Imagem de leitura — Douglas Okada

12 11 2016

 

 

douglas-okada-brasil-1984-durante-a-leitura50x70cm-oleo-sobre-tela-2012Durante a leitura, 2012

Douglas Okada (Brasil, 1984)

óleo sobre tela, 50 x 70 cm

Salvar





Resenha: “A última palavra” de Hanif Kureishi

10 11 2016

 

 

edward-burne-jones-gra-bretanha-1833-1898-georgianaGeorgiana, 1883

Edward Burne-Jones (Inglaterra, 1833-1898)

óleo sobre tela, 76 x 53 cm

 

 

Hanif Kureishi me conquistou, ainda na década de noventa, com The Buddha of Suburbia.  Seu humor rascante pareceu uma nova vertente na literatura inglesa contemporânea, diferente da que eu conhecia.  Nele combinavam típica ironia inglesa e crítica esfuziante desenvolvida por aqueles que sendo de casa ainda conseguem ver a sociedade com os olhos de fora, como acontece com membros da primeira geração pós imigração.  Tempos depois, soube que ele era o autor do roteiro de My Beautiful Laundrette um filme inesquecível.

Desde então me aproximo dos livros de Kureishi com simpatia e corri a ler A última palavra porque achei pela sinopse que a veia irônica do autor seria o tom preciso para gerenciar um tópico fascinante: um escritor jovem, ainda sem uma carreira definida, é chamado por um editor a fazer a biografia de um escritor famoso cujo brilho parece ter-se ofuscado nos últimos tempos.

Imediatamente percebi a riqueza do tópico.  Um jogo de espelhos deveria se desenrolar e como poderia ser revelador!  Uma obra sobre o significado e a criação da arte.  Hanif Kureishi é um desses escritores que fornecem maravilhosas citações. É comum ter frases ou parágrafos de sabedoria salpicadas em seus textos como pérolas de um colar desfeito. E realmente isso se tornou realidade durante essa leitura. Dezenas de pequenos lembretes post-it, coloridos, enfeitam hoje o texto do meu exemplar de A última palavra. Tenho uma enormidade de frases bem humoradas sobre diversos assuntos para uso posterior.  Hanif Kureishi entregou aquilo que sempre beneficiou seus textos: o pensamento crítico, a visão ácida.

 

13686_g

Exploramos com ele o confronto entre dois escritores, com projetos de vida diametralmente opostos. Um é velho e famoso.  Seu contraponto é jovem, à procura de fama: simpático e sociável; o oposto do biografado que se esconde do público. Enquanto um necessita bisbilhotar a vida do outro; esse se diverte ao esconder-se atrás de cortinas de fumaça. Ambos são insaciáveis no amor e ambos se representam a si próprios com os atributos do outro.

No entanto, a obra com humor ferino, crítica de costumes singular e retrato do mundo editorial implacável, que tinha potencial de ser inesquecível, não coalesce.  Fica longe do trabalho memorável da minha expectativa.  Ela se arrasta e se perde no caminho.  Entedia.  Não fosse eu uma dedicada leitora deste autor, poderia tê-la deixado de lado sem lástima. O texto é redundante.

 

hanif_kureishiHanif Kureishi

 

Talvez seu maior pecado seja uma trama bastante solta.  Nada prende o leitor. A obra, se fosse de alguém menos conhecido, teria dificuldade de ser publicada.  Pareceu escrita às pressas e sem o cuidado de seus outros livros.  Tem um fim inesperado que quase salva o esforço.  Se você nunca leu um livro do autor, este não deve ser o seu primeiro. Não o representa bem.  Mesmo assim, cheguei até o fim, o que é mais do que muitos livros que me atraem.





Imagem de leitura — Frederick Samuel Beaumont

10 11 2016

 

 

frederick-samuel-beaumont-gb-1861-1954-reverie-1891-ost-121x65cmDevaneio, 1891

Frederick Samuel Beaumont (GB, 1861-1954),

óleo sobre tela, 121 x 65 cm

Salvar





Imagem de leitura — Louis Guarnaccia

7 11 2016

 

 

guarnaccia-louis-eua1958um-bom-livro-90-x-60-cmUm bom livro

Louis Guarnaccia (EUA, 1958)

óleo sobre tela, 90 x 60 cm

www.louisguarnaccia.com





Palavras para lembrar — Mark Twain

7 11 2016

 

 

konstantin-andreevich-somov-russia-1869-1939-senhora-1897-1900 Senhora,  1897-1900

Konstantin Andreevich Somov (Rússia 1869 – 1939)

óleo sobre tela

 

 

“Um clássico é algo que todo mundo gostaria de ter lido e ninguém quer ler.”

 

Mark Twain

Salvar





Quantos escritores suecos você já leu?

6 11 2016

Lido

moca-lendo-no-quarto-2012-johan-patricny-suecia-1976-ostMoça lendo no quarto, 2012

Johan Patricny (Suécia, 1976)

óleo sobre tela

Depois do grande sucesso do escritor sueco Stieg Larsson, quase ficou na moda lermos autores daquele país.  Hoje, rodando por aí me deparei com uma lista dos 10 livros que um site sueco considera “leitura obrigatória”.  Pensei que não fosse encontrar ninguém que eu conhecesse, nem nenhuma obra que eu tivesse lido.  Engano meu.

