Natureza morta
Erich Brill (Alemanha-Letônia, 1895-1942)
óleo sobre tela, 45 x 56 cm
Coleção da filha do artista, Alice Brill Czapski
Frutas no Prato, 1991
Carlos Scliar (Brasil, 1920 – 2001)
vinil e colagem encerados sobre tela – 37 x 56 cm
Natureza morta
Erich Brill (Alemanha-Letônia, 1895-1942)
óleo sobre tela, 45 x 56 cm
Coleção da filha do artista, Alice Brill Czapski
Frutas no Prato, 1991
Carlos Scliar (Brasil, 1920 – 2001)
vinil e colagem encerados sobre tela – 37 x 56 cm
Diamantina, paisagem com igreja, 1986
Inimá de Paula (Brasil, 1918-1999)
óleo sobre tela, 61 x 45 cm
Pastor, 1912
Oscar Pereira da Silva (Brasil, 1867-1939)
óleo sobre madeira, 24 x 35 cm
Paisagem, 1931
Antonio Parreiras (Brasil, 1860-1937)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Vaso de flores, 1956
Alberto da Veiga Guignard (Brasil, 1896-1962)
óleo sobre madeira, 46 x 55 cm
Fleurs sauvages [Flores selvagens]
Carlos Haraldo Sorenses (Brasil, 1928 – 2008)
encáustica sobre tela, 35 x 27 cm
Fruteira com frutos sobre a mesa
Luciano Maurício (Brasil,1925-2004)
óleo sobre eucatex, 70 X 50 cm
Natureza morta, 1952
Carmélio Cruz (Brasil, 1924-2018)
óleo sobre madeira, 55 x 24 cm
Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito no centro de Florianópolis, SC
Martinho de Haro (Brasil, 1907 – 1985)
óleo sobre eucatex, 61 x 47 cm
Orquestra
Mariinha Santos (Brasil, ativa nas décadas de 1970-80)
aquarela, 48 x 68 cm
O Major convidara os estancieiros mais próximos, e assim a capela encheu-se de cadeiras, e foi preciso que as crianças ficassem pelo chão, junto com os cachorros. O Maestro ostentava a casaca nova, e, ao entrar pelo corredor central, com as músicas debaixo do braço, caminhando para sua orquestra como para oficiar uma missa, todos se compenetraram: jamais haviam visto algo semelhante. Os notáveis que, de fato, ainda abominavam o Maestro, agora intrigavam-se com aquela dignidade. – “Ele deu vida a esta capela” – disse o Major ao Vigário, que concordou com um movimento de cabeça e pôs o indicador frente aos lábios: o Maestro, já de costas para os convidados, esperava que cessassem as tossidelas e os murmúrios; depois, ergueu as mãos num gesto elegante e decidido, e os instrumentistas perfilaram-se nas pontas das cadeiras. Ficou assim, imóvel, por um momento; depois, muito lentamente, acariciando o ar, baixou os braços – e as rabecas deram início a um andante cantabile mal audível, lascivo, complicado por appogiaturas que se enredavam nas notas. Na plateia, ninguém se animava a um só movimento. A melodia cresceu, ganhou inesperada rapidez, e logo um festivo allegro retumbava pela capela, num estrépito de tambores e cornetas. O Maestro luzia de suor, transfigurando-se pelo fogo de seus movimentos, que varriam o espaço acima das cabeças; seu colarinho saía para fora da gola, e surgiram os punhos da camisa. E a música foi-se desdobrando em ondas, ganhando matizes delicados, para logo ressurgir com mais força, avançando ao limite do suportável. Em poucos minutos atingiu um paroxismo sonoro que fazia vibrarem os vidros das janelas. Quando os ouvintes já se entreolhavam em desespero, tudo acabou num triunfante e ensurdecedor acorde de toda a orquestra. No silêncio imediato, seguiu-se o grito do Major: – “A la fresca!”. A audição continuou, agora com obras ligeiras, onde se percebia sua anterior destinação à banda. Aí sim, os ouvintes sentiram-se mais à vontade, e os homens autorizavam-se a marcar os compassos, batendo com os pés na laje do piso. O Maestro pretendeu agradar os brios gaúchos e atacou o hino da República Rio-Grandense, o que fez com que os convidados, ao comando do Major, se levantassem para ouvir a música do Mendanha.
Em: Concerto Campestre, Luiz Antonio de Assis Brasil, L&PM: 1997, Porto Alegre
Raiz da Serra, ou paisagem com casario,1967
Armínio Pascual (Brasil, 1920-2006)
óleo sibre eucatex, 38 x 46 cm
Paisagem
Baptista da Costa (Brasil, 1865-1926)
óleo sobre madeira, 32 x 40 cm