Paisagem com casinha rural e sapucaia
Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863 – 1944)
óleo sobre madeira, 14 x 16 cm
Paisagem com casinha rural e sapucaia
Virgílio Lopes Rodrigues (Brasil, 1863 – 1944)
óleo sobre madeira, 14 x 16 cm
Requinte, 2016
André Maurício (Brasil, 1985)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Pausa do meio-dia
Alexandre Reider (Brasil, 1973)
Natureza morta, década de 1990
Colette Pujol (Brasil, 1913 – 1999)
óleo sobre tela, 81 x 65 cm
Relógio e Outeiro da Glória, 2016
Thiago Castro (Brasil, 1984)
acrílica sobre tela, 60 x 65 cm

Pedro Bandeira
O H é letra incrível,
muda tudo de repente.
Onde ele se intromete,
tudo fica diferente…
Se você vem para cá,
Vamos juntos tomar chá.
Se o sono aparece,
tem um sonho e adormece.
Se sai galo do poleiro,
pousa no galho ligeiro.
Se a velha quiser ler,
vai a vela acender.
Se na fila está a avó,
vira filha, veja só.
Se da bolha ele escapar,
Uma bola vai virar.
Se o bicho perde o H,
com um bico vai ficar.
Hoje com H se fala,
sem H é uma falha.
Hora escrita sem H,
ora bolas vai ficar.
H é letra incrível,
muda tudo de repente.
Onde ele se intromete,
tudo fica diferente…
Em: Mais respeito, eu sou criança, Pedro Bandeira, São Paulo, Moderna: 1994
O segredo da grandeza da Inglaterra, 1863
[Rainha Vitória presenteando uma Bíblia na Câmara de Audiência, no Castelo Windsor]
Thomas Jones Barker (GB, ? — 1882)
óleo sobre tela
National Portrait Gallery, Londres
“Por fim, Mamoon abriu os olhos para dizer: “Vivemos num país que só tem passado e nenhum futuro. SE sou conservador é porque desejo conservar o que considero o caráter desse passado, da Inglaterra, e do povo inglês. Sou imigrante, mas a Inglaterra é meu lar. Passei mais tempo neste deserto de macacos, nesta democracia de asnos, do que em qualquer outro lugar. Também tenho acompanhado sua comédia e sua tragédia com muito interesse. Quando eu era criança a Grã-Bretanha era o país mais poderoso do planeta, seus representantes eram temidos e admirados. Adoro o ceticismo que ele desenvolveu nos anos 60, a maneira como as figuras políticas, longe de serem idealizadas, como são muitas vezes em outros países, são avacalhadas e ridicularizadas sem medo.
“Porem agora, ao que parece, nós, escritores e artistas não temos permissão para ofender. Não devemos questionar, criticar ou insultar os outros, com medo de sermos perseguidos e assassinados. Hoje em dia, um escritor sem guarda-costas dificilmente pode ser considerado um escritor sério. Uma resenha ruim é o menor de nossos problemas. Qualquer idiota que acredite em qualquer insanidade deve ser tratado com complacência, porque é seu direito humano. O direito de falar é sempre usurpado, sempre condicional. Temo que o jogo esteja quase encerrado para a verdade. As pessoas não a desejam; não as ajuda a ficarem ricas.”
Em: A última palavra, Hanif Kureishi, São Paulo, Cia das Letras:2016, p. 117
Paisagem bucólica
Diógenes Campos Ayres (Brasil, 1881-1944)
óleo sobre cartão, 18 x 24 cm
Ilustração de Marcel Marlier ( Bélgica, 1930-2011)
Trago minhas mãos manchadas
de sangue, pelos espinhos
das mil rosas perfumadas
que espalhei nos teus caminhos…
Izo Goldman
Natureza morta com abacaxi, 1965
Benedito José de Andrade (Brasil, 1906 – 1979)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
