Imagem de leitura — Luigi Mussini

8 02 2017

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Torquato Tasso lendo um poema para Isabela D’Este

Luigi Mussini (Itália, 1813-1888)

óleo sobre tela

Galeria de Arte Moderna, Florença

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Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

8 02 2017

 

 

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Natureza Morta, maçãs

Modesto Brocos (Espanha/Brasil, 1852-1936)

óleo sobre tela, 28 x 38 cm





Imagem de leitura — Shane Sutton

6 02 2017

 

 

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New York Subway, 2009

Shane Sutton (Irlanda, contemporâneo)

Óleo sobre tela, 100 x 70 cm





Nossas cidades: Araçoiaba da Serra

6 02 2017

 

 

 

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Araçoiaba da Serra, 1995

Joel Firmino do Amaral (Brasil, 1951)

aquarela sobre papel, 14 x 24 m





Resenha: “O tribunal da quinta-feira” de Michel Laub

6 02 2017

 

 

 

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Mike no chuveiro do vestiário

Nathaniel Wyrick (EUA, contemporâneo)

acrílica e gloss sobre tela, 40 x 60 cm

Há pouco tempo durante a disputa à presidência dos Estados Unidos, uma gravação de um dos candidatos se gabando de conquistas amorosas em termos chulos vazou na rede social criando polêmica.  A raiz do problema era, em parte, o linguajar usado numa conversa particular, classificada pelo autor como “papo de homem, papo de vestiário”, onde a vanglória sexual e linguagem grosseira são socialmente permitidas. Semelhante problema se desenvolve na vida de José Victor personagem principal de O tribunal da quinta-feira.  Tendo trocado emails com seu melhor amigo Walter sobre fantasias e feitos sexuais, usando imagens e linguagem grosseiras,  ele se encontra mais tarde vitima do vazamento de seus textos. Sem dúvida, a perda de privacidade é um tema atual mas este livro aborda outros  assuntos controversos,  que servem de teste para a ética contemporânea.

Entre os assuntos abordados estão o roubo de informações particulares e a disseminação desses dados pelas redes sociais; assim como a obrigação ética de se revelar uma doença sexual transmissível, como a AIDS. Há outro aspecto ético não tão óbvio que permeia o texto: a escolha de certas expressões grosseiras seria de fato o retrato de um preconceito?  Ou pode ser escusado justamente por ser de uso comum em certos ambientes?  E pode ser usado em conversas privadas?  No momento, tendemos a crer na força da palavra falada ou escrita.  Há aqueles que defendem a mudança de palavras em canções folclóricas, como “Atirei o pau no gato” ou na supressão de certas marchinhas consideradas preconceituosas dos bailes de Carnaval, festa em que tradicionalmente burlam-se as regras sociais. O comportamento  ético e o politicamente correto estão em foco.

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Grande maestria foi necessária para atingir o nível de simplicidade quase jornalística do texto que à primeira vista parece sem arte.  Há também o excelente desenvolvimento do personagem principal, cujas obsessões e humor abrem a porta da simpatia para o leitor.  A linguagem e os pequenos capítulos dão a falsa impressão de um trabalho solto e inconsequente.  Mas a trama é desenvolvida com pontos bem fechados que sustentam o ritmo acelerado.  A prosa de Michel Laub, que conheço até agora só por esse livro, lembrou-me a do escritor americano Phillip Roth: clara, sem requintes literários tratando da desintegração da sociedade, da guerra entre os instintos carnais e os morais num contexto de grande contemporaneidade e explorando a obsessão do narrador consigo mesmo.

É, no entanto, justamente nesse ponto que o autor me decepciona, porque os problemas de José Victor, ainda que honestamente alcançados são produto de uma realidade tão imediata que o mero espaço entre a escrita do texto e sua publicação já mostra defasagem de hábitos. Hoje pouquíssimo de pessoal é comunicado através de emails. Senhas escritas, com a possibilidade de serem perdidas e encontradas em mãos alheias têm o gosto de passado, de já visto. Bastante explorado.  Esse é uma das dificuldades em se firmar uma história numa realidade que muda muito rapidamente.  Além disso, enraizar uma história com problemas tão corriqueiros e datáveis limita o escopo que a própria obra poderia ter adquirido.  Mas para que esse livro permaneça viável por mais de uma década, essas questões deveriam ter tido outro meio de serem apresentadas ao leitor.  A pergunta ética existe, mas está entrelaçada a uma trama com data de validade.

15289413Michel Laub

Fora essa observação, O tribunal da quinta-feira é um livro bom, de leitura rápida que nos faz pensar e questionar assuntos do cotidiano e nosso posicionamento ético a respeito deles.

 

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

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Imagem de leitura — Tala Madani

5 02 2017

 

 

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A lição, 2014

Tala Madani (Iran, 1981)

óleo sobre tela, 96 x 62 cm





Domingo, um passeio no campo!

5 02 2017

 

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Clóvis Péscio (Brasil, 1951)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm

 





Praça Tahrir, texto de Alexandra Lucas Coelho

5 02 2017

 

 

11126Grafite próximo à Praça Tahrir no Cairo, autoria desconhecida.

 

 

 

“A praça Tahrir é a grande rotunda do Cairo, uma rosa dos ventos onde em dias de trânsito normal os carros se cruzam entre ocidente e oriente, norte e sul.

Na ponta norte, o Museu Egípcio, atração de turistas que talvez esqueçam o nome do enigmático Akhenaton mas não esquecerão o tesouro do seu filho Tutankhamon. Na ponta sul, os vinte andares e corredores do Mugamma, colosso temível da burocracia egípcia. Para oriente, a Universidade Americana do Cairo, que há décadas forma as elites locais. E, mais para oriente, a Sharia Tahrir ou a Talaat Harb, ruas de belas fachadas art déco impregnadas de fuligem, com cafés onde os homens se sentam a fumar narguilé.

Aqui vinha todas as manhãs Naguid Mahfouz, o mais reconhecidoo romancista árabe, Prêmio Nobel em 1988. No café Ali Baba lia os jornais e recebia quem aparecesse, com quem abre a porta de casa. E foi por aqui que Gabal Abdel Nasser planejou a sua revolução republicana de 1952.

Centrípeta e pulsante a praça Tahrir é o destinoo natural de uma revolução.”

 

 

Em: Tahrir: os dias da revolução no Egito, Alexandra Lucas Coelho, Rio de Janeiro, Língua Geral:2011, páginas 15-6.

 

 

 

 

 

 





Flores para um sábado perfeito!

4 02 2017

 

 

 

 

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Flores com fundo alaranjado

Inos Corradin (Itália, 1929, radicado no Brasil)

óleo sobre tela, 80 x 60 cm





Rio de Janeiro, minha cidade natal!

3 02 2017

 

 

 

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Paisagem do Rio de Janeiro, 1991

Lia Mittarakis (Brasil, 1934-1988)

óleo sobre tela, 80 x 100 cm