O Grupo de leitura Papalivros recebe o escritor Francisco Azevedo

20 08 2017

 

Grupo 3.jpgEncontro do Grupo de leitura Papalivros com o escritor Francisco Azevedo, 20/08/2017.

 

De vez em quando o grupo Papalivros tem uma noite memorável como a deste domingo.  Inesquecível talvez seja a melhor descrição do encontro com o escritor Francisco Azevedo, autor do queridíssimo romance Arroz de Palma, favorito do público brasileiro.  Discreto, quase tímido, o autor teve a gentileza de conversar sobre seu novo romance, Os novos moradores, lançado em junho deste ano pela editora Record e lido pelos 22 membros do grupo.

Ouvi-lo contar sobre o desenvolvimento da trama, sobre personagens entrando e saindo de aventuras como seres independentes da própria vontade do escritor, tê-lo como intérprete de passagens, dividindo conosco a experiência de resolver pequenos empecilhos ao longo da escrita, tornaram a leitura de Os novos moradores muito mais rica do que poderíamos imaginar, mesmo num romance cuja história complexa e transgressora, parece tão bem costurada.

 

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Quem vê Francisco Azevedo, modesto, despojado, possuidor de uma linguagem poética fluente não imagina que seus livros possam contar histórias de famílias, como as nossas, como aquelas de nossos vizinhos, amigos ou de nossos avós, e simultaneamente inserir nessas tramas, prudentes e confiáveis, elementos violadores de valores tradicionais que nos fazem questionar nossos próprios preconceitos. É uma arte.  E aprendemos muito com o autor.

Foi um prazer ter Francisco Azevedo entre nós. E desejamos a ele muito sucesso com mais este romance, passado no Rio de Janeiro.

LIVROS DO AUTOR:

Arroz de Palma, Editora Record: 2008

Doce Gabito, Editora Record: 2012

Os novos moradores, Editora Record: 2017





Flores para um sábado perfeito!

19 08 2017

 

 

Marques Júnior,Composição com rosas OST,65 x 54 1954 ACIEComposição com rosas, 1954

Marques Júnior (Brasil, 1887 – 1960)

óleo sobre tela, 65 x 54 cm

 





Nossas cidades: Angra das Reis

15 08 2017

 

 

RODOLFO WEIGEL (1907-1987) - Casario na Praia do Retiro - Angra dos Reis, ost, 47 X 37 Assinado no c.i.e. (década de 40)Casario na Praia do Retiro, Angra dos Reis, década de 1940

Rodolfo Weigel (Brasil, 1907-1987)

óleo sobre tela, 47 X 37 cm





Flores para um sábado perfeito!

12 08 2017

 

 

JOSÉ PAULO Moreira da Fonseca (1922 - 2004) Vaso de Flores, o.s.t. - 19 x 24 cm. Ass. e dat. 90Vaso de flores, 1990

José Paulo Moreira da Fonseca (Brasil, 1922-2004)

óleo sobre tela, 19 x 24 cm





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 08 2017

 

 

ETTORE FEDERIGHI - ost ( natureza morta ) 65x80 cm.Natureza Morta: cenouras, nabos, mamão

Ettore Federighi (Brasil 1909 – 1978)

óleo sobre tela, 65 x 80 cm

 





Trova dos navegantes

9 08 2017

 

 

 

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Cartão Postal

 

 

 

A voz dos ventos distantes,

dentro das conchas do mar,

são preces de navegantes,

que não puderam voltar.

 

(Hegel Pontes)





Nossas cidades: Salvador

8 08 2017

 

 

Francisco Céa (1908) Igreja do Pilar - BA, o.s.t. - 65 x 81 cm. Ass. frente e verso e dat. 1952 no verso.Igreja do Pilar – BA, 1952

Francisco Céa (Brasil, 1908- 1968)

óleo sobre tela,  65 x 81 cm





Chichico Alkmim — o fotógrafo de Diamantina

7 08 2017

 

 

Freiras de um colégio de DiamantinaFreiras de um colégio em Diamantina, foto de Chichico Alkmim.

