Palavras para lembrar — Austin Phelps

15 03 2012

Um bom livro, 2007

Emily Lisker (EUA, contemporânea)

óleo sobre tela, 27 x 35cm

www.emilylisker.com

“Use o velho casaco e compre um novo livro”.

Austin Phelps





Imagem de leitura — Hermann Kaulbach

15 03 2012

Hora das histórias, s/d

Hermann Kaulbach (Alemanha, 1846-1909)

óleo sobre tela

Hermann Kaulbach nasceu em Munique, na Alemanha em 1846.  Começou sua vida profissional pensando em medicina.  Chegou a começar os estudos nessa área, quando desistiu a meio caminho para se dedicar à pintura, profissão que seu pai também exercia.  Dedicou-se inicialmente à pintura histórica mas tornou-se mais conhecido pelos seu retratos e em particular seus retratos de crianças.  Morreu em Munique em 1909.





Imagem de leitura — Pavel Chudnovsky

13 03 2012

Leitura noturna, s/d

Pavel Chudnovsky (Rússia, 1959)

óleo sobre tela

www.pchudnovsky.com

Pavel Chudnovsky nasceu na Rússia, em 1959.  Hoje reside em Mountain View na Califórnia.





Palavras para lembrar — Paul Sweeney

13 03 2012

Arika, 2009

Brandon Pike (EUA, contemporâneo)

http://brandonpikeart.blogspot.com

“Você sabe que leu um bom livro quando você vira a última página e se sente como se tivesse perdido um amigo”.

Paul Sweeney





O índio, poesia de Robert Preis

13 03 2012

O atirador de arco, 1925

Vicente do Rego Monteiro ( Brasil,1899-1970)

óleo sobre tela, 108 x 137 cm

Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães, Recife


O índio

Robert Preis

O índio, elemento

tão sensível e frágil

das matas tropicais!

Como poderia resistir

à legião de

conquistadores,

donatários,

donos de engenhos,

bandeirantes,

capitães de mato,

desembargadores,

grileiros,

coronéis,

generais,

parlamentares,

escritores românticos,

entre outros,

quando cada um destes grupos

já é de morte?

4/9/97

Em: Transpondo fronteiras, Robert Preis, Niterói, Ed. Muiraquitã:1999

Robert Preis nasceu na Alemanha em 1934. Bacharel e licenciado em história, pós-graduado em língua alemã e doutor em linguística, todos cursos na Universidade de São Paulo.





Imagem de leitura — Alice Brueggemann

12 03 2012

Menino lendo, 1954

Alice Brueggemann (Brasil, 1917-2001)

óleo sobre tela, 65 x 54cm

Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Porto Alegre

Alice Brueggemann nasceu em Porto Alegre, em 1917. Formou-se no Instituto de Artes da UFRGS e desde os anos 50 foi uma presença constante em salões e mostras da capital gaúcha, iniciando sua carreira em uma época em que a atividade artística feminina era desacreditada, sendo uma das primeiras mulheres a se intitular “artista plástica profissional“. Manteve por várias décadas um atelier em conjunto com Alice Soares, e durante muito tempo foi desenhista do SESI. Realizou inúmeras individuais no estado e no Brasil, participando também do Panorama da Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna de São Paulo. Faleceu em 2001. [Wikipédia]





Palavras para lembrar — Douglas Jerrold

12 03 2012

Josefina lendo, 1953

Antonio López Garcia (Espanha, 1936)

“Um livro é um companheiro abençoado, — um livro que, propriamente escolhido, é um amigo para a vida inteira, … um livro que, ao primeiro contato, derrama seu coração no nosso”. 

 –

Douglas Jerrold





Palavras para lembrar — Cervantes

11 03 2012

O vestido azul, 2006

Helena De Groot (Holanda, contemporânea)

óleo sobre madeira, 65 x 45 cm

www.helenadegroot.com

“Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

Cervantes





Palavras para lembrar — provérbio chinês

10 03 2012

Nu lendo, s/d

Theodor Pallady ( Romênia, 1871-1956)

óleo sobre tela

“Ler um livro pela primeira vez é fazer um novo amigo, ler um livro pela segunda vez é se encontrar com um velho amigo”.

Provérbio chinês





Os pampas, texto de José de Alencar

10 03 2012

Gaúcho na campanha, s/d

José Lutzenberger (Alemanha 1882- Brasil 1951)

aquarela sobre papel, 21 x 29 cm

Museu Ado Malogoli, Porto Alegre.

Os pampas

José de Alencar

“Ao por do sol perde o pampa os toques ardentes da luz meridional. As grandes sombras que não interceptam montes nem selvas, desdobram-se lentamente pelo campo fora.  É então que se assenta perfeitamente na imensa planície o nome castelhano.  A savana figura realmente um vasto lençol desfraldado por sobre a terra, velando a virgem natureza americana.

Essa fisionomia crepuscular do deserto é suave nos primeiros momentos; mas logo ressumbra tão funda tristeza que estringe a alma.  Parece que o vasto e imenso orbe cerra-se e vai minguando a ponto de espremer o coração.

Cada região da terra tem uma alma sua, raio criador que lhe imprime o cunho de originalidade. A natureza infiltra em todos os seres que ela gera e nutre aquela seiva própria; e forma uma família na grande sociedade universal.

Quantos seres habitam as estepes americanas, seja homem, animal ou planta, inspira nelas uma alma pampa.  Tem grandes virtudes essa alma. A coragem, a sobriedade, a rapidez são indígenas da savana.

No seio dessa profunda solidão, onde não há guarida para defesa, nem sombra para abrigo, é preciso afrontar o deserto com intrepidez, e sofrer as privações com paciência e suprimir as distâncias pela velocidade.

Até a árvore solitária que se ergue no meio dos pampas é tipo dessas virtudes.  Seu aspecto tem o  quer seja de arrojado e destemido; naquele tronco derreado, naqueles galhos convulsos, na folhagem desgrenhada, há uma atitude atlética. Logo se conhece que a árvore já lutou com o pampeiro e o venceu.  Uma terra seca e poucos orvalhos bastam à sua nutrição.  A árvore é sóbria e feita às inclemências do sol abrasador.  Veio de longe a semente; trouxe-a o tufão nas asas e atirou-a ali, onde medrou. É uma planta imigrante.

Como a árvore são a ema, o touro, o corcel, todos os filhos bravios da savana. Nenhum ente, porém, inspira mais energicamente a alma pampa do que o homem, o gaúcho. De cada ser que povoa o deserto toma ele o melhor; tem a velocidade de ema ou da corça, os brios do corcel e a veemência do touro.  O coração fê-lo a natureza franco e descortinado como a vasta cochilha; a paixão que o agita lembra os ímpetos do furacão, o mesmo bramido, a mesma pujança.  A esse turbilhão de sentimentos era indispensável uma amplitude de coração imensa como a savana.”