Angélica Kauffmann (Suíça, 1741-1807)
óleo sobre tela, 77 x 63 cm
Hermitage, São Petersburgo
Angélica Kauffmann (Suíça, 1741-1807)
óleo sobre tela, 77 x 63 cm
Hermitage, São Petersburgo
Alice Ruggles Sohier (EUA, 1880-1969)
óleo sobre tela, 65 x 55 cm
Coleção Particular
Mariel Fernandes Toda vida é crônica.
Anna Razumovskaya (Rússia, contemporânea)
Marialzira Perestrello
A poesia é minha oração
meu modo de rezar
meu Magnificat
meu Te Deum
meu De Profundis
meu Requiem
A poesia é minha prece.
Em: Mãos Dadas, Marialzira Perestrello, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1989, p. 26
Sobrado e igreja da matriz, Bananal, SP
Fernando Correa e Castro (Brasil, 1933)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Beatrice Cenci *, 1662
Ginevra Cantofoli (Itália, 1618-1672)
Anteriormente atribuído a Guido Reni (Itália, 1575 -1642)
óleo sobre tela, 65 x 49 cm
Galleria Nazionale d’Arte Antiga, Palazzo Barberini, Roma
“O segundo retrato precioso da Galeria Barberini é obra de Guido: é o retrato de Beatrice Cenci de que se vê tantas gravuras imperfeitas. Esse grande pintor colocou no pescoço de Beatrice um insignificante pedaço de pano e cobriu-a com um turbante; temeu que a verdade chegasse ao horrível se reproduzisse exatamente as vestes que ela mandara fazer para aparecer na execução e os cabelos em desordem de uma pobre jovem de dezesseis anos que se abandona ao desespero. A cabeça é bela e suave, o olhar muito doce e os olhos muito grandes: têm o aspecto aturdido de alguém que é surpreendido no momento em que verte lágrimas ardentes. Os cabelos são louros e muito belos. Essa cabeça nada tem do orgulho romano e desta consciência de suas próprias forças que se surpreende às vezes no olhar confiante de uma filha do Tibre, di una figlia del Tevere, como elas dizem de si mesmas com altivez. Infelizmente as meias tintas se transformaram em rouge de brique durante esse longo intervalo de duzentos e trinta e oito anos que nos separam da catástrofe cujo relato se vai ler.”
Em: Crônicas italianas, Stendhal, tradução de Sebastião Uchoa Leite, São Paulo, Editora Max Limonad: 1981, p. 101
Victoria Chaus (Ucrânia,1964)
óleo sobre tela
“As palavras são como peixes abissais que só nos mostram um brilho de escamas em meio às águas pretas. Se elas se soltarem do anzol, o mais provável é que você não consiga pescá-las de novo. São manhosas as palavras, e rebeldes, e fugidias. Não gostam de ser domesticadas. Domar uma palavra (transformá-la em clichê) é acabar com ela.”
Em: A louca da casa, Rosa Montero, tradução de Paulina Wacht e Ari Roitmam, Rio de Janeiro, Ediouro:2004, p.13,