Da janela vê-se o Corcovado…

2 01 2026

Rio de Janeiro, baia da Guanabara, 1939

Antônio Cassiano Meirelles (Recife, 1919-?)

óleo sobre tela, 31 x 20 cm.





Imagem de leitura: Mihály Munkácsy

2 01 2026

Interior parisiense, 1877

Mihály Munkácsy (Hungria, 1844-1900)

óleo 





A infância de Charles Bovary, trecho

2 01 2026

A vaca que escapou, 1885

Julien Dupré (França, 1851-1910)

óleo sobre tela, 100 x 139 cm 

Museu D’Orsay, Paris

 

 

 

“…e a criança vagabundeava pela aldeia. Ele acompanhava os lavradores e espantava, atirando torrões, os corvos que alçavam voo. Comia amoras ao longo das valetas, guardava os perus com uma vara, revolvia o feno na ceifa, corria pelos bosques, jogava amarelinha no pórtico da igreja nos dias de chuva e, nas grandes festas, suplicava ao sacristão que lhe deixasse bater os sinos, para se dependurar com todo o corpo à grande corda e sentir-se levar por ela no balanço.

Assim, ele cresceu como um carvalho.”

 

Em: Madame Bovary, Gustave Flaubert, Tradução de Mário Laranjeira: Penguin Classicos





Primeira leitura completa de 2026

1 01 2026

Tenho muitas leituras em meio de caminho, livros que estou lendo simultaneamente. Mas esse comecei hoje de manhã. Não é grande vantagem que um livro de 94 páginas tenha sido lido em um dia. Mas eu o recebi quando cheguei em casa de Rio das Ostras e hoje abri para ver exatamente o que era. Não resisti. Li inteirinho.

Gosto de Somerset Maugham, um autor que conheci lendo Servidão Humana, livro um pouco maduro para os meus primeiros anos na adolescência quando estava febril para ler os grandes autores. Era um volume emprestado da Biblioteca da Gávea, que eu frequentava assiduamente desde criança.

Os livros e você: clássicos da literatura que podem ampliar a sua visão de mundo, é um grupo de três ensaios que Maugham escreveu para a revista americana Saturday Evening Post. Eles foram coletados e publicado na Inglaterra em 1940. Essa tradução é a primeira no Brasil, feita por Pablo Guimarães, publicada em Piraquara, Editora Vimara: 2024.

Fim de ano, para quem lê, é sempre recheado de listas de livros que ainda não lemos, que queremos ler. E esse livro me pareceu perfeito para que eu selecionasse algo que escapasse dos batidos e lidos russos, e clássicos mais modernos. Sendo um escritor inglês a maioria dos livros mencionados como sugestão para leitura são ingleses. Mas há também russos, franceses e até alemães.

A parte mais charmosa do livro são os comentários que Maugham faz, alguns bastante cortantes, sobre obras constantemente citadas como imperdíveis. Mais que isso, no entanto, é sua postura que, para o leitor comum, livros devem ser sempre agradáveis de ler. Se não o forem, deixe de lado.

Consegui deliciosas citações sobre leituras, que eventualmente, aos poucos colocarei aqui no blog, como costumo fazer. Somerset Maugham faleceu em 1965. Suas sugestões não incluem os escritores mais recentes, nem mesmo muitos dos que já eram conhecidos na primeira metade do século XX. Listas sempre refletem o leitor que as fez. A leitura desse livro foi uma conversa com um dos mais interessantes autores ingleses da primeira metade do século passado.

 

NOTA: este blog não está associado a qualquer editora ou livraria, não recebe livros nem qualquer incentivo para a promoção de livros.

PS: Sim, anotei alguns nomes. E estarei procurando por suas obras.





Feliz 2026!

1 01 2026

Japan House, São Paulo, SP.  Foto: Ladyce West

 

Estou de volta.  Não, não me mudei para São Paulo, apesar dela ser uma das minhas cidades favoritas no mundo!  Está atrás de Londres, é verdade, mas é muito boa! 

Dadas as frustrações com obras aqui em casa, ainda não acabadas, resolvi chutar o balde e fui para Rio das Ostras na costa fluminense, passar alguns dias, repensar a vida, o blog, a escrita, a poesia, tudo.  Tive tempo para pensar.  Fora a pele queimada, mesmo na sombra e com protetor solar, que não estava planejada, tudo foi excelente.  Depois de 17 anos completos de blog, este foi o primeiro longo período sem postagens.  Eu me devia. Pelo menos corpo e alma pensam assim.

É claro que desejo a todos vocês sábias decisões para o ano que se inicia.  Que seus sonhos e decisões sejam compatíveis com a realidade, para que no próximo dezembro a lista de realizações, ou conquistas, seja bem maior do que os projetos abandonados ao longo do ano.

Agradeço também aos inúmeros seguidores que me desejaram um Feliz Ano Novo, às centenas de pessoas que comentaram nesse dezembro sobre postagens antigas, e sobretudo aos milhares de assinantes e visitantes desse nosso cantinho de arte, literatura e outras coisas mais.

 

Feliz 2026!





Eu, pintor: Alberto Valença

15 12 2025

Autorretrato como se em 1922, 1942

Alberto Valença (Brasil, 1890-1983)

óleo sobre tela, 48 x 40 cm





Flores para um sábado perfeito!

13 12 2025

Bico de papagaio, (Flores)

Colette Pujol (Brasil, 1913-1999)

óleo sobre tela, 48 x 63 cm

Asa de Arara,1950

Leopoldo Gotuzzo (Brasil, 1887 – 1983).

óleo sobre tela, 61 X 110 cm





Vento do mar e o sol no meu rosto a queimar…

12 12 2025

Janela dos Dois Irmãos, 1997

Jorge Eduardo Alves de Souza (Brasil, 1936)

óleo sobre chapa de madeira industrializada,104 x 135 cm





Lucian Freud: sua maneira de ver a arte

11 12 2025

Retrato de senhora, 1950

[Retrato de Lady Elizabeth Cavendish]

Lucian Freud (Alemanha-Inglaterra, 1922-2011)

óleo sobre tela, 15 x 20 cm

Coleção Particular

 

 

“Um pintor deve pensar, de tudo o que vê, como estando lá inteiramente para seu uso e prazer. O artista que serve à natureza não passa de um artista executivo. E, uma vez que o modelo que ele copia tão fielmente não será pendurado ao lado do quadro, já que o quadro estará ali sozinho, não importa nem um pouco se ele é uma cópia acurada do modelo. Se ele vai convencer ou não, depende inteiramente do que ele é em si mesmo, do que está lá para ser visto. O modelo deve apenas servir à função particular de fornecer ao pintor o ponto de partida para seu estímulo.”

 

Em: A Arte da Rivalidade, Sebastian Smee





Imagem de leitura: Yvan Favre

11 12 2025

A leitora

Yvan Favre (França, 1970)

óleo sobre tela, 60 x 80 cm