Rio de Janeiro, uma joia tropical

23 04 2021

Morro Dois Irmãos

Petrus Verdié (França – Brasil,1875 -1951)

óleo sobre tela, 92 x 64 cm





Rio de Janeio, uma joia tropical

16 04 2021

Pedra da Gávea ao fundo com a subida da Avenida Niemeyer à direita, 1944

Araújo Lima ( Brasil, 1863-1958)

óleo sobre tela, 42  x 31 cm





Nossas cidades: São Paulo

13 04 2021

Parque do Ibirapuera,1991

Mary Yamanaka (Brasil, contemporânea)

óleo sobre tela, 33 x 46cm





Rio de Janeiro, uma joia tropical

9 04 2021

Paquetá, 1950

Emiliano di Cavalcanti (Brasil, 1897 – 1976)

óleo sobre tela, 46 x 65 cm





Em casa: Paul Gehrmann

4 04 2021

Interior com raios de sol, c. 1910

Paul Gehrmann (Alemanha, 1861-1923)

óleo sobre tela, colada em madeira, 44 x 37 cm

 





Flores para um sábado perfeito!

3 04 2021

O jarro azul

Jorge Vieira (Brasil, 1952)

Óleo sobre tela, 50 x 50 cm





Rio de Janeiro: uma joia tropical

2 04 2021

Sapucaeiras em flor no Antigo Jardim Zoológico, 1951

Gérson [de Azeredo] Coutinho (Brasil, 1900-1967)

óleo sobre madeira, 25 x 33 cm

 





Nossas cidades: Blumenau, SC

30 03 2021

Paisagem pluvial em Blumenal, SC

C. Attilio (Itália, ativo no Brasil)

óleo sobre tela, 60 x 110 cm





Despedida, poesia de Maria Braga Horta

11 01 2021

À luz de lampião, 1890

Harriet Backler (Noruega 1845-1932)

óleo sobre tela, 55 x 66 cm

 

Despedida

 

Maria Braga Horta

 

Não levarei comigo nada meu

nem de ninguém.

Devolvo a todos o quinhão da vida

que viveram comigo e por mim

e os liberto

do ritual das flores no jazigo

que nada mais (depois) contém

que os vestígios de um corpo

que em verdade jamais me pertenceu.

 

 

Simples sombra (invisível) chegarei

diante do espelho

em que foi o meu tempo refletido

e inserido em gradações de forma e cores.

 

 

Do que era teu em mim –

separados os lados –

sepultarás o morto.

 

 

O vivo ficará perdido

nos teus olhos

procurando o infinito.

 

Em: Caminho de Estrelas, Maria Braga Horta, São Paulo,  Massao Ohno Editor: 1996, p. 122





Recordações carnavalescas, Marques Rebêlo

15 12 2020

 

 

 

cartaz_NJ_0416Carnaval

Nelson Jungbluth (Brasil, 1921 – 2008)

acrílica sobre tela

 

“1914. A grande ambição carnavalesca era usar lança-perfume. Havia tubos para crianças, finos como dedos. Bisnagava-se até cachorro!

Na terça-feira gorda, o chão da Avenida tinha um palmo de confetes, os préstitos eram o delírio do ouropel — clarins, marchas triunfais, fogos-de-bengala, caracolantes ginetes abrindo os cortejos — gato, baeta, carapicu! — bamboleantes sóis, planetas, constelações, Vulcano, Júpiter, Netuno, mitológicos deuses paralisados em gestos de sarrafo e papelão, giratórias esferas rutilantes que se abriam em gomos para desvendar, por instantes deslumbrados, deidades semi-nuas, atirando beijos, para a multidão comprimida, com a ponta dos dedos inatingíveis.

Saímos de tardinha, providos de farnel — sanduíches, pastéis, coxinhas de galinha  — levávamos horas no bonde se arrastando aos arrancos, íamos postar-nos numa esquina propícia, sobre caixotes, para esperar o desfile de proverbial atraso.

Mas se a chama foliona se extinguia na cidade, entre missas, sinos e beatas, na manhã de quarta-feira, prolongava-se em nossa casa por muitos dias além com restos de serpentinas pendentes dos gradis, saldos de confetes tapizando sala de jantar, trono, capitel, concha ou nenúfar, donde Madalena reclinada, soberana, envolta em rotos filós de antigos cortinados, com as faces tingidas por carmim, os cabelos coroados por um desperdício de fitas, atirava em gestos longos cachoeiras de beijos para uma suposta multitude de súditos e adoradores. E a mim, dormido ou acordado, me perseguia incessante, priapística, a luxuriosa visão daquelas deidades apoteóticas, floração de um horto inacessível, habitantes olímpicas, deusas! deusas! pois como poder entrosá-las na fauna feminil que eu conhecia, mesmo a esterlina mulher de doutor Vítor, que era estrangeira e fumava?”

 

Em: O trapicheiro, Marques Rebelo, 1º volume de O Espelho Partido, São Paulo, Martins: 1959, 1ª edição, numerada,  pp. 217-218