Sobre Conan Doyle, texto de Michel Houellebecq

1 04 2019

 

 

 

André Dérain (1880-1954) Femme assise lisant, ostSenhora sentada, lendo

André Dérain (França, 1880 – 1954)

óleo sobre tela

 

 

“Em cada romance de Sherlock Holmes pode-se reconhecer, naturalmente, os traços característicos do personagem, mas por outro lado o autor nunca deixa de introduzir um aspecto novo (a cocaína, o violino, a existência do irmão mais velho Mycroft, o gosto pela ópera italiana… certos serviços prestados no passado a famílias reais europeias… o primeiro caso resolvido por Sherlock, ainda adolescente).  A cada novo detalhe revelado desenham-se novas zonas de sombra e afinal surge um personagem realmente fascinante: Conan Doyle consegue criar uma mistura perfeita entre o prazer da descoberta e o prazer do reconhecimento.”

 

Em: Plataforma, Michel Houellebecq, tradução Ari Roitman e Paulina Wacht, Rio de Janeiro, Editora Record: 2002, p. 107





Imagem de leitura — Mary Alayne Thomas

26 03 2019

 

 

 

mary alayne thomas

Até o tigre ouviu a sua história

Mary Alayne Thomas (EUA, contemporânea)





Palavras para lembrar: Joseph Joubert

25 03 2019

 

 

 

Credit: Album / akg-imagesLeitores

Andrzej Pronaszko (Polônia, 1888 – 1961)

óleo sobre tela

 

 

“O grande inconveniente dos novos livros é que eles nos levam a ler os velhos.”

 

 

Joseph Joubert





Imagem de leitura — Judy Nunno

23 03 2019

 

 

 

judy nunno (eua, contemporanea) grey e wilkes, aquarela,75 x 55 cmGrey e Wilkes

Judy Nunno (EUA, contemporânea)

aquarela sobre papel, 75 x 55 cm





Memória, texto de Francisco Azevedo

23 03 2019

 

 

 

Joel Oliveira - quadro óleo sobre tela 20x30cm LeituraLeitura

Joel Oliveira (Brasil, contemporâneo)

óleo sobre tela, 20 x 30 cm

 

 

 

“Se me perguntarem, não sei dizer o que comi ontem no almoço. Mas sou capaz de reproduzir diálogos inteiros da minha juventude. Gozado, isso. Vai entender. Memórias antigas? Nítidas, perfeitas, cheias de mínimos detalhes, cheiros e sons até. Fatos recentes? Coitados. Vão se segurando em mim, como podem. Parecem aqueles personagens de cinema, caras de terror, agarrados no alto do edifício só pelas pontinhas dos dedos. Quase todos despencam. E pior: diante do olhar de alguém que os vê de cima sem um pingo de misericórdia. Uma coisa ou outra fica, é verdade. Meio desbotada, imprecisa, extremamente grata à mão do cérebro que a resgata. Nenhum critério de seleção. A bobagem, o cérebro retém. O notável, ele descarta. O recado é direto: chega de colecionar lembrancinhas da viagem terrena. Fazer o que com toda tralha? Além do mais, com o correr ou o arrastar dos anos, não há fortuna que pague tal excesso de bagagem. Entendo perfeitamente os argumentos. Aceito sem queixumes. Só levo comigo o que a alfândega da mente deixa passar.”

 

Em: Eusoueles [fragmentos], Francisco Azevedo, Rio de Janeiro, Editora Record: 2018, p. 127.





Imagem de leitura — Albert Lee Tucker

22 03 2019

 

 

 

 

retrato de molly o_ dea, 1937Retrato de Molly O’ Dea, 1937

Albert Lee Tucker (Austrália, 1914-1999)

Óleo sobre papelão,  57 x 47 cm





Palavras para lembrar: Lin Yutang

20 03 2019

 

 

 

 

Leon Viorescu( Romênia,1886 - 1936)Leitura, ost, 64 x 49,5 cmLeitura

Leon Viorescu (Romênia, 1886 -1936)

óleo sobre tela, 64 x 49 cm

 

 

“Não se pode chamar leitura a essa tremenda quantidade de tempo que se perde com os jornais.”

 

Lin Yutang





Imagem de leitura — Ellen Dreibelbis

18 03 2019

 

 

 

ellen-dreibelbis(eua) mexican-brothers-reading-ellen-dreibelbisIrmãos mexicanos lendo

Ellen Dreibelbis (EUA, 1946)

óleo sobre tela, 30 x 40 cm





Murakami sobre narrativas

17 03 2019

 

 

 

 

Henri Paull Mottez, LeituraJovem lendo

Henri-Paul Mottez (Inglaterra, 1855 – 1937)

óleo sobre tela,  33 x 41 cm

 

 

“O romancista narra uma história. E narrar uma história é, em outras palavras, tomar a iniciativa de adentrar no inconsciente. É descer para as trevas do interior da mente. Quanto maior for a história que o escritor quiser contar, mais fundo ele precisará descer. Da mesma forma que, quanto mais alto for o prédio a ser construído, maior terá que ser sua fundação subterrânea. Quanto mais densa for a narrativa, mais pesada e mais espessa serão as trevas subterrâneas”.

 

Em: Romancista como vocação, Haruki Murakami, tradução: Eunice Suenaga, Alfaguara: 2017, p.100.





Imagem de leitura — Charlotte Berend-Corinth

16 03 2019

 

 

 

Charlotte berend-corinth (Alemanha, 1880-1967)lesende-frau-2005661Senhora lendo, 1923

Charlotte Berend-Corinth (Alemanha, 1880 – 1967)

aquarela e lápis sobre papel, 27 x 34 cm