Saudades do passado – Praça XV, 1987
Ney Tecídio (Brasil, 1929-1988)
óleo sobre eucatex, 38 x 46 cm
Peixes, 1961
Newton Rezende (Brasil, 1912-1994)
óleo sobre madeira, 30 x 35 cm
Natureza morta, 1960
Emiliano Di Cavalcanti (Brasil, 1897- 1976)
óleo sobre tela, 48 x 64 cm
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Naturezas mortas com peixes, crustáceos, frutos do mar não são comuns na arte brasileira do século XX. Nem são comuns, tampouco, telas em que apareçam animais de caça tais como perdizes, coelhos, ou qualquer outro animal que possa fazer parte da próxima ceia. Esses já foram mais comuns no final do século XIX e início do século XX.
Pintores brasileiros que sistematicamente apresentam frutos do mar e peixes em suas naturezas mortas são poucos e parecem ser, de fato, aqueles que moram ou passaram algum tempo em cidades praianas.
Grande parte dos pintores franceses do século XIX, até mesmo os impressionistas conhecidos pela leveza de seus temas pintaram naturezas mortas com animais. E é claro nos séculos anteriores, principalmente no século XVII no norte da Europa o tema da comida, da caça, da pesca, das frutas e pães era orgulhosamente mostrado nas casas de famílias de posse. A abundância da comida nos dias de hoje, deve ser em parte responsável pelo declínio de temas como caça e pesca nas naturezas mortas. Pois até o século XIX, aqui no Brasil também víamos telas representando a possibilidade de uma bela refeição. Há além disso as sensibilidades aguçadas dos dias de hoje. Como poucos passam fome e certamente quem compra uma tela não passa fome, podem dar-se ao luxo de serem incapazes de imaginar um animal morto que será devorada em algumas horas depois de cozido, como um tema próprio para o embelezamento de uma sala de jantar. Tradição que vem, ao que se saiba no mundo ocidental, desde os afrescos romanos, e quem sabe na Grécia antiga. Os tempos mudam, os hábitos mudam. E vemos através da arte nossa evolução na Terra.
Igreja Nossa Senhora do Carmo, Ouro Preto, 2006
Yasuichi Kojima (Japão, 1934, no Brasil a partir de 1953)
óleo sobre tela,100 x 80 cm
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Há duas cidades que batem o recorde de inspiração para arte brasileira: Ouro Preto e Paraty. Tenho centenas de reproduções dos mais diversos artistas dessas duas joias da arquitetura barroca do país. Torna-se muito difícil escolher alguma tela representativa e muitas vezes desisto postando alguma outra cidade.
Há, no entanto, uma curiosidade: Paraty só aparece em telas brasileiras a partir da década de 1970, quando a estrada Rio-Santos, construída e inaugurada. em 1974, durante o governo de Ernesto Geisel, foi aberta ao público. Até então, acesso à essa joia arquitetônica, fundada em 1665, havia sido difícil restringindo o turismo e a visita de pintores.
Parque da Aclimação, 1997
Mary Yamanaka (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Avenida Paulista
Antonio Augusto Marx (Brasil, 1919, 2008)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Largo de Santa Cecília, 1960
Durval Pereira (Brasil, 1917-1984)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Centro de São Paulo
Márcio Schiaz (Brasil, 1965)
óleo sobre tela colada em madeira, 150 x 100 cm
Natureza morta
Geraldo de Castro (Brasil, 1914-1992)
óleo sobre tela, 70 x 40 cm
Studio em Portugal
Giovani Gargano, (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 50 x 65 cm
São Sebastião, 1968
Francisco Rebolo (Brasil, 1902-1980)
óleo sobre madeira, 66 x 49 cm
Na minha coleção de fotos de obras de arte (pinturas e gravuras) há dois santos que ultrapassam todos os outros em representações. São Sebastião e São Francisco de Assis. Nos meus arquivos esses são os que têm maior número de peças. Mas há um detalhe interessante: enquanto São Francisco de Assis é representado por muitos e muitos artistas, São Sebastião, também popular entre artistas, tem, no entanto, dois deles que dedicaram muitas, inúmeras obras, à representação do santo: Glauco Rodrigues e Guignard. Tento sempre trazer alguma obra que ainda não havia colocado no blog anteriormente. Para dar justa visão das obras brasileiras que representam São Sebastião. Mas sempre volto às minhas pastas para saber exatamente quais obras já coloquei no blog e quais não coloquei, porque esses dois artistas têm tantas versões do mesmo tema, que mesmo para uma pessoa como eu, com uma boa memória visual, fica difícil me lembrar qual obra já postei, pois elas se assemelham muito. Aqui vai uma pequena lista das que já postei no passado.
Glauco Rodrigues, (duas vezes), Luiz Verri, Djanira, Portinari, Reynaldo Fonseca, Guignard, Oswaldo Teixeira, Bonadei. Vale a pena dar uma olhadinha para ver cada estilo. Alguns links aparecem aqui embaixo ou vá para a caixinha à direita, depois da lista dos meses e procure por São Sebastião.
Paisagem
Tadashi Kaminagai (Japão, 1899-1982)
óleo sobre tela colado em cartão, 38 x 46 cm
Paisagem
Álvaro Paulo Sêga (Brasil, 1917-1991)
óleo sobre tela, 48 x 50 cm
Coleção Jairo Ribeiro de Mattos
Vaso de flores, 2014
Yugo Mabe (Brasil, 1955)
[óleo sobre tela,100 x 150 cm
Explosão botânica
Roberto Magalhães (Brasil, 1940)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm