Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

16 07 2025

Janela

Ado Malagoli (Brasil, 1906-1994)

óleo sobre cartão, 36×26 cm

 

 

Composição

Humberto da Costa (Brasil, 1941)

óleo sobre tela – 35 x 24 cm





Paisagens brasileiras…

13 07 2025

Marinha, 1967

Alice Brill (Alemanha-Brasil, 1920-2013)

óleo sobre tela colada em placa, 23 x 27 cm

 

 

 

Barcos a vela, 1958

Arcangelo Ianelli (Brasil, 1922-2009)

óleo sobre tela

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Tecnicamente essas telas não são paisagens.  Seriam colocadas na categoria de marinhas.  Mas já há anos coloco marinhas na mesma classificação de paisagens.  É uma escolha minha, para simplificar.

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Dois artistas contemporâneos que exploram as formas geométricas da natureza e daquilo que veem.  A tela de Alice Brill mostra menos barcos a vela, mas as montanhas ao fundo replicam a forma triangular.  Arcangelo Ianelli por outro lado, cobre toda a superfície da tela com os triângulos das velas e suas montanhas ao fundo, arredondadas, dão um respiro ao espaço, trazem um equilíbrio entre a rigidez dos triângulos e a repetição suave das montanhas ao fundo.  Ambos têm outra maneira de se expressar: Alice era fotógrafa também e Arcangelo era escultor.  Talvez tenha sido mais fácil para ambos enfatizar a geometria das formas, por causa desses enfoques.  Mas também o geometrismo já havia se instalado na pintura desde Cézanne. Gosto de ambos, ainda que haja falta de espaço visual e com isso um ar asfixiante em ambas as obras. 





Flores para um sábado perfeito!

12 07 2025

Copos de leite 

Madiano Tomei (Itália-Brasil, 1936-2002)

óleo sobre tela, 55 x 33 cm

 

 

 

Lírios

Leonor Botteri (Brasil, 1916-1998)

óleo sobre tela, 73 x 54 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

11 07 2025

Praia de Botafogo com Corcovado ao fundo, 1984

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921-2000)

óleo sobre tela, 73 x 54 cm 





O escritor no museu: Stéphane Mallarmé

11 07 2025

Stéphane Mallarmé, 1876

Édouard Manet (França, 1832-1883)

óleo sobre tela, 27 x 36 cm 

Museu d’Orsay, Paris





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

9 07 2025

Natureza morta, 1988

Ingres Speltri (Brasil, 1940)

óleo sobre eucatex, 80 x 20 cm

 

 

 

Vaso com planta e maçãs,1996

Taia Aguiar (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 100 x 131 cm





Contornando a gota, trecho de Carlos Drummond de Andrade

8 07 2025

Um comodista sofrendo de gota: a dor é representada por um diabinho queimando o pé da vítima.  Caricatura de G. Cruikshank, 1818.  Litografia colorida. 

 

 

“Não tenho visto meu amigo João Brandão nas livrarias nem nos teatros nem nos comícios nem nas maratonas. Que se passa com ele? Fui visitá-lo e encontrei-o de perna esticada, curtindo modesta variedade de gota — a gota dos pobres, disse-me ele. 

— E como é a gota dos pobres?

— É a gota dos que não comeram nem beberam em excesso, não chafurdaram nos prazeres da mesa, e no entanto…

Não me pareceu deprimido, mas conformado. Tinha ao alcance da mão dois livros, e contou-me:

— O Álvaro esteve aqui com esses santos remédios. Recomendou que eu trocasse a colchicina por La goute et l’humour e Les goutteux célèbres. Tenho lido um pouco de cada um, e já posso mover com o dedão do pé direito, nesse lance simpático de separá-lo do dedo vizinho. Restabelecer a mobilidade dos dedos do pé, mesmo que não seja para andar, constitui um prazer de que a gente não se dá conta quando a máquina está em perfeito funcionamento, você sabia?

Eu não tinha reparado nisso, nos pequenos prazeres de pequenas partes do corpo desempenhando sem alarde suas funções rotineiras. E João continuou:

— A gente só lê coisas a respeito de uma doença quando ela nos pega pelo pé literalmente ou não.   Aí começa a ler coisas desalentadoras que acabam tornando a doença mais pesada. O Álvarus teve a gentileza de me convidar a rir da minha gotinha, ou pelo menos a sorrir.

E folheando os volumes:

— Todo mundo diz que gota é doença de nobre, por ser de nobre e até de reis, como Carlos V, e Lupis XVI, mas eu posso orgulhar-me da companhia de nobrezas de outro tipo, a meu ver mais estimulantes e honrosas. Veja aqui: Chateaubriand e Lamartine eram gotosos. Montaigne também. E Leibnitz. E Cellini. E Rubens. A confraria é tão numerosa e brilhante que dá vontade de perguntar. E Dante também não era? Não está faltando Shakespeare nessa lista? Vai ver que se esqueceram de Homero… Me sinto muito reconfortado, palavra.

Antes que ele fizesse o elogio da gota, disse-lhe que não precisava exagerar….”

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Para o final da crônica, Gota, com humor, veja abaixo.

 

Em: Moça deitada na grama, Carlos Drummond de Andrade, Rio de Janeiro, Record, 1987, pp: 131-132

 

 





Nossas cidades: Catas Altas, MG

8 07 2025

Santuário do Caraça, 1964

Frederico Bracher Júnior (Brasil, 1920-1984)

óleo sobre tela, 38 x 56 cm 





Paisagens brasileiras…

6 07 2025

Marinha

Herculano Campos (Brasil, 1912-1996)

óleo sobre tela, 60 x 81 cm

Marinha, 1977

Inimá de Paula (Brasil,1918-1999)

óleo sobre eucatex, 50 x 65 cm





Flores para um sábado perfeito!

5 07 2025

Vaso de flores, 2011

Yara Tupynambá (Brasil, 1932)

acrílica sobre madeira 34 x 20 cm

 

 

Flores, 2012

Marcia Brener (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela,  50 x 60 cm