Tarde de domingo, 1919
Marie-François Firmin-Gerard (França, 1838-1921)
óleo sobre tela, 25 x 33 cm
“Quão rapidamente flui a corrente de janeiro a dezembro! Somos levados de roldão pela torrente das coisas que se tornaram tão familiares que não projetam nenhuma sombra.”
As ondas
Paisagem, 1975
Yuji Tamaki (Brasil, 1916-1979)
óleo sobre tela, 19 x 27 cm
Serra de Angra dos Reis
Alexandre Reider (Brasil, 1973)
óleo sobre tela
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar… as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
Alguma Poesia
A criança e seus brinquedos: Gabrielle e Jean, filho do artista, antes de 1910
Pierre-Auguste Renoir (França, 1841-1919)
óleo sobre tela
Trata-se de uma cena em que Gabrielle Renard babá dos filhos de Renoir, e que também serviu de modelo para Renoir, entretém Jean (filho do pintor, que mais tarde se tornou um conhecido diretor de cinema) com brinquedos em cima da mesa: três carneirinhos, um grande galo e uma boneca com roupas camponesas. A criança está claramente se divertindo com a brincadeira.
A tela estava fora do olhos do público desde pintada. Pois veio a leilão em Paris, em perfeitas condições, e foi vendida pela bagatela – considerando-se a obra de Renoir — de €1.45 milhão ($1.68 milhões de dólares) + a percentagem da casa de leilões, ficou em €1.8 milhão ($2 milhões de dólares), ou R$ 10.689.200,00, sinceramente melhor do que um condomínio em Miami, se quiserem saber minha opinião. Mas há gosto para tudo! Um colecionador internacional, que permanece anônimo, a comprou.
Mas quem disse que é uma barganha? Ah, essa é fácil de responder: A obra de Renoir mais cara, vendida em leilão, alcançou os $78.100.000 {setenta e oito milhões e cem mil dólares]. Essa marca foi atingida pela obra Au Moulin de la Galette (1876), em Nova York leiloada pela Sotheby’s em 1990. E mais recentemente a tela Berthe Morisot e sua filha Julie Manet (1894) vendeu por $24.500.000 [vinte quatro milhões e quinhentos mil dólares]. Essa venda aconteceu em 2022, na casa de leilões Christie’s de Nova York.
A cena foi pintada por Renoir, algumas vezes. Essa tela foi dada de presente à pintora Jeanne Baudot, única aluna de Renoir e uma amiga próxima, por volta de 1895. Jeanne era madrinha do menino Jean. A pintora guardou o quadro e seu filho adotivo Jean Griot o herdou e manteve o quadro em seu quarto até morrer, falecendo em 2011.
O museu de l’Orangerie possui um estudo desse quadro em sua coleção. Griot também possuía outra versão dessa cena que vendeu para a National Gallery em Washington DC em 1985.

Bananas Verdes, 1973
Aldemir Martins (Brasil, 1922-2005)
acrílica sobre tela, 60 x 80 cm
Bananas, 1970
Antonio Henrique Amaral (Brasil, 1935-2015)
óleo sobre placa, 23x 64 cm