“Meus avós portugueses”, soneto de Augusto Frederico Schmidt

27 10 2022

Leitor, 1986

Gregório Gruber (Brasil, 1957)

aquarela e pastel, 70 x 100 cm

 

 

Meus avós portugueses

 

Augusto Frederico Schmidt

 

Meus avós portugueses no meu sangue

Estão falando há muito, e é assim somente

Que, por vezes, as vozes dos outros sangues

Não se fazem ouvir e não comandam.

 

Meus avó portugueses são teimosos

E procuram vencer-me transformando

Essas  minhas volúpias de erradio,

De vagamundo, em nobres sentimentos.

 

Querem-me esses avós, do Minho e Douro,

Um ser capaz de amar a terra à antiga,

E nesse amor construir toda uma vida;

 

Querem-me um crente em Deus e um fiel exemplo

De constância no amor: e, é certo, às vezes,

Isso acontece, mas somente às vezes.

 

Em: Eu te direi as grandes palavras – seleção poética, Augusto Frederico Schmidt, Rio de Janeiro, José Aguilar:1975, p. 76-77





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

26 10 2022

Porcelana, flores e pêssegos, 1937

Louise Visconti (França, 1882-Brasil, 1954)

aquarela sobre papel, 32 x 47 cm





Minutos de sabedoria: Jonathan Swift

25 10 2022

Kayhan lendo The New York Times, 2017

[Resistência começa em casa]

Aliza Nisenbaum (México, 1977)

óleo sobre tela, 195 x 160 cm

“Ninguém deve se envergonhar por descobrir ter estado errado a vida inteira; isso significa que a pessoa está mais madura e mais inteligente hoje do que ontem.”

Jonathan Swift

 
Jonathan Swift (1667-1745)




Curiosidade Literária

24 10 2022

Best Seller

Karn Dupree (EUA, contemporânea)

gravura

Eça de Queiroz passou a vida obcecado em se manter magro, muito magro. Tinha horror à gordura corporal.  Mas gostava e apreciava belas e suntuosas refeições.  De fato, a descrição de vastos repastos está presente em grande número de suas obras.  Acreditava que é pela comida que se descobre as características  de um povo.  Comia e bebia muito bem, mas, ao término de refeição substancial, saía para andar por horas e horas e cobrindo quilômetros para contrabalançar o que tinha ingerido.  Morreu jovem, aos cinquenta e cinco anos de câncer do estômago.





Imagem de leitura — Shena Ajuelos

24 10 2022

Livro da paixão, 2021

Shena Ajuelos (França, 1951)

óleo sobre tela, 73 x 60 cm





Em casa: Gallo Manuela

23 10 2022

Bom dia

Gallo Manuela (Itália, contemporânea)

Acrílica sobre tela, 80 x 80 cm





Flores para um sábado perfeito!

22 10 2022

Duas folhas de begônia, 2019

Yara Tupinambá (Brasil, 1932)

[Yara Tupynambá]

acrílica sobre tela, 32 x 42 cm





Rio de Janeiro, RJ, Brasil

21 10 2022

Dois Irmãos e Pedra da Gávea, vistos da Lagoa Rodrigo de Freitas, 1929

Vicente Leite (Brasil, 1900-1941)

óleo





Preparando o texto, Umberto Eco

20 10 2022

Banca de livros usados, 2010

Ciro d’Alessio (Itália, 1977)

óleo sobre tela

 

 

 

“O que eu faço nos anos de gestação literária? Reúno documentos; visito lugares e traço mapas; tomo nota da planta de prédios, ou talvez de um navio, como no caso de A ilha do dia anterior; e faço esboço dos rostos dos personagens. Para O nome da rosa, fiz retratos de todos os monges sobre os quais escrevia. Passo  esses anos preparatórios numa espécie de castelo encantado — ou, se preferirem, num estado de recolhimento artístico. Ninguém sabe o que estou fazendo, nem os membros da minha família. Dou a impressão de estar fazendo muitas coisas diferentes, mas estou sempre focado em capturar ideias,imagens e palavras para minha história. Escrevendo sobre a Idade Média, se vejo um carro passando na rua e fico talvez impressionado com sua cor, registro a experiência no meu caderno de anotações ou simplesmente na mente, e essa cor, mais tarde, desempenhará  um papel na descrição, por exemplo, de uma miniatura.”

 

Em: Confissões de um jovem romancista, Umberto Eco, tradução de Clóvis Marques, Rio de Janeiro, Record: 2018, p. 14





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

19 10 2022

Natureza morta com batatas, 1975

Glênio Bianchetti (Brasil, 1928-2014)

acrílica sobre tela, 54 x 40 cm