Cidade de Irahy, 1931
Francis Pelichek (República Checa-Brasil, 1896- 1937)
óleo sobre eucatex, 37 x 47 cm
Cidade de Irahy, 1931
Francis Pelichek (República Checa-Brasil, 1896- 1937)
óleo sobre eucatex, 37 x 47 cm
Passeio no parque, c. 1950
Anthony Hedges (Inglaterra, ? -2016)
óleo sobre tela, 30 x 41 cm
“Era a típica paisagem universitária durante o intervalo do almoço. E, no entanto, ao observar aquela cena familiar, dei-me conta de uma coisa. Todas as pessoas, cada uma à sua maneira, pareciam felizes. Não saberia dizer se estavam realmente felizes da vida ou se não passava de uma encenação. Em todo o caso, naquele agradável início de tarde em finais de setembro, toda a gente parecia satisfeita, e isso fez com que me sentisse ainda mais solitário. Como se fosse eu o único a destoar na paisagem.”
Haruki Murakami, Norwegian Wood
Encontro, 1985
Franz Weissmann (Áustria, 1911- 2005)
aço pintado, 4,5 x 4,0 x 2,0 m
Pátio da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro
Muita gente me pergunta a razão de eu não postar mais dos meus próprios poemas ou ler no Instagram, onde leio uma poesia por dia (@escritora.ladycewest). Sou uma escritora vagarosa nas poesias. Não que eu seja particularmente preciosista, ou não admita mudanças, mas não sou de chegar ao computador e colocar um poema por dia. Mesmo os pequeninos levam algum tempo. Talvez seja a inexperiência.
Mas há outro impasse: quando sou chamada para participar de uma antologia, quando me pedem uma contribuição; quando acho que um escrito merece entrar num concurso, todos os organizadores pedem que o trabalho seja inédito. Inédito infelizmente quer dizer que não tenha aparecido em qualquer mídia antes. E a maioria considera a publicação em blog, principalmente um blog como este que tem visibilidade, muitos visitantes. Logo, logo, uma pesquisa na internet e poema, conto, crônica com o meu nome aparece,(também meu nome é fácil de achar), então é considerada obra já publicada, eliminando a possibilidade de colocá-la em outros canais. Este ano já participei de 2 antologias e ano passado de outras duas com contos e poesias.
Mas devo lançar meu próximo livro de poemas em 2026. Então, aos poucos irei colocando um ou outro poema por aqui. Aí a explicação. Boa noite.
Casal comendo próximo à janela,1655
Frans van Mieris, o Velho (Holanda, 1635-1681)
óleo sobre madeira, 36 x 31 cm
UFFIZI, Florença
Ladyce West
Contrariando a física
o tempo parou,
sugado por falha geológica
no descontínuo rolar das horas.
Lacuna espelhada na rua deserta
no som suspenso dos carros parados
no intervalo forçado de planos, projetos
breque em desejos, ambições e caprichos.
O inimigo invisível por todo lado.
Sombra ou sol, chuva ou névoa,
no ar respirado na cidade, ele impera.
Parou o mundo. Em casa
à janela, abraçados, teimamos
na extravagância do viver.
(Junho, 2020)
Paisagem, 1916
Arthur Timótheo da Costa
óleo sobre madeira, 34 x 50 cm
Paisagem
Francisco Brilhante (Brasil, 1901 – 1987)
óleo sobre tela, 26 x 34 cm
Camponesa com tomando café em casa, 1909
Albert Anker (Suíça, 1831-1910)
Aquarela sobre papel, 34 x 25 cm
Vaso com flores, 1987
Ildeci Bonfá (Brasil, 1960)
óleo sobre tela, 50×40 cm
Vaso com flores, 1949
A. Correia (Brasil, ativo primeira metade século XX)
óleo sobre tela, 55 x 66 cm
Abraço, 1995
[escultura comemorativa da Amizade entre o Brasil e o Japão]
Manabu Mabe (Japão-Brasil, 1924-1997)
Granito rosa, 2 m de altura
Praça do Japão, Curitiba, Paraná
“A escultura é composta de dois círculos representando as bandeiras dos países amigos de longa data. Abaixo, o mar que divide as regiões. No outro lado, a vogal I simboliza a inovação que perpassa a relação entre ambos.”