Trova do cigano

13 01 2020

 

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Pelas ruas da ilusão,

o cigano libertino,

lendo o destino na mão,

vive na mão do destino.

 

(Hegel Pontes)





Gemas da arquitetura carioca: Instituto Oswaldo Cruz

12 01 2020

 

 

 

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O Instituto Oswaldo Cruz foi projetado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior.  Construído entre os anos de 1904-1918, o prédio pertence ao estilo Mourisco e foi baseado nos próprios croquis de Oswaldo Cruz.  Tem localização privilegiada, no alto de uma montanha, com domínio da paisagem ao redor sobre a principal entrada terrestre da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil.   Também chamado de Instituto Manguinhos, graças ao local onde foi construído, este é o principal edifício neomourisco da cidade do Rio de Janeiro, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico [IPHAN] em  1981.

 

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A varanda é ricamente revestida de azulejos importados, a grande maioria da fábrica portuguesa Bordallo Pinheiro.  Enquanto todos os detalhes de ferro forjado como: guarda-corpos, gradis, escadas, luminárias de bronze e elevador foram importados da Alemanha.

 

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O mosaico do piso e os tijolos são franceses. O cimento veio da Inglaterra.  Toda a madeira é brasileira, inclusive as madeiras do piso-mosaico de madeiras, raro expoente deste trabalho na cidade, que encontra paralelo só no Castelo da Ilha Fiscal.  Também brasileiro é o granito de base do edifício que foi retirado do próprio local da construção.

 

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Além disso, mais notável ainda, é o vitral do quarto andar, executado por Formenti e Cia.

 

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O Pavilhão Mourisco do Instituto Oswaldo Cruz é um exemplo da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Teve três grandes influências em sua construção.  A arquitetura do Palácio de Montsouris, em Paris; o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha e a sinagoga de Berlim cujas torres foram totalmente replicadas em Manguinhos.

 

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Hoje esse Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz.

 

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Domingo, um passeio no campo!

12 01 2020

 

 

Hirte mit seinen Schafen, Öl-Lwd, links unten signiert, ca. 75x103cm, RahmenRebanho de ovelhas com pastor

Arthur José Nísio (Brasil, 1906 — 1974)

óleo sobre tela,  75 x 103 cm





Flores para um sábado perfeito!

11 01 2020

 

 

 

AUREA DE SOUZA PAIVA (1946), o.s.t. Hortensias, 50 x 40 cm.Hortênsias

Áurea Bertacchini de Souza Paiva (Brasil, 1946)

óleo sobre tela





O xale da avozinha, poesia de Stella Leonardos

11 01 2020

 

 

 

MARIA VASCO (1879-1965). Contemplando a Paisagem, aquarela, 35 X 25.Contemplando a Paisagem

Maria Vasco  (Brasil, 1879-1965)

aquarela, 35 X 25 cm

 

 

O xale da avozinha

 

Stella Leonardos

 

Ela foi. Não volta mais.

Entre as relíquias saudosas

Seu xale.  Dos orientais.

Mil e uma noites sedosas.

Xale cheio de gazais,

De rouxinóis e de rosas.

. . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Ela que não sofre mais

O peso de horas penosas,

Ela que amava os gazais

E as noite maravilhosas

— Quem sabe descansa em paz

Entre os rouxinóis e as rosas.

 

Em: Pedra no Lago, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p. 65

 

 

 





Rio de Janeiro, um parque à beira-mar

10 01 2020

 

 

 

franciscococulilo(Rio de Janeiro, RJ, 1895 - 1945)enseadadebotafogo_c1930Enseada de Botafogo, c. 1930

Francisco Coculilo (Brasil, 1895 – 1945)

óleo sobre tela, 50 x 40 cm





O touro e o homem, conto tradicional do Brasil, coletado por Luiz da Câmara Cascudo

10 01 2020

 

 

 

BENJAMIM SILVA (CE 1927) Bois no pasto - Óleo s tela 54 x 66 cm. ass. inf. direito e verso 1955Bois no pasto, 1955

Benjamim Silva (Brasil, 1927) Bois no pasto

óleo sobre tela 54 x 66 cm

 

 

O touro e o homem

 

Um touro, que vivia nas montanhas, nunca tinha visto o homem. Mas sempre ouvia dizer por todos os animais que era ele o animal mais valente do mundo. Tanto ouviu dizer isto que, um dia, se resolveu a ir procurar o homem para saber se tal dito era verdadeiro. Saiu das brenhas, e, ganhando uma estrada, seguiu por ela. Adiante encontrou um velho que caminhava apoiado a um bastão.

Dirigindo-se a ele perguntou-lhe:

— Você é o bicho homem?

— Não! — respondeu-lhe o velho — já fui, mas não sou mais!

O touro seguiu e adiante e encontrou uma velha:

— Você é o bicho homem?

— Não! — Sou a mãe do bicho homem!

Adiante encontrou m menino:

— Você é o bicho homem?

— Não! — Ainda hei de ser; sou o filho do bicho homem.

Adiante encontrou o bicho homem que vinha com um bacamarte no ombro.

— Você é o bicho homem?

— Está falando com ele!

— Estou cansado de ouvir dizer que o bicho homem é o mais valente do mundo, e vim procurá-lo para saber se ele é mais do que eu!

— Então, lá vai! — disse o homem armando o bacamarte, e disparando-lhe um tiro nas ventas..

O touro desesperado de dor, meteu-se no mato e correu até sua casa, onde passou muito tempo se tratando do ferimento.

Depois, estando ele numa reunião de animais, um lhe perguntou:

— Então, camarada touro, encontrou o bicho homem?

— Ah! meu amigo, só com um espirro que ele me deu na cara, olhe o estado em que fiquei!

 

 

Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967. pp 289-90.

 

 





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 01 2020

 

 

 

VISCONTI CAVALLEIRO, Yvonne (1901-1965) - Frutos sobre a mesa, aquarela - 47 x 67 cm. Assinado e datado 1943. (2)Frutos sobre a mesa, 1943

Yvonne  Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)

aquarela, 47 x 67 cm





Soneto XXXVIII de Guilherme de Almeida

6 01 2020

 

 

 

Pierre Brissaud (1885-1964 - FrenchIlustração de Pierre Brissaud (França, 1885- 1964)

 

Soneto XXXVIII

 

Guilherme de Almeida

 

Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.

Fazia, de papel, toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino.
ao longo das sarjetas, na enxurrada…

Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são de papel, são como aqueles,

perfeitamente, exatamente iguais…
_Que meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!





Flores para um sábado perfeito!

4 01 2020

 

 

 

FANG - Vaso com flores, litografia, 50x40cm, assinada e numeradaVaso com flores

Fang [Fang Chen-Kong] (China/Brasil, 1931)

litografia, 50 x 40cm, assinada e numerada