 

O Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro está com uma maravilhosa exposição do fotógrafo Chichico Alkmim (1886 – 1978) que se estabeleceu em Diamantina em 1912, montando seu estúdio definitivo em 1919. Autodidata ele fotografou tudo e todos em Diamantina deixando um belíssimo documento da cidade e da história social do Brasil.

 

acv_imgcapa_1492742376Retrato de estúdio, foto de Chichico Alkmim.

 

 

acv_imgcapa_1492741721Retrato de homem, foto de Chichico Alkmim.

 

A exposição apresenta mais de 200 fotografias, das 5.000 fotos em negativos de vidro, que hoje estão sob os cuidados do Instituto Moreira Salles. As fotografias cobrem Diamantina de 1912 a 1950, quando Chichico deixou de fotografar.  Como desenvolveu uma técnica de mais de um negativo sobre uma placa de vidro, calcula-se que haja mais de 10.000 fotos documentando a população e a cidade de Diamantina.

 

Parque Municipal da Cavalhada Velha, atual praça ...Parque Municipal de Cavalhada Velha, hoje Praça Doutor Prado, foto de Chichico Alkmim.

 

barBar em Diamantina, foto Chichico Alkmim.

 

acv_imgcapa_1492643856Moças em Diamantina, foto de Chichico Alkmim.

 

Não há como não nos emocionarmos com as fotografias. A exposição é um retrato de um Brasil que já passou, mas que ainda se faz presente culturalmente.  Não sei quantas vezes rodopiei pelas imagens, da primeira à última sala da exposição. Se você se interessa pela história do Brasil, ou pela fotografia não pode perder a oportunidade de conhecer Chichico Alkmim de perto.  E não deixe de assistir ao documentário sobre o fotógrafo, lá mesmo na Instituto Moreira Salles.

 

acv_imgcapa_1492636926Chichico Alkmim fotografado por sua esposa, Miquita.

 

SERVIÇO

Exposição Chichico Alkmim, fotógrafo

Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro

13 de maio a a 1º de outubro de 2017

Curadoria de Eucanaã Ferraz

 

Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea.

CEP 22451-040 – Rio de Janeiro/RJ.

Tel.: 21 3284-7400.

Horário de visitação: de terça a domingo e feriados (exceto segunda), das 11h às 20h.

 

Não perca!





A flor e a andorinha, poesia de Da Costa e Silva

6 08 2017

 

 

ARTHUR TIMÓTHEO DA COSTA, óleo sobre cartão, datado de 1918, representando figura feminina na janela, medindo 49 x 70 cm.Figura feminina à janela, 1918

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

óleo sobre cartão,  49 x 70 cm

 

 

II
A flor e a andorinha

 

(Tsé-Tié)

 

Da Costa e Silva

 

Cortei em um ramo uma flor pequenina e rosada,

e ofertei à mulher que tem lábios finos e doces

como estas flores pequeninas e rosadas…

 

Roubei do seu ninho uma andorinha de asas negras,

e ofertei à mulher, cujas pestanas longas

se assemelham às asas das andorinhas.

 

Na manhã seguinte, a florzinha pendeu, já murcha…

e a andorinha, seguindo a alma da flor, tomou voo,

pela janela aberta sobre a montanha azul…

 

No entanto, nos lábios da mulher amada

abre-se a flor rosada e pequenina,

e as negras pestanas, que lhe velam os claros olhos,

não têm o ar inquieto de quem quer bater as asas…

 

 

Em: Da Costa e Silva, Poesias Completas, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1985 [edição do centenário] p.312





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

2 08 2017

 

 

IONE SALDANHA - Natureza Morta, O.S.T, assinado no canto inferior direito, datado de 1956, dedicado ao seu mestre Pedro C. Araújo. 50x65 cmNatureza Morta, 1956

Ione Saldanha (Brasil, 1909 – 2001)

óleo sobre tela, 50 x 65 cm