
Pelas ruas da ilusão,
o cigano libertino,
lendo o destino na mão,
vive na mão do destino.
(Hegel Pontes)

Pelas ruas da ilusão,
o cigano libertino,
lendo o destino na mão,
vive na mão do destino.
(Hegel Pontes)

O Instituto Oswaldo Cruz foi projetado pelo arquiteto português Luís de Moraes Júnior. Construído entre os anos de 1904-1918, o prédio pertence ao estilo Mourisco e foi baseado nos próprios croquis de Oswaldo Cruz. Tem localização privilegiada, no alto de uma montanha, com domínio da paisagem ao redor sobre a principal entrada terrestre da cidade do Rio de Janeiro, a Avenida Brasil. Também chamado de Instituto Manguinhos, graças ao local onde foi construído, este é o principal edifício neomourisco da cidade do Rio de Janeiro, tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico [IPHAN] em 1981.

A varanda é ricamente revestida de azulejos importados, a grande maioria da fábrica portuguesa Bordallo Pinheiro. Enquanto todos os detalhes de ferro forjado como: guarda-corpos, gradis, escadas, luminárias de bronze e elevador foram importados da Alemanha.

O mosaico do piso e os tijolos são franceses. O cimento veio da Inglaterra. Toda a madeira é brasileira, inclusive as madeiras do piso-mosaico de madeiras, raro expoente deste trabalho na cidade, que encontra paralelo só no Castelo da Ilha Fiscal. Também brasileiro é o granito de base do edifício que foi retirado do próprio local da construção.

Além disso, mais notável ainda, é o vitral do quarto andar, executado por Formenti e Cia.

O Pavilhão Mourisco do Instituto Oswaldo Cruz é um exemplo da arquitetura eclética no Rio de Janeiro. Teve três grandes influências em sua construção. A arquitetura do Palácio de Montsouris, em Paris; o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha e a sinagoga de Berlim cujas torres foram totalmente replicadas em Manguinhos.




Hoje esse Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz.


Rebanho de ovelhas com pastor
Arthur José Nísio (Brasil, 1906 — 1974)
óleo sobre tela, 75 x 103 cm
Hortênsias
Áurea Bertacchini de Souza Paiva (Brasil, 1946)
óleo sobre tela
Contemplando a Paisagem
Maria Vasco (Brasil, 1879-1965)
aquarela, 35 X 25 cm
Stella Leonardos
Ela foi. Não volta mais.
Entre as relíquias saudosas
Seu xale. Dos orientais.
Mil e uma noites sedosas.
Xale cheio de gazais,
De rouxinóis e de rosas.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Ela que não sofre mais
O peso de horas penosas,
Ela que amava os gazais
E as noite maravilhosas
— Quem sabe descansa em paz
Entre os rouxinóis e as rosas.
Em: Pedra no Lago, Stella Leonardos, Rio de Janeiro, Livraria São José:1956, p. 65
Enseada de Botafogo, c. 1930
Francisco Coculilo (Brasil, 1895 – 1945)
óleo sobre tela, 50 x 40 cm
Bois no pasto, 1955
Benjamim Silva (Brasil, 1927) Bois no pasto
óleo sobre tela 54 x 66 cm
Um touro, que vivia nas montanhas, nunca tinha visto o homem. Mas sempre ouvia dizer por todos os animais que era ele o animal mais valente do mundo. Tanto ouviu dizer isto que, um dia, se resolveu a ir procurar o homem para saber se tal dito era verdadeiro. Saiu das brenhas, e, ganhando uma estrada, seguiu por ela. Adiante encontrou um velho que caminhava apoiado a um bastão.
Dirigindo-se a ele perguntou-lhe:
— Você é o bicho homem?
— Não! — respondeu-lhe o velho — já fui, mas não sou mais!
O touro seguiu e adiante e encontrou uma velha:
— Você é o bicho homem?
— Não! — Sou a mãe do bicho homem!
Adiante encontrou m menino:
— Você é o bicho homem?
— Não! — Ainda hei de ser; sou o filho do bicho homem.
Adiante encontrou o bicho homem que vinha com um bacamarte no ombro.
— Você é o bicho homem?
— Está falando com ele!
— Estou cansado de ouvir dizer que o bicho homem é o mais valente do mundo, e vim procurá-lo para saber se ele é mais do que eu!
— Então, lá vai! — disse o homem armando o bacamarte, e disparando-lhe um tiro nas ventas..
O touro desesperado de dor, meteu-se no mato e correu até sua casa, onde passou muito tempo se tratando do ferimento.
Depois, estando ele numa reunião de animais, um lhe perguntou:
— Então, camarada touro, encontrou o bicho homem?
— Ah! meu amigo, só com um espirro que ele me deu na cara, olhe o estado em que fiquei!
Em: Contos Tradicionais do Brasil (folclore) de Luís da Câmara Cascudo, Rio de Janeiro, Ediouro:1967. pp 289-90.
Frutos sobre a mesa, 1943
Yvonne Visconti Cavalleiro (Brasil, 1901-1965)
aquarela, 47 x 67 cm
Ilustração de Pierre Brissaud (França, 1885- 1964)
Guilherme de Almeida
Quando a chuva cessava e um vento fino
franzia a tarde tímida e lavada,
eu saía a brincar, pela calçada,
nos meus tempos felizes de menino.
Fazia, de papel, toda uma armada,
e estendendo meu braço pequenino,
eu soltava os barquinhos, sem destino.
ao longo das sarjetas, na enxurrada…
Fiquei moço. E hoje sei, pensando neles,
que não são barcos de ouro os meus ideais:
são de papel, são como aqueles,
perfeitamente, exatamente iguais…
_Que meus barquinhos, lá se foram eles!
Foram-se embora e não voltaram mais!
Vaso com flores
Fang [Fang Chen-Kong] (China/Brasil, 1931)
litografia, 50 x 40cm, assinada e numerada