Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

3 06 2015

 

Amaury Menezes. I0000013Paisagem urbana I, 1985

Amaury Menezes (Brasil, 1930)

aquarela sobre papel, 48 x 70 cm

Museu de Arte de Goiânia





Imagem de leitura — Marguérite Gérard

2 06 2015

 

 

MARGUERITE GÉRARD- A YOUNG SKETCHER - OIL ON CANVASO jovem desenhista

Marguérite Gérard (França, 1761-1837)

óleo sobre tela, 62 x 51 cm

 





Imagem de leitura — Paul Chabas

1 06 2015

 

 

Chabas 400506546Senhora à beira-mar, 1890

Paul-Émile Chabas (França, 1869-1937)

Óleo sobre tela, 37 x 55 cm

Coleção Particular





Nossas cidades — Barbacena

1 06 2015

 

 

LUIS VERRI. `Paisagem Mineira. Barbacena` OST. Assinado e datado 1981. Ex coleção Helena Amorim. 50 x 60 cm.Paisagem mineira, Barbacena, 1981

Luiz Verri (Brasil, 1912-1990)

óleo sobre tela, 50 x 60 cm





Nova York, texto de Sra. Leandro Dupré

1 06 2015

 

 

Reginald Marsh (March 14, 1898 – July 3, 1954) czecks500.000 checos na fronteira nazista, 1938

Reginald Marsh (EUA, 1898-1954)

Têmpera sobre eucatex, 61 x 45 cm

Coleção Particular

 

 

“Depois de termos visto os principais teatros e dancings de New York, começamos a levar uma vida mais estável e sossegada. Artur começou a estudar mais e a escrever o livro com vontade. Eu lia muito também. Andava pelas livrarias catando novidades e lia em inglês tudo o que podia. De vez em quando recebia carta de Elisabeth e Simone, com presságios tristes sobre a situação europeia. Não tinham mais esperanças de paz e se preparavam para enfrentar “uma época Terrível”, como escreveu Elisabeth com T grande.

À noite, gostávamos de andar a pé na Broadway observando os hábitos dos americanos, admirando os inumeráveis anúncios luminosos e o movimento surpreendente.  Mais de uma vez jantamos nos automáticos. Eu gostava de por o níquel para ver o pratinho cair em baixo com uma torta de frango e salada; mais adiante um pouco de morangos e creme. Colocávamos tudo na bandeja e escolhíamos uma mesa de canto, onde saboreávamos nosso jantar improvisado, acompanhado de grandes copos de chope espumando e e escorrendo pela mesa de mármore.

Ríamos das nossas travessuras, como se fôssemos crianças sem juízo.

Eu notava como as moças e senhoras eram respeitadas em New York; muitas vezes à meia noite encontrávamos em plena Broadway um grupo de três ou quatro moças que vinham do teatro ou do cinema, tomavam qualquer coisa numa confeitaria e iam tranquilamente para suas casas, falando e rindo alegremente, quase sem serem notadas pela multidão.  Outras vezes víamos duas ou mais senhoras, já matronas, algumas de  óculos, jantando juntas num restaurante em trajes de baile, rindo e fumando, depois iam ao teatro e atravessavam as ruas movimentadas, sem ninguém olhar sequer para elas. E, às vezes, já era tarde, fora de horas.

Eu dizia a Artur:

— Eu gostaria de viver aqui, mulher nesse país tem personalidade, não precisa viver acompanhada por homens para ser alguém.

Artur confirmava e admirava-se também da independência absoluta das mulheres nos Estados Unidos.”

 

 

Em: O romance de Teresa Bernard, Sra. Leandro Dupré [Maria José Dupré], São Paulo, Ed. Brasiliense Ltda: 1945, 4ª edição, pp. 371-2  [Primeira edição:1941]





Eu, pintor: William Bouguereau

31 05 2015

 

 

self. museu canadaAuto-retrato, 1879

William Bouguereau (França, 1825-1905)

óleo sobre tela, 46 x 38 cm

Museu de Belas Artes de Montréal, Canadá





Domingo, um passeio no campo!

31 05 2015

 

 

Aníbal Mattos, Paisagem com rio, ose, 35 x 45 cmPaisagem com rio

Aníbal Mattos (Brasil, 1886-1969)

óleo sobre eucatex, 35 x 45 cm





Imagem de leitura — Glênio Bianchetti

31 05 2015

 

Glênio Bianchetti (Brasil, 1928), Lourenço, ast,Lourenço

Glênio Bianchetti (Brasil, 1928)

acrílica sobre tela





Flores para um sábado perfeito!

30 05 2015

 

 

ARTHUR TIMÓTEO DA COSTA. Flores o.s.t. 69 x 94 cm assinado, datado e situado Rio 1920Flores, 1920

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1923)

óleo sobre tela, 69 x 94 cm





Retratando o exílio, texto de André Aciman

30 05 2015

 

 

766px-Dante_exileDante no exílio, 1860

Domenico Peterlini (Itália, 1822-1891)

óleo sobre tela

Palácio Pitti, Florença

 

 

Hoje vendo notícias sobre os imigrantes haitianos lembrei-me desse ensaio de André Aciman.  Enquanto morei por muitos anos fora da minha terra natal passei um bocado de tempo interessada na questão dos imigrantes e dos exilados, que, quer voluntariamente, quer aqueles obrigados a deixar suas terras natais por governos que lhes eram antagônicos, mostravam sinais de uma tristeza profunda, uma cicatriz emocional, mesmo naqueles que melhor pareciam ter-se adaptado.  Muitos escreveram sobre o tema no final do século XX. André Aciman é um dos mais citados. Aqui, falando dos exilados, como ele próprio:

 

Eu queria que tudo permanecesse o mesmo. Porque isso também é típico dos que perderam tudo, incluindo suas raízes ou a habilidade de criar novas raízes. Eles podem ser móveis, espalhados, nômades, sem lares, mas permanecem completamente imóveis no seu estado de agitação transitória. É exatamente porque não têm raízes que não se mexem, que se amedrontam com mudanças, que preferem construir em qualquer lugar, do que procurar por uma terra. Um exilado não é simplesmente uma pessoa sem casa; é alguém que não consegue achar outra, que não pode pensar em outra. Alguns nem sabem mais o que um lar significa. Eles reinventam o amor com o que sobrou a cada reviravolta. Algumas pessoas trazem consigo o exílio, assim como o sofrem não importa onde estejam.

 

[Tradução minha]

 

Em: Shadow Cities, de André Aciman, Letters of Transit, reflexions on Exile, Identity, Language and Loss, diversos autores, ed. André Aciman, Nova York, 1998, p.21

 

O texto integral pode ser achado na WEB aqui.