Paço Imperial, visto do Palácio Tiradentes com torre Velha Catedral, 1978
João de Jesus (Portugal-Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm
Paço Imperial, visto do Palácio Tiradentes com torre Velha Catedral, 1978
João de Jesus (Portugal-Brasil, 1943)
óleo sobre tela, 55 x 46 cm
Mangas e damascos, 2023
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 121 x 121 cm
Meus alunos sabem que observar Naturezas Mortas do mesmo pintor, é uma boa maneira de entender o desenvolvimento de sua arte. Qualquer outro assunto a que esse artista possa se dedicar não especifica tanto os caminhos tomados. E quase todos os pintores se dedicam ao tema. Primeiro, porque quem teve um mínimo de aulas de pintura ou desenho dedicou-se à Natureza Morta, de frutos, legumes, peixes, comida em geral e logo em seguida às representações de flores em jarros, flores sobre mesas, em cestos. São tradicionalmente os primeiros temas exercitados pelo iniciante para aprender perspectiva, combinação e contraste de cores, organização dos elementos na tela, aprender o básico do desenho e da pintura. Segundo, se o pintor deseja continuar na arte figurativa terá nas Natureza Mortas o seu sustento mais imediato, pois, mesmo nos dias de hoje, o público em geral prefere temas com que possa se identificar e todos nós conhecemos comidas e plantas. Com esta perspectiva, procuro sempre ver nos pintores figurativos de hoje, aquilo que fizeram para renovar este tema milenar. Sim, milenar, porque nas salas de arquitetura romana, como aquelas encontradas em Herculano e Pompeia vemos algumas Naturezas Mortas impressionantes em pintura mural.
A rainha em sua alcova, 2019
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 182 x 182 cm
Gosto imensamente da obra de Robert Kushner. Ele se dedica há muitos anos à reinvenção da Natureza Morta. Desde dos anos 70, quando participou do movimento Pattern and Decoration, procura aquilo que o pós-modernismo na América não tinha. Sua descoberta foi cor e com isso a “explosão” de energia.
Lady Calandium [Tinhorão], 2016
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 182 x 182 cm
Suas telas exibem grande riqueza de influências, honestamente adquiridas e digeridas de tal maneira que se transformam em estilo próprio, em assinatura visual de uma maneira específica de ser. Nela encontramos obviamente ecos de Henri Matisse, veja a superimposição de padrões, de estamparia; de Georgia O’ Keefe na delicadeza do contorno de folhas e flores; da arte oriental, não só das gravuras japonesas que tanto influenciaram os impressionistas, mas também a arte oriental islâmica, na riqueza das folhas de ouro sobre tela.
Buquê de anêmonas, 2019
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 183 x 183 cm
Cortinas Antonela, janelas e iris, 2023
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 122 x 92 cm
Homenagem a Russell Page, 2012
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de paládio sobre tela, 183 x 234 cm
Meia-noite no Jardim de Cactus da Biblioteca Huntington, 2014
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de ouro sobre tela, 274 x 335 cm
Doze imperadores vermelhos, 2008
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica e folha de ouro, folha de prata, folha de cobre sobre tela, 182 x 274 cm
Cortinas Antonela, janelas, buquê de flores silvestres e glicínias, 2023
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica, crayon e lápis sobre tela, 152 x 122 cm

Hortênsias, 2019
Robert Kushner (EUA, 1949)
óleo, acrílica, crayon e folha de ouro, 183 x 366 cm
Nesta ilustração vemos o castelo da Bela Adormecida rodeado pelas rosas silvestres, cheias de espinhos. Arthur Rackham ficou conhecido por suas inúmeras ilustrações de livros para crianças além dos contos de fadas dos irmãos Grimm, mas também ilustrou obras para adultos como Sonhos de Uma Noite de Verão de Shakespeare, contos de Edgar Allan Poe, entre outros.
A descrição original do Castelo da Bela Adormecida retratava um palácio na Europa Central, com inúmeros aposentos, escadas em espiral e torres. O encantamento da Bela Adormecida, veio no Século XVIII, quando a princesa Rosamunda nasceu. Para celebrar seu nascimentos doze feiticeiras foram chamadas pelos pais para dar proteção à menina recém-nascida, no entanto uma importante feiticeira foi esquecida na lista de convidados. Ciumenta, raivosa ela prometeu vingança. Assim, no dia em que Rosamunda fez quinze anos, feriu seu dedo no fuso da roca, caindo imediatamente em sono profundo. Cem anos se passariam até que a princesa acordasse. O castelo nesse meio tempo foi completamente coberto por um emaranhado de roseiras silvestres, o que aumentava ainda mais a dificuldade de se chegar ao castelo.