Aqui está a lista:

1 — “Feiticeira de Abril“, de Majgull Axelsson. Não encontrei em tradução no Brasil.

2 — “Simão e os Carvalhos” de Marianne Fredriksson.  Primeira surpresa, pois já li outro livro desta escritora em português, que é uma excelente história sobre três gerações de mulheres na Suécia. Chama-se Hanna e suas filhas, lido por meu grupo de leitura, Papalivros em 2004. E por coincidência tenho outra obra da escritora aqui em casa: edição americana, Simon’s Family, que ainda não li.  Está na fila de espera. Mas não tenho Simão e os Carvalhos que é outra obra.  Também traduzida para o inglês.

3 — “O ancião que saiu pela janela e desapareceu“, Jonas Jonasson.  Esse sim, lido. Também uma escolha do grupo de leitura. Lido em 2013.

4 — “A saga de Gösta Berling” de Selma Lagerlöf.  Procuras na internet me dizem que este título existe.  Mas não o encontrei nem à venda nas livrarias nem nos sebos.  Portanto acredito que este livro em particular tenha sido traduzido em Portugal e este seja o nome da obra do outro lado do Atlântico.  Mas… diversas obras de Selma Lagerlöf foram traduzidas, publicadas no Brasil e se encontram à venda em sebos, pois a autora foi ganhadora do Nobel de literatura em 1914.  Vou colocá-la na minha lista de futuras leituras.

5 — “Deixe ela entrar” de John Ajvide Lindqvist.  Surpresa.  Não o conheço.  Mas há uma meia dúzia de seus livros traduzidos, publicados e à venda no Brasil. Interessante.

6 — “A estrada” de Harry Martinsson, foi outra surpresa.  Mas diferente.  Não encontrei tradução de nenhuma de suas obras no Brasil e, no entanto, ele recebeu junto com o escritor Eyvind Johnson, também sueco, o Prêmio Nobel de 1949.  Aparentemente os editores brasileiros concordaram com os rumores de que havia algo não muito correto neste prêmio e não se deram ao trabalho de traduzir um título sequer.

7 — “Música Popular de Vittula” de Mikael Niemi é o próximo livro mencionado na lista.  Traduzido para o inglês como Popular Music, não tem edição brasileira.

8 — “Deixe-me cantar músicas suaves para você” é o título do livro de Linda Olsson que tampouco encontra publicação no Brasil, ainda que a autora tenha diversos livros publicados nos Estados Unidos.

9 — “Gente de Hemso” é o título da obra de August Strindberg escolhida como leitura essencial da Suécia. O autor já foi vastamente traduzido no Brasil.  Diversos de seus títulos encontram-se à venda.

10 — “Jogo sério”  de Hjalmar Söderberg é o título escolhido para essa lista.  Esta obra não se encontra em português, aqui no Brasil. Mas em 2014 foi publicada outra obra do autor, aqui no Brasil, que recebeu o título de Doutor Glas.  Traduzida provavelmente por seu conteúdo controverso abrangendo a eutanásia.

Ficam aqui essas sugestões de leitura.  Se você é como eu, está sempre à procura de alguma coisa interessante, diferente e boa para ler.  Talvez esse seja um começo interessante para nos aprofundarmos na Suécia.  Quero lembrar a lista está ordenada alfabeticamente pela inicial do último nome do escritor e não pelo conteúdo dos livros.

Querendo dar uma olhadinha no site: 10 swedish must read books.

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar

Salvar





Imagem de leitura — Marie Augustin Zwiller

6 11 2016

 

 

marie-augustin-zwiller-femme-a-la-lecturefranca1850-1939ost-61-x-50cmSenhora lendo

Marie Augustin Zwiller (França, 1850-1939)

óleo sobre tela, 61 x 50cm

Salvar

Salvar





Imagem de leitura — Karl Albert Buehr

4 11 2016

 

 

karl-albert-buehr-news-from-homeNotícias de casa, 1912

Karl Albert Buehr (Alemanha/EUA, 1866-1952)

óleo sobre tela colada em placa, 100 x 82 cm

Coleção Particular

Salvar





Imagem de leitura — Clarence Hinkle

4 11 2016

 

 

na-rede-1925-clarence-hinkle-ost-lagunaartmuseumNa rede, 1925

Clarence Hinkle (EUA, 1880-1960)

óleo sobre tela, 90 x 75 cm

Coleção da Família Payton, Laguna Art Museum

Salvar

Salvar





Imagem de leitura — Theodor Aman

3 11 2016

 

 

aman-theodor-romenia-1831-1891-leitura-no-jardim-1879-ost19-x-12cmLeitura no jardim, 1879

Theodor Aman (Romênia, 1831-1891)

óleo sobre tela, 19 x 12cm

Salvar