Eu, pintor: Ticiano

6 05 2016

 

 

12selfpoAutorretrato, 1564

Ticiano Vecellio (Itália, 1490-1576)

óleo sobre tela, 96 x 75 cm

Staatliche Museen, Berlim





Rio de Janeiro, cidade olímpica!

6 05 2016

 

 

CLAUDIO FACCIOLLI Lagoa  tinta acrílica sobre tela, 120 x 136 cm. Assinado no canto inferior esquerdo. No verso, titulado, assinado, localizado e datado, Rio de Janeiro, 2014.Lagoa, 2014

Cláudio Faccioli (Brasil, 1955)

acrílica sobre tela, 120 x 136 cm





Resenha: “O último amigo” de Tahar Ben Jelloun

5 05 2016

 

 

CPH60817Dois amigos, com texto de Cícero sobre amizade, c. 1522

Jacopo Pontormo (Itália, 1494-1557)

óleo sobre madeira, 88 x 68 cm

Fondazione Giorgio Cini, Veneza, Itália

 

 

Aviso aos leitores: nem sempre o tema de um livro é aquele abertamente citado pelo autor ou sugerido pelo título. O último amigo é uma joia, uma obra prima, de narrativa em espiral, um quase ensaio sobre a ilusão, sobre a autoilusão, sobre amizade, traição, ciúme e inveja. É um livro muito mais complexo do que suas poucas 120 páginas poderiam sugerir.

Trata-se do retrato de uma dessas amizades que nasce nos anos de escola, que se desenvolve através da juventude, que assim como seus componentes ela também amadurece, sobrevive a percalços, casamentos, exílio, e nos re-encontros através do anos parece se fortalecer, se solidificar. Sua base está na franqueza, na compreensão do outro, no conhecimento do passado em comum, no desejo generoso de que o outro seja bem sucedido, que desfrute do melhor.

 

 

O_ULTIMO_AMIGO_1327443063B

 

Tahar Ben Jelloun divide sua obra em três partes. Começa com uma longa e detalhada descrição de Ali, que na primeira pessoa relata o caminho percorrido pela amizade dele por Mamed. Nossa identificação com o narrador é imediata.  Sentimos que o conhecemos e por isso mesmo nos chocamos tanto quanto ele, quando seu amigo de infância o surpreende com um corte irremediável na amizade de vida inteira. Na segunda parte, temos a versão de Mamed sobre essa mesma amizade.  Também descrita na primeira pessoa e curiosamente mostrando outros fatos outro enfoque nos eventos que marcaram o relacionamento desses dois amigos. É aí que sabemos de sua decisão de cortar os vínculos fraternais entre ele e Ali. Na terceira parte temos o testemunho de Ramon, uma amigo dos dois protagonistas, mas não tão chegado a eles.

A amizade é o tema. Tanto Ali quanto Mamed professam profundos sentimentos um pelo outro.  Nas narrativas de ambos sabemos dos gestos magnânimos e sacrifícios que cada um fez em nome dessa amizade. Mas no tecido do texto, no forro desse longo relacionamento encontra-se outro sentimento: a inveja.  Inveja que Mamed chama ciúmes. E é ela que acaba por corroer o laço entre eles. Mamed não esconde esses sentimentos rasteiros em seu depoimento: “Acontecia de eu ficar com ciúmes de Ali também, porque ele era mais culto do que eu, porque vinha de uma família quase aristocrática, porque era mais bonito e que, graças a seu casamento, tinha ficado rico.” [96-7]. E mesmo que ao cortar os laços de amizade que tem com Ali imagine, ou diga tratar-se de generosidade, essa ação não esconde a fraude de seus próprios sentimentos.  Pois só a ilusão de uma boa ação poderia justificar para si mesmo a traição que comete, interferindo na amizade de longa data. A desculpa é fraca.

 

Tahar Ben JellounTahar Ben Jelloun

 

Jean Cocteau é conhecido por ter dito que “A felicidade de um amigo deleita-nos. Enriquece-nos. Não nos tira nada. Caso a amizade sofra com isso, é porque não existe.”  Acredito que este seja o retrato do que se passa aqui. Mamed tinha emocionalmente uma estatura pequena e não conseguiu honrar os sentimentos de seu único e exclusivo amigo.

Este é um grande livro numa pequena aparência.  Tornou-se um de meus favoritos, e por isso recomendo a todos que gostam de pensar um pouco, de explorar a natureza humana, de se envolver num debate interno e julgar se o ato de Mamed é um gesto de amizade ou de traição.  Aqui esta a minha opinião.  Talvez você tenha uma opinião diversa.  Leia-o.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

4 05 2016

 

 

MANOEL Constantino (1899 - 1976) Garrafão e tacho sobre a mesa, o.s.m. - 60 x 73 cm. Ass. dat. 1952 e localizado RioGarrafão e tacho sobre a mesa, 1952

Manoel Constantino (Brasil, 1899-1976)

óleo sobre madeira, 60 x 73 cm





Imagem de leitura — Jules Laure

4 05 2016

 

 

Jules Laure (França, 1806-1861), A hora da leitura, óleo sobre tela, 55 x 46cmA hora da leitura

Jules Laure (França, 1806-1861)

óleo sobre tela, 55 x 46 cm





Mãe, poesia de Gonçalves Crespo

3 05 2016

 

J.U. CAMPOS (Jurandir Ubirajara Campos) (Brasil, 1903-1972)Maternidade - óleo sobre tela - 71 x 58 cm - ass. dat. 1959 inf. dir.Maternidade, 1959

Jurandir Ubirajara Campos (Brasil, 1903-1972)

óleo sobre tela, 71 x 58 cm

 

 

Mãe
A M. De Campos Carvalho

 

 

Gonçalves Crespo

 

 

 

Ela velava perto

Do filho, que dormia,

E cândida sorria

Ao lírio entreaberto.

 

Da lua um raio incerto

No quarto se perdia;

E a mãe olhava o Dia

E a Luz do seu deserto.

 

No berço flutuante

Moveu-se agora o infante

E acorda pranteando…

 

Não há quadro mais belo

Que a mãe, solto o cabelo,

O filho acalentando!

 

1869

 

Em: Obras Completas, Gonçalves Crespo, Livros de Portugal, s/d, Rio de Janeiro, p. 122.





Imagem de leitura — Jean-Pierre Alaux

2 05 2016

 

 

Jean-Pierre Alaux _surrealism (2)

Sem título

Jean-Pierre Alaux (França, 1925)





Nossas cidades: Morretes, PR

2 05 2016

 

 

guidoviaro_morretesGuido Viaro – Morretes. Vista do Marumbi, sem dataMorretes, vista do Marumbi, s/d

Guido Viaro (Itália/Brasil, 1897-1976)

óleo sobre tela





Palavras para lembrar: Romain Rolland

1 05 2016

 

 

Delamonica didierDidier Delamonica (França, 1950)

 

 

“Nunca lemos só um livro. Nós nos lemos através dos livros, seja para nos descobrirmos, seja para nos controlarmos.”

 

 

Romain Rolland





Domingo, um passeio no campo!

1 05 2016

 

Alfredo Volpi- Cena Rural produzido em meados da década 20, óleo sobre tela, medindo 50cmx71cm, assinado no canto inferior direitoCena rural, década de 1920

Alfredo Volpi (Itália/Brasil, 1896-1988)

óleo sobre tela, 50 x 71 cm