Imagem de leitura — Gay Henderson

28 10 2011

Jesse lendo, s/d

Gay Henderson ( Nova Zelândia, 1953)

Gay Henderson nasceu na Nova Zelândia em 1953.  Mudou-se para Melbourne na Austrália na década de 1970.  Nos anos 80 ganhou reputação considerável como escultora, figurativa.  Sua carreira ficou em segundo plano enquanto educava suas três filhas.  Há dezesseis anos  mudou sua residência  para Adelaide, na Austrália, onde permanece até hoje.  Foi a mudança para Adelaide que a levou a pintar.  Para maiores informações: http://www.gazeart.com.au/





Palavras para lembrar — Marquês de Maricá

26 10 2011

Helen, 2005

Erik Slutsky (Canadá, 1957)

óleo sobre tela

“A companhia dos livros dispensa com grande vantagem a dos homens.”

Marquês de Maricá





Imagem de leitura — Rudolph Friedrich Wasmann

25 10 2011

Minna Wasmann lendo, 1822

[a irmã do pintor]

Rudolph Friedrich Wasmann ( Alemanha 1805-1886)

óleo sobre tela

Rudolph Friedrich Wasmann começou a estudar pintura aos 17 anos com Christoph Suhr em Hamburgo.  Depois entrou para a Academia de Artes de Dresden, completando seus estudos na Academia de Munique. Viajou muito.  De 1832 a 1835 residiu em Roma, onde se converteu ao catolicismo.  Passou depois mais seis anos divididos entre Mezano e Bolzano na Itália, antes de retornar a Hamburgo.  Ficou conhecido como um grande pintor de retratos. Depois de 1846 voltou a morar em Merano, no Tirol italiano.





Palavras para lembrar — Fénelon

23 10 2011

Periquito, s/d

John Michael Carter (EUA, contemporâneo)

óleo sobre tela, 75 x 75cm

“A leitura deve ser para o espírito, como o alimento para o corpo, moderada, saudável e digerível.”

Fénelon





O mutável mundo da literatura

23 10 2011

Em um barco, 1888

[Retrato da artista Maria Yakunchikova  e auto-retrato]

Konstantin Korovin (Rússia, 1861 —  França, 1939)

óleo sobre tela

Galeria Tretyakov, Moscou.

Muito assunto interessante foi ventilado no excelente artigo sobre a indústria do livro, no blog Roundtable, da revista literária Lapham’s Quarterly. Curtis White pondera sobre o que frequentemente esquecemos: a literatura é mutável.  Ela é tão viva quanto são vivas as indústrias de que depende.  Livrarias, editoras, críticos e mais recentemente as publicações de massa são todas entidades em constante mutação.  E no centro dessas forças mutantes está a disputa pelo poder de determinar o que se considera literatura.  O resultado depende de quem é a autoridade do momento.   Há algum tempo atrás eram os donos das editoras e de livrarias que definiam o que era literatura.   Hoje, estamos vendo a luta entre grandes grupos de leitores, clubes de leitura na televisão, por exemplo, que discutem livros através da mídia e as equipes de marketing das casas editoriais.

No passado podia até ser diferente.  Curtis White lembra que no século XIX havia pouca diferença entre o editor e a livraria.  Muitas vezes os editores arriscavam seus próprios pescoços – o perigo de processo e prisão podia rondar as casas editoriais.  Mas era comum que livrarias vendessem os livros que elas mesmas publicassem o que tornava a casa editorial um negócio que vivia do marketing direto.   Precedendo as “noites de autógrafos”, hoje populares em qualquer canto do mundo, o famoso editor John Murray, que correu sérios riscos ao publicar a poesia de Lord Byron, estabeleceu em sua livraria/casa editorial,  o programa Às quatro com amigos quando leitores poderiam ir tomar chá com o autor.

