Natureza morta com cebolas
Benedito José de Andrade (Brasil, 1906-1979)
óleo sobre placa, 24 x 34 cm
Natureza morta com cebolas
Domingos Gemelli (Brasil, 1903 – 1985)
óleo sobre tela, 20 x 24 cm
Natureza morta com cebolas
Benedito José de Andrade (Brasil, 1906-1979)
óleo sobre placa, 24 x 34 cm
Natureza morta com cebolas
Domingos Gemelli (Brasil, 1903 – 1985)
óleo sobre tela, 20 x 24 cm
Flores com fundo azul, 1950
Cândido Portinari (Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 74 x 60 cm
Vaso de flores, 1959
Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)
óleo sobre tela, 61 x 46 cm
Casamento
Cicero dos Santos Dias (Brasil, 1907 – 2003)
óleo sobre tela
Fotografia
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
pintura sobre azulejo,15 x 15 cm
Os noivos, 1970
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela,100 x 81 cm
Casamento, 1981
Roberto Feitosa (Rio de Janeiro, 1943)
óleo sobre tela, 65 x 54 cm
Noivos
Newton Rezende (Brasil, 1912 – 1994)
óleo sobre eucatex. 30 x 40 cm
Pantanal, 1967
Marysia Portinari (Brasil, 1937)
óleo sobre tela, 100 x 50 cm
Paisagem: Praia do Flamengo e Baía de Guanabara
Manoel Santiago (Brasil, 1897-1987)
óleo sobre madeira
Pecado original, 2001
Júlio Passos (Brasil, contemporâneo)
acrílica sobre tela, 70 x 120 cm
Morango, 1998
Renato Meziat (Brasil, 1952)
óleo sobre tela, 100×100 cm
Vista de Itanhaém, 1911
Emídio de Souza (Brasil, 1868-1949)
óleo sobre tela colado em eucatex, 29 x 49 cm
Emina, lembranças do Oriente
Louis-Emile Pinel de Grandchamp (França, 1831-1894)
óleo sobre tela
Michel de Montaigne
Se ocasionalmente nos ocupássemos em nos examinar, e o tempo que gastamos para controlar os outros e para saber das coisas que estão fora de nós o empregássemos em nos sondar a nós mesmos, facilmente sentiríamos o quanto todo esse nosso composto é feito de peças frágeis e falhas. Acaso não é uma prova singular de imperfeição não conseguirmos assentar o nosso contentamento em coisa alguma, e que, mesmo por desejo e imaginação, esteja fora do nosso poder escolher o que nos é necessário? Disso dá bom testemunho a grande discussão que sempre houve entre os filósofos para descobrir qual é o soberano bem do homem, a qual ainda perdura e perdurará eternamente, sem solução e sem acordo: Enquanto nos escapa, o objecto do nosso desejo sempre nos parece preferível a qualquer outra coisa; vindo a desfrutá-lo, um outro desejo nasce em nós, e a nossa sede é sempre a mesma. (Lucrécio).
Não importa o que venhamos a conhecer e desfrutar, sentimos que não nos satisfaz, e perseguimos cobiçosos as coisas por vir e desconhecidas, pois as presentes não nos saciam; em minha opinião, não que elas não tenham o bastante com que nos saciar, mas é que nos apoderamos delas com mão doentia e desregrada: Pois ele viu que os mortais têm à sua disposição praticamente tudo o que é necessário para a vida; viu homens cumulados de riqueza, honra e glória, orgulhosos da boa reputação de seus ftlhos; e entretanto não havia um único que, em seu foro íntimo, não se remoesse de angústia e cujo coração não se oprimisse com queixas dolorosas; compreendeu então que o defeito estava no próprio recipiente, e que esse defeito corrompia tudo de bom que fosse colocado de fora em seu interior (Lucrécio).
O nosso apetite é indeciso e incerto: não sabe conservar coisa alguma, nem desfrutar nada da maneira certa. O homem, julgando que isso seja um defeito dessas coisas, acumula e alimenta-se de outras coisas que ele não sabe e não conhece, em que aplica os seus desejos e esperanças, honrando-as e reverenciando-as; como diz César: Por um vício comum da natureza, acontece termos mais confiança e também mais temor em relação às coisas que não vimos e que estão ocultas e desconhecidas.
Michel de Montaigne, Ensaios
Feira de São Cristovão, 1939 *
Sylvio Pinto (Brasil, 1918-1997)
óleo sobre madeira, 22 x 27 cm
* esta é a obra mais antiga que tenho arquivada de Sylvio Pinto, que tinha meros 21 anos quando a pintou.