Flores para um sábado perfeito!

12 04 2025

Vaso com flores, 1939

Noemia Mourão  (Brasil,1912 -1992)

óleo sobre tela

 

 

 

Vaso de flores

José Wasth Rodrigues (Brasil, 1891-1957)

óleo sobre duratex, 26 x 20 cm





O castelo de cartas… trecho de José de Alencar

11 04 2025

O castelo de cartas, 1869

Théodore Gérard (Bélgica, 1829-1895)

óleo sobre  tela,  59 x 74 cm

 

 

 

“Junto à mesa, onde ardia o candelabro, Lúcio estava muito aplicado em levantar castelos de cartas para entreter Adélia.

Feliz idade em que a imaginação entre risos de prazer edifica palácios com essas figuras coloridas! Mais tarde, em vez de castelos de carta, são os castelos de vento, edificados com as ilusões e as esperanças de nossa alma. Vem um sopro de criança e arrasa o suntuoso palácio. O menino reúne as cartas e levanta novo castelo. O homem debalde tenta coligir as ilusões que tombaram: não encontra nem o pó; desfizeram-se em fumo.”

 

José de Alencar, O tronco do Ipê

 

 

 

Publicado pela primeira vez em 1871, foi o segundo romance regionalista de Alencar.  Foi também o primeiro romance “de gente grande”, como minha mãe anunciou, quando me deu para ler nas férias de julho depois de eu completar dez anos no mês anterior.  Nem sei quantas vezes o reli.  Muitas.  Já soube algumas partes de cor.  Ainda sei nomear todos os personagens. Aliás foi o início de um bom relacionamento meu com o autor.  A história se passa numa fazenda em Teresópolis, cidade com que eu estava familiarizada por passar férias lá. Há menções do rio Paquequer, assim como também acontece em O Guarani. Depois de O tronco do ipê, ainda jovem adolescente, cheia de histórias românticas na cabeça, li todos os outros “perfis de mulher’ dele, ou os chamados romances urbanos: Cinco minutos, A viuvinha, Lucíola (de que não gostei muito), A pata da gazela, Til.  Mais tarde, não sei exatamente quando, provavelmente quando tinha quatorze anos, li Senhora, que se tornou um de meus livros favoritos de toda a minha juventude.  Qual não foi minha boa surpresa saber, muitos anos depois, que Senhora havia sido traduzido para o inglês e fazia parte de muitos currículos de literatura sobre empoderamento feminino, em universidades nos Estados Unidos. Li também, algumas vezes, Iracema, de que gosto mais do que O Guarani, mas não cheguei a ler, Minas de Prata, nem O Gaúcho.  Tínhamos a coleção toda lá em casa, mas esses, nunca chegaram a me interessar.  Talvez seja a hora de voltar a Alencar, quem sabe? 

Parti direto dos romances urbanos de Alencar para A mão e a luva e Helena de Machado de Assis.  Essa foi a minha apresentação, pelas mãos de minha mãe a Machado.  Funcionou porque apesar de ler Don Casmurro, depois aos quinze-dezesseis anos, ele não me interessou tanto quanto Memórias Póstumas de Brás Cubaslido em seguida, que foi por um bom tempo meu livro de cabeceira.

 

 

DETALHE de O castelo de cartas de Théodore Gérard, mostrado acima.





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

11 04 2025

São Conrado

Jorge Victtor (Brasil, 1957)

acrílica sobre tela,  90 x 180 cm





Cuidado, quebra: Fanny Finchelman

10 04 2025

De todos os jeitos

Fanny Finchelman (GB, estabelecida nos EUA, contemporânea)

Vidro flutuante fundido, com pintura em mica e embutidos, 38 cm diâmetro





Eu, pintor: Manoel Santiago

10 04 2025

Autorretrato, 1938

Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 04 2025

Natureza morta, 1966

Aldo Bonadei (Brasil, 1906 – 1974)

óleo sobre tela, 65 X 55 cm

 

 

Natureza morta

Martinho de Haro (Brasil, 1907-1985)

óleo sobre papelão, 74 x 54 cm





Na boca do povo: escolha de provérbios populares

9 04 2025
Professor Pardal recebe uma encomenda, ilustração Walt Disney. Almanaque Disney: Os milionários, nº1574, janeiro 1982

 
 
“Encomendas sem dinheiro esquecem ao primeiro ribeiro.”





Nossas cidades: São Paulo

8 04 2025

Avenida Paulista, 2015

Luan Ribeirovisk (Brasil, 1995)

acrílica sobre tela, 60 x 70 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 04 2025

Floreiro, 1970

Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)

óleo sobre placa, 17 x 14 cm

 

 

 

Natureza morta, 1981

Armando Vianna (Brasil, 1897-1992)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Caratatena, poesia de Raul Bopp

5 04 2025

Leitora de livraria

David Hatfield (EUA, 1940)

 

Caratatena

 

Raul Bopp

 

Na praça. De tarde. Há batuque; Tambores.

Domingo de festa de São Benedito,

O sol se mistura com um sorriso na alegria de Caratatena,

Toda engravatada de bandeirolinhas.

E os negros chegam na “chegança”. O carimbó toca apressado

É domingo de festa de São Benedito.

 

Na boca do mato, de pouco em pouco, espouca um foguete.

Vem chegando a procissão, com o santo no andor, enfeitado de fita

E, num passo grave desfilam as velhas de olhos lúgubres, conversando com Deus:

“não deixem cair em tentação. Amém”.

 

As contas do meu rosário

São balas de artilheria

Se Deus não viesse ao mundo, meu Jesus,

Tristes de nós, que seria!

 

Na velha capela da praça bate o sino:

“Quem dá, dá; quem não dá, não tem nada que dá.”

 

Em: Poemas para a Infância: antologia escolar, editado por Henriqueta Lisboa, s/d, São Paulo: Edições de Ouro, p. 40-41.