Quando criança eu queria
crescer dez anos num mês
e, agora, o que não daria
pra ser criança outra vez!…
(Elton Carvalho)
Quando criança eu queria
crescer dez anos num mês
e, agora, o que não daria
pra ser criança outra vez!…
(Elton Carvalho)
Casario
Antonio Ferrigno (Itália-Brasil, 1863 – 1940)
óleo sobre madeira. 35 x 27 cm
Adélia Prado
Ao entardecer no mato, a casa entre
bananeiras, pés de manjericão e cravo-santo,
aparece dourada. Dentro dela, agachados,
na porta da rua, sentados no fogão, ou aí mesmo,
rápidos como se fossem ao Êxodo, comem
feijão com arroz, taioba, ora-pro-nobis,
muitas vezes abóbora.
Depois, café na canequinha e pito.
O que um homem precisa pra falar,
entre enxada e sono: Louvado seja Deus!
Engenho de Dentro
Rubens Bustamante Sá (Brasil, 1907-1988)
óleo sobre tela, 60 x 73 cm
No caminho de São Tomé das Letras, MG
Funchal Garcia (Brasil, 1899-1979)
óleo tela, 74 x 100 cm
Brincadeira de roda
Paulina Kaz (Brasil, 1915-2001)
óleo sobre tela, 59 x 81 cm
Com crianças tagarelas,
em meu rancho alegre e lindo,
até portas e janelas
vivem cantando e sorrindo!
(Orlando Brito)
Lírios brancos. 1911
Frederick Carl Frieseke (EUA, 1874-1939)
óleo sobre tela, 65 x 82 cm
Bananas Verdes, 1973
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Fantasias
Zélio Alves Pinto (Brasil, 1938)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
Cidade de Irahy, 1931
Francis Pelichek (República Checa-Brasil, 1896- 1937)
óleo sobre eucatex, 37 x 47 cm
Muita gente me pergunta a razão de eu não postar mais dos meus próprios poemas ou ler no Instagram, onde leio uma poesia por dia (@escritora.ladycewest). Sou uma escritora vagarosa nas poesias. Não que eu seja particularmente preciosista, ou não admita mudanças, mas não sou de chegar ao computador e colocar um poema por dia. Mesmo os pequeninos levam algum tempo. Talvez seja a inexperiência.
Mas há outro impasse: quando sou chamada para participar de uma antologia, quando me pedem uma contribuição; quando acho que um escrito merece entrar num concurso, todos os organizadores pedem que o trabalho seja inédito. Inédito infelizmente quer dizer que não tenha aparecido em qualquer mídia antes. E a maioria considera a publicação em blog, principalmente um blog como este que tem visibilidade, muitos visitantes. Logo, logo, uma pesquisa na internet e poema, conto, crônica com o meu nome aparece,(também meu nome é fácil de achar), então é considerada obra já publicada, eliminando a possibilidade de colocá-la em outros canais. Este ano já participei de 2 antologias e ano passado de outras duas com contos e poesias.
Mas devo lançar meu próximo livro de poemas em 2026. Então, aos poucos irei colocando um ou outro poema por aqui. Aí a explicação. Boa noite.