de provérbio popular

26 05 2014

esq-08-1920s-fashion-illustrations-041513-th2 KOSSUTHIlustração para a revista Esquire, agosto de 1920 por Kossuth, Paris.

“Fala pouco e fala bem, ter-te-ão por alguém”.





Domingo, um passeio no campo!

25 05 2014

Antonio Mafra, Paisagem Rio-Petrópolis, 1949, ost,33x46cmEstrada Rio-Petrópolis, 1949

Antônio Mafra (Brasil, ?-?)

óleo sobre tela, 33 x 46 cm





Prelúdios, poesia de J. Dantas de Sousa

25 05 2014

 

 

margetson-william-henry-1861-a lady of qualityUma jovem de classe, s.d.
William Henry Margetson (Inglaterra, 1861-1940)
Aquarela e lápis sobre papel

 

Prelúdios

J. Dantas de Sousa

 

Por que em tua face angélica,

Meiga donzela formosa,

A cor purpúrea da rosa

Foi gratamente pairar

Quando outro dia eu em dúvida

Junto de ti quase a medo

Fui de minh’alma um segredo

Em segredo te falar?

 

Com sorriso terno e cândido,

No seio a fronte pendida,

Dizes não saber, querida,

Porque mudas-te de cor;

Pois eu sei:  — mimosa, ingênua,

Tu coraste, feiticeira,

Por essa a vez primeira

Que ouvias falar d’ amor.

 

Dize agora: se os meus lábios

Abrasados de desejos

Aos teus furtarem mil beijos

Hás de corar como então?…

Ai, não respondes; mas, lânguidos,

Dizem teus olhos brejeiros

Que hás de corar…aos primeiros:

Mas aos segundos — já não…

 

(Setembro de 1859)

 

Em:  O Espelho: revista de literatura, modas, indústria e artes, n. 17,  23 de outubro de 1859, p.11. da edição em facsímile, Rio de Janeiro, MEC:2008, p. 107.