Imagem de leitura: Alfred Stevens

23 05 2025

A leitura, 1875

Alfred Stevens (Bélgica, 1923-1906)

óleo sobre madeira, 55 x 44 cm

 





O escuro, texto de Mia Couto

22 05 2025

Gato

Carlos Anesi (Argentina-Brasil, 1943-2010)

óleo sobre tela, 90 x 130 cm

 

 

“E os olhos do escuro se amarelaram. E se viram escorrer, enxofrinhas, duas lagriminhas amarelas em fundo preto.
O escuro ainda chorava:
– Sou feio. Não há quem goste de mim.
– Mentira, você é lindo. Tanto como os outros.
– Então porque não figuro nem no arco-íris?
– Você figura no meu arco-íris.
– Os meninos têm medo de mim. Todos têm medo do escuro.
– Os meninos não sabem que o escuro só existe é dentro de nós.
– Não entendo, Dona Gata.
– Dentro de cada um há o seu escuro. E nesse escuro só mora quem lá inventamos. Agora me entende?
– Não estou claro, Dona Gata.
– Não é você que mete medo. Somos nós que enchemos o escuro com nosso medos.”

Mia Couto, em O gato e o escuro; Cia das Letrinhas: 2008





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

21 05 2025

Natureza morta

Lucy Citti Ferreira (Brasil, 1911-2008)

óleo sobre tela,  33 x 41 cm

 

 

 

Natureza morta, 1970

Aldo Bonadei (Brasil, 1906-1974)

óleo sobre madeira, 33 x 42 cm





Nossas cidades: Niterói

20 05 2025

Barcos em Jurujuba, Niterói, 1993

José Benigno Ribeiro (Brasil, 1955)

óleo sobre tela, 55 x 80 cm





Do outono e do silêncio, poema de Álvaro Moreyra

19 05 2025

Vale do Sertig no outono, 1925

Ernst Ludwig Kirchner (Alemanha, 1880-1938)

óleo sobre tela, 136 x 200 cm

Kirchner Museum, Davos, Suíça

 

 

 

Do outono e do silêncio

 

Álvaro Moreyra

 

Ah! como eu sinto o Outono

nesses crepúsculos dispersos,

de solidão e de abandono…

nessas nuvens longínquas, agoureiras,

que têm a cor que um dia houve em meus versos

e nas tuas olheiras…

 

Tomba uma sombra roxa sobre a Terra…

A mesma nuança, em torno, tudo encerra

nuns tons fanados de ametista…

Paisagem morta, evocativa, doce…

como se o Ocaso fosse

um pintor simbolista…

 

Caem violetas…

 

Canta uma voz, distante…

 

E a luz vai a fugir, esfacelando

em trêmulas silhuetas

os troncos da alameda agonizante…

 

O Outono é uma elegia

que as folhas plangem, pelo vento, em bando…

E o Outono me endolora e anestesia

com a saudade remota do silêncio…

Silêncio vesperal das ressonâncias

esquecidas

que o Ângelus lento deixa sempre no ar…

Silêncio

irmão das covas, das ermidas…

incenso das distâncias…

onde a memória fica a ouvir perdidas

palavras que morreram sem falar…

 

E do silêncio em névoas esgarçado,

a cuja extrema sugestão me abrigo,

tu te evolas, dolente,

tal uma hora feliz de tempo alado

que às vezes brota de repente

de um velho aroma ou de acorde antigo…

                                                            

 

Em: Legenda da luz e da vida, Álvaro Moreyra, 1911

 

 





Paisagens brasileiras…

18 05 2025

Laranjal, 1986

Armando Romanelli (Brasil, 1945)

óleo sobre tela, 35 x 70 cm

 

 

 

Colheita de laranjas, 1978

Enrico Bianco (Itália-Brasil, 1918-2013)

óleo sobre placa de madeira industrializada, 38 x 48 cm





Sublinhando…

17 05 2025

A menina do papai

Karin Jurick (EUA, 1961-2021)

óleo sobre placa, 20 x 20 cm

 

“O tempo é um químico invisível, que dissolve, compõe, extrai e transforma todas as substâncias morais.”

 

Machado de Assis





Flores para um sábado perfeito!

17 05 2025

Flores, 1942

José Marques Campão (Brasil, 1892-1949)

óleo sobre tela, 58 x 39 cm

Vaso de flores

Helena P. S. Ohashi (Brasil, 1895-1966)

óleo sobre tela, 65 x 52 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

16 05 2025

Trecho do Morro de Santo Antônio, antes da demolição, 1920

Arthur Timótheo da Costa (Brasil, 1882-1922)

Óleo sobre tela – 35 x 52 – 1920





Minutos de sabedoria: Carlo Rovelli

14 05 2025

Autorretrato com Saturno, 2007

Marta Kiss (Hungria, 1974)

óleo sobre tela, 70 x 50 cm

 

 

“Uma origem da ciência talvez seja a poesia: saber enxergar além do visível.”

Carlo Rovelli, A ordem do tempo