Uma nota de interesse: o castelo do rei Ludwig da Bavária, foi construído inspirado no conto da Bela Adormecida dos irmãos Grimm. Este por sua vez serviu de modelo para o castelo do desenho animado de Walt Disney.
Frutas, 1911
João Timotheo da Costa (Brasil, 1878-1932)
óleo sobre cartão. Assinado, 31 x 41 cm
Natureza morta
Gastão Worms (Brasil, 1905-1967)
óleo sobre tela, 46 x 38 cm
Caminho do mirante, Piracicaba, 1933
Eugenio Luís Losso (Brasil, 1898-1974)
óleo sobre tela, 65 x 72 cm
Leitura no sofá, 2019
Alfonso Cuñado (Espanha, 1953)
óleo sobre tela, 50 x 50 cm
“Os livros nascem de um gérmen ínfimo, de um ovinho minúsculo, uma frase, uma imagem, uma intuição; e crescem como zigotos, organicamente, célula a célula, diferenciando-se em tecidos e em estruturas cada vez mais complexas até se transformarem numa criatura completa e geralmente inesperada.”
Rosa Montero
Em: A ridícula ideia de nunca mais te ver, Rosa Montero, tradução de Mariana Sanchez, São Paulo,Todavia: 2019.
Flora Figueiredo
Encosta teu sentido
nesse pedaço de céu descolorido
e nota:
esmoreceu o voo da gaivota,
o arrulho do pombo arrefeceu.
Desbotou-se o azul,
sujou-se o branco
e o sol rolou pelo barranco
no último troar do vento sul.
Calou-se o clarim do anjo
e sua lira
pois até mesmo a passarada se retira
por não te ver amante ao meu lado.
E nesse vão de vida devassado
eu me confundo:
vou procurar teu beijo perfumado
num clarão de lua derrubado
além da dobra final do fim do mundo.
Em: Florescência, Flora Figueiredo, Rio de Janeiro, Nova Fronteira: 1987, p.64
Paisagem
Ubirajara Ribeiro (Brasil, 1930-2002)
aquarela sobre papel, 12 x 17 cm
Pássaros, 1982
Hugo Adami (Brasil, 1899-1999)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Montanhas e lagos
Edson Lima (Brasil,1936-2001)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm
Vinhedo vermelho em Arles, 1888
Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)
óleo sobre tela
Museu Pushkin de Belas Artes, Moscou
Dizer que van Gogh vendeu um único quadro em vida é sempre assunto de debate. Talvez tenha vendido apenas um, o quadro acima, para alguém que não pertencia ao mundo das artes. Porque van Gogh certamente trocou muitas de suas obras com outros artistas de sua época e seu tio, que era um galerista, encomendou algumas obras a van Gogh, para lhe dar uma ajuda.
No entanto, Vinhedos vermelhos em Arles, foi vendido para uma artista Anna Boch. Dois anos depois da compra, esta tela fez sua primeira aparição pública. Em 1890, foi uma das telas fazendo parte da exposição anual do grupo de artistas belgas, que se denominavam OS VINTE [Les XX]. Anna era um dos membros do grupo. Em 1888, mesmo ano em que van Gogh pintou o quadro Vinhedos vermelhos, ele também pintou o retrato do irmão de Anna, Eugène Boch.
Eugène Boch, 1888
Vincent van Gogh (Holanda,1853-1890)
óleo sobre tela, 60 x 45 cm
Museu d’Orsay
Eventualmente Vinhedos vermelhos em Arles foi vendido por uma galeria de arte em Paris para o colecionador Ivan Morozov cuja coleção foi nacionalizada durante a Revolução Bolchevista, e as obras divididas entre dois museus: Hermitage e Pushkin.
Retrato de Ivan Morozov, 1910
Valentin Aleksandrovich Serov (Rússia, 1865-1911)
óleo sobre tela
Galeria Tretiakov, Moscou