Paisagens brasileiras…

5 10 2025

Engenho de Dentro

Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

 

 

 

No caminho de São Tomé das Letras, MG

Funchal Garcia (Brasil, 1899-1979)

óleo tela, 74 x 100 cm





São Francisco de Assis, protetor dos animais!

4 10 2025

São Francisco de Assis, 1954

Vicente do Rego Monteiro (Brasil, 1899-1970)

óleo sobre tela, 100 x 80 cm

 

 

 

São Francisco, 2015

Gildásio Jardim Barbosa (Brasil, contemporâneo)

pintura em tecido estampado

 

 

 São Francisco falando aos peixes, 1989

Rosina Becker do Valle (Brasil, 1914-2000).

óleo sobre tela, 65 x 81 cm

 

 

São Francisco de Assis, 2010

Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918- 2013)

óleo sobre tela,  60 x 100 cm

 

 

 

São Francisco, 2023

Geraldo de Andrade (Brasil, 1953)

óleo sobre madeira, 120 x 79 cm





Trova das crianças

3 10 2025

Brincadeira de roda

Paulina Kaz (Brasil, 1915-2001)

óleo sobre tela, 59 x 81 cm

 

 

 

Com crianças tagarelas,

em meu rancho alegre e lindo,

até portas e janelas

vivem cantando e sorrindo!

 

(Orlando Brito)

 





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

3 10 2025

Campo de Santana, Rio de Janeiro, 1943

Edy Gomes Carollo (Brasil, 1921- 2000)

óleo sobre tela





Guiomar e Estêvão no jardim, texto de Machado de Assis

2 10 2025

Lírios brancos. 1911

Frederick Carl Frieseke (EUA, 1874-1939)

óleo sobre tela, 65 x 82 cm

 

 

A moça chegara à cerca; esteve de pé algum tempo, olhou em derredor e por fim sentou-se no banco que ali havia, dando as costas para o jardim de Luís Alves. Abriu novamente o livro, e continuou a leitura do ponto em que a deixara tão só consigo, tão embebida no livro que tinha diante, que não a despertou o rumor, aliás sumido, dos passos de Estêvão nas folhas secas do chão. Teria percorrido meia página, quando Estêvão, reclinando-se sobre a cerca, e procurando abafar a voz para que só chegasse aos ouvidos dela, proferiu este simples nome:
 
– Guiomar!
 
A moça soltou um grito de surpresa e de susto, e voltou-se sobressaltada para o lado donde partira a voz. Ao mesmo tempo levantara-se. A impressão que lhe produzira, e não sei se também algum ar de cólera que lhe notasse no rosto; e além de tudo, o remorso de não haver sufocado aquele grito de seu coração, fez com que Estêvão, quase no mesmo instante, murmurassem tom de súplica:
 
– Perdoe-me; foi uma centelha do passado que estava debaixo da cinza: apagou-se de todo. Guiomar, – sabemos agora que era este o seu nome, – olhou séria e quieta para o seu mal-aventurado interruptor, dois longos e mortais minutos. Estêvão, confuso e vexado, tinha os olhos em terra; o coração palpitava-lhe com força, como a despedir-se da vida. A situação era em demasia aflitiva e embaraçosa para que se pudesse prolongar mais. Estêvão ia cortejá-la e despedir-se; mas a moça, com um sorriso de mais piedade que afeto, murmurou:
 
– Está perdoado.
 
Caminhou para a cerca e estendeu-lhe a mão, que ele apertou, – apertou não é bem dito, – em que ele tocou apenas, o mais cerimoniosamente que podia e devia naquela situação. E depois ficaram a olhar um para o outro, sem se atreverem a dizer nada, nem a sair dali, a verem ambos o espectro do passado, aquele tão amargo passado para um deles. Guiomar foi a primeira que rompeu o silêncio, fazendo a Estêvão uma pergunta natural, como não podia deixar de ser naquelas circunstâncias mas ainda assim, ou por isso mesmo, a mais acerba que ele podia ouvir:
 
– Há dois anos que não nos vemos, creio eu?
 
