Um jogo de cartas
Victor Marais-Milton (França, 1872-1944)
óleo sobre tela, 36 x 27 cm
Jovem lendo
Pietro Scoppetta (Itália,1863-1920)
óleo sobre tela , 75 x 38 cm
Não conhecia Júlia Cortines. Fiquei encantada. Sou leitora assídua de poesia brasileira e de outros países em língua portuguesa. Júlia Cortines me surpreendeu. Tive vontade de decorar todos os seus sonetos! De grande sensibilidade. Vale a pena conhecer. Li e baixei da internet. A introdução de Lucio Miranda também vale a pena ler.
Tive vontade de ter escrito alguns de seus poemas, ainda que usem de palavras mais século XIX do que usamos hoje. Suas poesias sobre a natureza e sobre o amor perdido, valem a leitura e se quisermos até mesmo uma olhadinha no dicionário, ainda que não seja essencial.
Livro: Versos e Vibrações, (1894) Júlia Cortines, com prólogo de Lucio de Mendonça, Academia Brasileira de Letras, Rio de Janeiro, 2010
Vaso de Flores
Clóvis Graciano (Brasil, 1907-1988)
técnica mista sobre cartão colado sobre placa, 30 x 20 cm
Flores, 1977
Durval Pereira (Brasil, 1917-1984)
óleo sobre tela, 60×50 cm
Mosteiro de São Bento,1961
Yvonne Visconti Cavalleiro (França-Brasil, 1901-1965)
óleo sobre eucatex, 42 x 33 cm
Há alguns anos sigo essa jazz band com sua música maravilhosa. São da cidade de São Paulo. Vêm ao Rio de Janeiro uma ou duas vezes por ano. Vale a pena segui-los no Instagram para saber de seus espetáculos por aqui. Já os vi em um teatro no Shopping da Gávea, no Teatro da Manchete, e agora no Teatro Tom Jobim. Merecem o nosso apoio. Vozes maravilhosas, e músicos também. FOUR PLUS ONE BAND. Este foi o Show das Divas.
Jovem lendo com suéter roxa
Rick Beerhorst (EUA, 1960)
óleo sobre tela, 76 x 76 cm
“Meu pai era um oficial da Marinha cheio de restrições com respeito à nossa criação, mas a pior delas era o fato de que não podíamos sair do perímetro de nossa casa. Até para irmos à varanda tínhamos que ter permissão e supervisão. Passeios de escola, nem pensar! Viagens para nós eram, simplesmente, algo impensável.
A saída que encontramos foi a nossa imaginação, com ela íamos a todos os lugares. Uma árvore era uma nave espacial, na qual visitávamos outras galáxias; com um giz desenhávamos circuitos no chão de terra do nosso quintal, que nos levavam a outros mundos; com cadernos e lápis construíamos escolas e, se olhássemos bem dentro de uma bolinha de gude, podíamos ver universos repletos de vias lácteas. Nos dias de chuva, construíamos labirintos com as almofadas ou imaginávamos teatros de terror, que no final nos davam tanto medo, que a brincadeira logo acabava. Nosso mundo era cheio de mundos, um dentro do outro como aquela bonequinha russa. E tínhamos também outra chave mágica: os livros.”
Em: Aventuras e Desventuras de Benjamin James, Nancy de Souza, Campo Grande, MS, Editorial Eirele: 2019, p.103

Frutas, 1982
Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)
óleo sobre tela, 120 x 300 cm
Natureza morta I, 2006
Iza Costa (Brasil, 1942)
óleo sobre tela, 160 x 65 cm
Festa de São João, 1967
Adelson do Prado (Brasil, 1944 – 2013)
óleo sobre tela, 100 X 73 cm
Manoel Bandeira
Quando ontem adormeci
Na noite de São João
Havia alegria e rumor
Estrondos de bombas luzes de Bengala
Vozes, cantigas e risos
Ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
Não ouvi mais vozes nem risos
Apenas balões
Passavam, errantes
Silenciosamente
Apenas de vez em quando
O ruído de um bonde
Cortava o silêncio
Como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
Dançavam
Cantavam
E riam
Ao pé das fogueiras acesas?
— Estavam todos dormindo
Estavam todos deitados
Dormindo
Profundamente.
Quando eu tinha seis anos
Não pude ver o fim da festa de São João
Porque adormeci
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
Minha avó
Meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia
Rosa
Onde estão todos eles?
— Estão todos dormindo
Estão todos deitados
Dormindo
Profundamente.