Terraço, 2007

Evert Thielen (Holanda, 1954)

têmpera sobre madeira, 40 x 50 cm

www.evertthielen.com

Essa conexão de livrarias com seus leitores continuou, apesar de estar morrendo, até os dias de hoje – mas só com as pequenas livrarias.   Nos anos 50 a 70 ainda havia nos Estados Unidos muitas livrarias que se orgulhavam do serviço que prestavam aos seus clientes.   Apesar da fácil acessibilidade a títulos de qualquer editora — realmente o sistema de distribuição nos Estados Unidos é extraordinário – as livrarias pequenas, independentes americanas passaram a oferecer exatamente o que as grandes livrarias em cadeia ofereciam, com pouquíssimas exceções.  No final dos anos 90 praticamente só as grandes cadeias de livrarias compravam títulos de editoras de pequeno ou médio porte.

Para Curtis White a desmoralização do serviço que livrarias prestavam aos seus clientes vem de ter-se mantido, nos EUA, um modelo baseado na década de 1930, que não funciona mais nos dias de hoje:  a consignação.  Esse modelo se baseava em representantes das editoras – pessoas que não liam e que não entendiam nada sobre os livros que vendiam –  que iam de livraria em livraria colocando livros em consignação, como se livros fossem mercadoria que estivesse enchendo armazéns e de quem alguém precisasse se desfazer colocando à venda em qualquer lugar.  As livrarias, por sua vez, aceitavam esses livros como se estivessem adquirindo decoração para suas lojas, para que afinal se parecessem livrarias.   Pois o que interessava mesmo eram os livros que tinham vendas garantidas tais como memórias de celebridades, confissões de políticos que estavam no ocaso de uma carreira política, livros óbvios de auto-ajuda,  que eram colocados nas mesas de maior evidência na entrada desses estabelecimentos.

Meninas lendo, 1965

Norman Neasom (Inglaterra, 1915-2010)

aquarela

O grande problema do sistema de consignação como foi instituído é que permite que as livrarias,  sem gastar um centavo, tenham acesso a novos livros, novos títulos e retornem todos os livros que a editora mandou meses atrás, sem que haja ou que tenham tido qualquer interesse, ou feito qualquer esforço para que a venda desses livros se concretizasse.   Essas livrarias não conseguem vender os livros porque ninguém trabalhando nelas lê ou se dá ao trabalho de ler esses livros.  Tornou-se consequentemente um círculo vicioso.

Mas agora, as coisas ainda estão piores, como escritores e poetas independentes descobriram.  Nos últimos dez anos, para todos nós que nos acostumamos com o auxílio do computador, o ato de comprar um livro está cada vez mais dependente da oferta eletrônica da Amazon, do Google e talvez da Barnes & Noble.

Especialistas – no caso John O’Brien , editor  – consideram que o maior perigo para a indústria editorial nos EUA está na Amazon.  A companhia virtual está agora tomando o lugar de distribuidora e editora e não há casa editorial que possa competir com isso.   John O´Brien esá convencido que a Amazon procura o controle da publicação e da distribuição, o que para ele seria uma horrenda perspectiva já que a companhia teria o poder de determinar o que pode ser publicado e em que termos.   Quando isso acontecer eles poderão estipular o preço dos livros e estabelecer aqueles que se tornarão best-sellers.   Ao que tudo indica, eles poderão fazer isso porque parece que serão – no futuro, talvez até no futuro próximo — a única companhia no mercado.  As grandes casas editoriais dos Estados Unidos  estão por sua vez acreditando que o futuro está incerto já que tudo leva a crer que só duas companhias estarão no mercado editorial: Amazon e Google.   A possibilidade de falência para todas as outras é real.