– Há dois anos, murmurou Estêvão abafando um suspiro.
 
– Já está formado, não? Lembra-me ter lido o seu nome…
 
– Estou formado. Sabe que era o desejo maior de minha tia…
 
– Não a vejo há muito tempo — interrompeu Guiomar.  — Eu saí do colégio, logo depois que o senhor seguiu para S. Paulo. Saí a convite da baronesa, minha madrinha, que lá foi buscar-me um dia, alegando que eu já não tinha que aprender, e que me não convinha ensinar.
 
 
 
Machado de Assis, A mão e a luva, 1874, em domínio publico. 




Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

1 10 2025

Bananas Verdes, 1973

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

acrílica sobre tela, 60 x 80 cm

 

 

Fantasias

Zélio Alves Pinto (Brasil, 1938)

óleo sobre tela, 50 x 50 cm 

 





Nossas cidades: Iraí, RS

30 09 2025

Cidade de Irahy, 1931

Francis Pelichek (República Checa-Brasil, 1896- 1937)

óleo sobre eucatex, 37 x 47 cm 

 





Da minha mesa de trabalho

29 09 2025
Na foto:
Montesquieu, Cartas Persas (leitura vagarosa, aparecerá muitas vezes por aqui)
André Giusti,  Só vale a pena se houver encanto
Oscar Nakasato, Ojiichan
Byung-Chul Han, No enxame

 

 

 

Muita gente me pergunta a razão de eu não postar mais dos meus próprios poemas ou ler no Instagram, onde leio uma poesia por dia (@escritora.ladycewest). Sou uma escritora vagarosa nas poesias.  Não que eu seja particularmente preciosista, ou não admita mudanças, mas não sou de chegar ao computador e colocar um poema por dia.  Mesmo os pequeninos levam algum tempo.  Talvez seja a inexperiência.

Mas há outro impasse: quando sou chamada para participar de uma antologia, quando me pedem uma contribuição; quando acho que um escrito merece entrar num concurso, todos os organizadores pedem que o trabalho seja inédito.  Inédito infelizmente quer dizer que não tenha aparecido em qualquer mídia antes. E a maioria considera a publicação em blog, principalmente um blog como este que tem visibilidade, muitos visitantes.  Logo, logo, uma pesquisa na internet e poema, conto, crônica  com o meu nome aparece,(também meu nome é fácil de achar), então é considerada obra já publicada, eliminando a possibilidade de colocá-la em outros canais.  Este ano já participei de 2 antologias e ano passado de outras duas com contos e poesias.  

Mas devo lançar meu próximo livro de poemas em 2026.  Então, aos poucos irei colocando um ou outro poema por aqui. Aí a explicação.  Boa noite. 





“Hiato”, poema de Ladyce West

29 09 2025

Casal comendo próximo à janela,1655

Frans van Mieris, o Velho (Holanda, 1635-1681)

óleo sobre madeira, 36 x 31 cm

UFFIZI, Florença

 

 

 

Hiato

 

Ladyce West

 

Contrariando a física

o tempo parou,

sugado por falha geológica

no descontínuo rolar das horas.

 

Lacuna espelhada na rua deserta

no som suspenso dos carros parados

no intervalo forçado de planos, projetos

breque em desejos, ambições e caprichos.

 

O inimigo invisível por todo lado.

Sombra ou sol, chuva ou névoa,

no ar respirado na cidade, ele impera.

 

Parou o mundo.  Em casa

à janela, abraçados, teimamos

na extravagância do viver.

(Junho, 2020)





Paisagens brasileiras…

28 09 2025

Paisagem, 1916

Arthur Timótheo da Costa

óleo sobre madeira, 34 x 50 cm

 

 

Paisagem

Francisco Brilhante (Brasil, 1901 – 1987)

óleo sobre tela, 26 x 34 cm