
Sinto a presença divina
em tudo que me rodeia:
na vibração matutina,
num sabiá que gorjeia!
(Clarindo Batista)

Sinto a presença divina
em tudo que me rodeia:
na vibração matutina,
num sabiá que gorjeia!
(Clarindo Batista)
Menino lendo
Lúcia Helena Redig de Campos (Brasil, 1945)
pincel seco sobre papel, 50 x 70 cm
José de Alencar
José de Alencar (1829-1877)
Ilustração David Parkins.
João Cabral de Melo Neto.

Dálias no vaso azul, 2012
Raquel Taraborelli (Brasil, 1957)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Natureza Morta: laranjas
Adolfo Fonzari (Itália – Brasil, 1880 – 1959)
óleo sobre tela
Museu Aldo Locatelli Rubem Berta, Porto Alegre
Ilustração Jimmy Liao.
Trem-de-ferro, o teu apito
lembra-me um sino plangente:
tanta mágoa no teu grito,
tanta saudade na gente!
(Dorothy Jansson Moretti)
Av. Afonso Pena esquina Tamoios, BH, 2013
Mauro Ferreira (Brasil, 1958)
óleo sobre madeira, 40 x 60 cm

Passeia a sombra
No abismo do chão
Sem deixar rastro.
[43]
Barulho do céu
Sobre o luar da montanha.
Cochicha o silêncio.
[61]
Invade o meu leito
A brisa da Primavera
Sem me conhecer.
[22]
As flores preferem
A pura água da chuva.
Guardo o regador.
[61]
Veio da montanha
O ruído do silêncio
Acordar o nada
[52]
Em: O olhar de Buda: haicais, Sonia Carneiro Leão, 2018, páginas em [colchetes].
Desconheço a autoria dessa ilustração.
Ferreira Gullar
Dizem que gato não pensa
mas é difícil de crer.
Já que ele também não fala
como é que se vai saber?
A verdade é que o Gatinho
quando mija na almofada
vai depressa se esconder:
sabe que fez coisa errada.
E se a comida está quente,
ele, antes de comer,
muito calculadamente
toca com a pata pra ver.
Só quando a temperatura
da comida está normal
vem ele e come afinal.
E você pode explicar
como é que ele sabia
que ela ia esfriar?
Nossa Senhora Aparecida, 2004
Yara Tupynambá (Brasil, 1932)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