Sob os eucaliptos, s/d

Claude Fossoux (França, 1946)

óleo sobre tela, 60 x 73 cm

A maior nota de precaução fica com a seleção que a Amazon e até a Google venham a fazer sobre o que publicar.  Apesar de Curtis White prever um futuro desastroso para as publicações literárias – de literatura como a conhecemos, sem necessariamente ser um sucesso financeiro – eu acredito que alguma solução que ainda não conhecemos virá ao nosso encontro, uma outra maneira de se publicar aquilo que pode não ser lucrativo.  Basta haver um problema para podermos pensar num caminho para a solução.  Os seres humanos continuarão a escrever.  A escrever tanto a prosa ou poesia comerciais quanto aquelas que podem até ter maior significado mas que não teriam apelo financeiro para o grande público.  Isso não vai mudar.  Os seres humanos continuarão a ser criativos.  Tanto os escritores quanto os homens de negócios. E alguma solução, alguma nova maneira de conduzirmos o comércio da literatura virá a aparecer.  Afinal como Curtis White mencionou no início, muitas foram as mutações da literatura.

©Ladyce West, 2011





Imagem de leitura — José Villegas Cordero

22 10 2011

Retrato de Miss Elliott, 1892

José Villegas Cordero (Espanha, 1844-1921)

Óleo sobre tela, 101 x 127cm

Coleção Particular

 –

José Villegas Cordero nasceu em Sevilha em 1844.  Começou a aprender pintura bem cedo com o pintor José Maria Romero.  Estudou com ele até ingressar na Escola de Belas Artes de onde se forma. Em 1867 começaram diversos períodos de viagens: Madri, Marrocos, Roma, retornando à Espanha, voltando ao norte da África, à Itália até 1877, quando passou a residir por longos períodos em Veneza.  Em 1898 tornou-se diretor da Academia Espanhola de Belas Artes em Roma e em 1901 diretor do Museu do Prado em Madri, onde viveu até falecer em 1921.





Palavras para lembrar — Cervantes

22 10 2011

Esperando pela praia, s/d

Suzanne Clements (EUA, contemporânea)

acrílica sobre tela 35 x 45 cm

www.suzanneclements.com

“Ver muito e ler muito aviva o engenho do homem.”

Cervantes





Imagem de leitura — Rita Valnere

21 10 2011

No trem, 1959

Rita Valnere ( Letônia, 1929)

óleo sobre tela, 100 x 120cm

Rita Valnere nasceu na Letônia em 1929.  Estudou arte na Escola de Arte Janis Rozental em Riga, formando-se em 1949.  Depois extendeu seus estudos  no Departamento de Pintura da Academia de Artes da Letônia sob os cuidados do pintor E. Kalnins.  Tem tido uma carreira auspiciosa desde então com numeorsas exposições dentro e fora do país assim como prêmios.





Imagem de leitura — Eugen Spiro

20 10 2011

Susie, Kate e Lotte, 1910

Eugen Spiro ( Alemanha, 1874- EUA 1972)

óleo

Museu de Arte de Tel Avive

Eugen Spiro nasceu em Breslau na Alemanha  em 1874.  Estudou em Breslau com Albrecht Bräuer e mais tarde foi a Munique para estudar com Franz von Stuck. Como pintor ficou famoso por seus retratos de personalidades  importantes na Europa.  Depois de 1906 vai para Paris onde se torna membro do grupo de artistas do Café Parisiense do Dôme.  Em 1914 volta para Berlim, onde fica até 1933. Proibido de trabalhar na Alemanha de Hitler por sua ascendência judia, Eugen Spiro emigra para Paris em 1935.   Fugindo mais uma vez do avanço das forças de Hitler, Spiro mais uma vez emigra, dessa feita para os EUA, onde permanece até sua morte em 1972.

 





Os mestres do passado e os de hoje, referências nas artes visuais contemporâneas

19 10 2011

O artista e seu modelo, 1939

George Braque (França, 1882-1963)

óleo sobre tela, 130 x 175 cm

Coleção Particular

Há algum tempo lembro que para participarmos do diálogo nas artes visuais é importante termos um conhecimento geral, extenso, das obras de arte do passado, para que certas referências feitas por artistas a seus colegas de gerações passadas possam ser compreendidas.  Assim como acontece na literatura, onde não é incomum vermos citações de escritores a escritores de gerações passadas, o mesmo acontece nas artes visuais.  Frequentemente o  arremedo direto a uma obra de arte específica vem com a expressão em francês “d’ après” ou a inglesa “after“.   No Brasil usa-se mais comumente a expressão em francês.   As reproduções por  fotografias, cartões postais, livros de arte, de quadros ou esculturas, que se tornaram cada vez mais baratas e populares através do século passado, facilitaram em muito essa conversa de uma geração de artistas com seus predecessores.

