Vizinhos
William Henry Bartlett (GB, 1809 – 1854)
óleo sobre tela, 99 x 129 cm
Aristóteles e seu aluno Alexandre
Carta de Alexandre, o Grande, a Aristóteles, o filósofo e o aluno
Alexandre para Aristóteles, saudações.
Você não deveria ter publicado suas aulas, como fez, pois como vou superar outros homens se as doutrinas em que fui treinado se tornam públicas para todos? No entanto, eu prefiro me distinguir pelos meus conhecimentos do que pelos meus feitos.
[tradução minha]
Em: Private Letters Pagan and Christian: an Anthology of Greek and Roman Private Letters from the Fifth Century before Christ to the Fifth Century of Our Era, selected by Dorothy Brooke, New York, E. P. Dutton & Co., Inc: 1930, p. 37
Paquetá, 1928
Emiliano di Cavalcanti (Brasil, 1897 – 1976)
óleo sobre cartão
Coleção Domingos Giobbi
Clarence Barker, 1885
Anders Zorn (Suécia, 1860 – 1920)
aquarela sobre papel
Tarde de domingo, 2014
Jesser Valzacchi (Brasil, 1983)
óleo sobre tela, 90 x 70 cm
Luís de Camões
Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só em vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.
Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los,
Donde já não me fica mais de resto.
Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.
Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.
Retrato de Merry
Robin Freedenfeld (EUA, contemporânea)
óleo sobre tela, 66 x 81 cm
“Antigamente, as mulheres pelo menos eram poupadas das cotoveladas e dos empurrões que aconteciam sempre que um ônibus aparecia no ponto como se fosse uma fera mitológica. Mas, na Bombaim de hoje, é cada um por si, e os delicados, os fracos, os mais novos e os mais velhos, entram nos ônibus superlotados por sua própria conta e risco. Bhima se sentiu como se mal conhecesse a cidade agora — algo de confuso, perverso e cruel se desencadeou dentro dela. Via os sinais dessa nova perversidade em todo lugar. As crianças das favelas amarravam bombinhas nos rabos dos vira-latas e depois riam e batiam palmas ao ver o pobre animal correndo em círculos , enlouquecido de medo. Universitários ricos ficavam loucos de raiva se um pivete de rua de cinco anos sujasse a janela de seus BMWs e de seus Hondas faiscantes. Todos os dias, Serabai lia o jornal e lhe contava a última desgraça — um representante de um sindicato morto a pauladas por ter ousado exortar os operários da fábrica a organizar um movimento reivindicando um aumento de duas rúpias; o filho de um político absolvido depois de atropelar três crianças faveladas a caminho de uma festa; um casal de idosos parses assassinado na cama por uma empregada que trabalhou para eles durante quarenta anos; jovens nacionalistas hindus escrevendo com seu próprio sangue notas de congratulações para celebrar o teste bem-sucedido de uma nova arma nuclear. A cidade parecia ter enlouquecido de ganância e fome, de poder e impotência, de riqueza e pobreza.
Bhima podia sentir a maldade correndo como lodo em suas veias enquanto esperava o ônibus. Quando a fera vermelha aparecia em meio a uma nuvem de fumaça, sentia seu coração disparar enquanto observava os outros passageiros, na tentativa de avaliar quem parecia mais fraco e vulnerável, e que, portanto, podia ser empurrado a cotoveladas para fora do seu caminho. Assim que o ônibus parava, a fila se desintegrava e se transformava numa multidão amorfa. Outras pessoas chegavam correndo de todas as direções, tentando entrar no ônibus, antes mesmo de ele parar. Uma vez, um idoso com um pé no degrau e o outro ainda na calçada foi arrastado durante meio quarteirão até que os gritos de outros passageiros fizeram com que o motorista parasse. Bhima notou que as pernas do homem estavam tremendo tanto que seria impossível para ele embarcar. O motorista o olhou com impaciência, do alto do seu poleiro imperial.
— Vai entrar ou não vai? — perguntou, mas o pobre homem ficou parado ali, ofegante.
O motorista estalou a língua e tocou o sinal novamente. O ônibus partiu, deixando o passageiro no meio da rua, despejado como um pacote sem destinatário.”
Em: A distância entre nós, Thrity Umrigar, tradução de Paulo Andrade Lemos, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 2006, pp 97-99.
Cajus na Cesta,1889
Estevão Silva (Brasil, 1841-1891)
óleo sobre tela, 54 x 65 cm
Esconde-esconde, 1909
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 24 x 32 cm
Hora do recreio, s.d.
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
aquarela sobre papel
Gatinhos brincando, 1898
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre tela, 91 x 73 cm
Orgulho de mãe, 1901
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
Gato jogador, c. 1878
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 32 x 45 cm
Rijksmuseum, Amsterdã
Os músicos
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
aquarela
Gatinhos brincalhões
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
aquarela sobre papel
A lição de piano, 1897
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 33 x 44 cm
Teylers Museum, Haarlem, Holanda
Mamãe gata e seu filhote, ao lado de relógio, 1897
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre tela, 90 x 72 cm
Dois gatinhos, uma cesta e um molho de chaves
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 24 x 32 cm
Filhotes brincando
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre papel colado em madeira, 46 x 65 cm
A caixa de charutos
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 33 x 45 cm
Dois gatinhos e uma xícara de chá, 1905
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 24 x 32 cm
Uma mãe com seus filhotes observada por um terrier
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 33 x 44 cm
Um gatinho e uma mosca, 1893
Henriette Ronner-Knip (Holanda, 1821 -1909)
óleo sobre madeira, 16 x 27 cm
Jovem à janela, 1930
Suzanne Valadon (França, 1865-1938)
Praia da Boa Viagem, Niterói, 1884
Hipólito Caron (Brasil, 1862-1892)
– Óleo sobre tela – 50x 75