Emily Shanks (Rússia/Inglaterra, 1857-1936)
óleo sobre tela, 79 x 105 cm
The State Tretyakov Gallery
Emily Shanks (Rússia/Inglaterra, 1857-1936)
óleo sobre tela, 79 x 105 cm
The State Tretyakov Gallery
Mercado de São Paulo com rio Tamanduateí
Aliberto Baroni (Brasil, 1907-1994)
óleo sobre placa, 23 x 35 cm
Scott Harding (EUA, 1965)
óleo sobre tela, 28 x 36 cm
Adam Smith (1723-1790)
Domingos Garcia y Vasquez (Espanha/Brasil, 1859-1912)
têmpera sobre papel, 17 x 22 cm
Malisa (Brasil, 1913-1992)
óleo sobre tela, 41 x 33 cm
Linda Valente (Brasil, 1982)
acrílica sobre tela, 200 x 150 cm
Dimitrie Berea (Romênia, 1908-1975)
óleo sobre tela, 63 x 53 cm
Henri Carrièrres (França, 1947, radicado no Brasil desde 1952)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Lucien Lévy-Dhurmer (França, 1865-1953)
Pastel, 59 x 29 cm
Musée d’Orsay
“O Silêncio.
Não, os silêncios.
Poderia escrever um breve ensaio sobre o silêncio. Ou antes, um catálogo de silêncios para a boa ilustração dos surdos.
1 – O silêncio que precede as emboscadas;
2 – O silêncio no instante do pênalti;
3 – O silêncio de uma marcha fúnebre;
4 – O silêncio de girassóis;
5 – O silêncio de Deus depois dos massacres;
6 – O silêncio de uma baleia agonizando na praia;
7 – O silêncio das manhãs de domingo numa pequena aldeia do interior do Alentejo;
8 – O silêncio da picareta que matou Trotsky;
9 – O silêncio da noiva antes do sim.
Etc.
Há silêncios plácidos e outros convulsos. Silêncios alegres e outros dramáticos. Há aqueles que cheiram a incenso, e os que tresandam a estrume. Há os que sabem intensamente a goiabas maduras; os que se guardam no bolso interior do casaco, juntamente à fotografia do filho morto; os que andam nus pelas ruas; os silêncios arrogantes e os que pedem esmola.”
Em: As mulheres do meu pai, de José Eduardo Agualusa, Rio de Janeiro, Língua Geral: 2012, p.82-3.
Jacques Chapiro (Belarússia, 1887-1972)
óleo sobre tela