Hoje, a internet veio facilitar esse conhecimento.  O que antes era difícil e dependente de reproduções fotográficas, de visitas a museus, da boa vontade de professores em trazer para a sala de aula slides de obras de arte, de arquitetura e de objetos arqueológicos hoje, está ao alcance de todos, quer do aluno, quer do amante das artes visuais; tanto na cidade grande, onde uma visita a museus é corriqueira, quanto no interior que não tem essa facilidade à  disposição de seus habitantes.

Infanta Margarida Teresa em vestido azul, 1659

Diego Rodriguez de Silva Velazquez (Espanha, 1599-1660)

óleo,  127 x 107cm

Museu de História da Arte, [Kunsthistorisches Museum]

Viena, Áustria

D’ après Velazquez, 2005

Fernando Botero (Colômbia, 1932)

óleo sobre tela,  198 x 168 cm

Coleção Particular

Nem sempre a alusão a uma obra de arte é direta.  Nem sempre é óbvia ou até mencionada pelo artista.  A obra, acima, de Fernando Botero, que reinterpretou diversas vezes os quadros de Velazquez, é uma cópia/interpretação do pintor espanhol ao seu estilo.  O próprio título do quadro nos mostra que ele estava olhando para Velazquez.  E ele assume que o observador conhecerá a pintura que serviu de fonte de inspiração;  que o quadro de Velazquez certamente deveria lhe ser familiar por ser uma obra muito conhecida, por fazer parte da cultura geral do observador.

Mulher recostada, 1922

Fernand Léger ( França, 1881-1955)

Óleo sobre tela, 65 x 92 cm

The Art Institute, Chicago

Mulher com gato, 1921

Fernand Léger ( França,1881-1955)

Óleo sobre tela, 65 x 92 cm

A leitura, 1924

Fernand Léger ( França, 1881-1955)

óleo sobre tela, 114 x 146 cm

Já as três telas do pintor francês do século XX,  Fernand Léger,  diferentemente do trabalho de Fernando Botero que se inspira em um único quadro de Velazquez,  se encontram  entrelaçadas na obra de K. Madison Moore abaixo.  Menos óbvia  para o observador casual, essa referência, onde três telas juntas se encontram,  passa a ser um verdadeiro tributo, noventa anos mais tarde,  à obra da década de 1920 do pintor cubista.  A menção está no título:  Lendo com Fernand.

Lendo com Fernand, 2011

K. Madison Moore (EUA, contemporânea)

Óleo sobre tela, 36 x 36 cm

www.kmadisonmoorefineart.com

O artista plástico brasileiro Vik Muniz também é constantemente inspirado pelos trabalhos de muitos de seus antecessores.  Ele  já trabalhava nesse diálogo com o passado,  entre gerações e técnica, antes mesmo de aparecer nas telas mundiais com o documentário sobre o lixo.  A obra dele, abaixo, vista por alguém menos atento e através da internet poderia até parecer o próprio quadro original de Henri Matisse.  Suas diferenças só parecem mais acentuadas quando postas lado a lado.

Odalisca com cadeira turca, d’après Henri Matisse

Vik Muniz ( Brasil, )

gravura fotográfica, 100 x 120cm

Odalisca com cadeira turca, 1927

Henri Matisse ( França,

Óleo sobre tela, 60 x 73 cm

Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris

Recentemente conheci o trabalho do pintor americano Fred Calleri que também se inspira nas telas de grandes pintores dos séculos passados.  Muitos de seus quadros são citações diretas de outros muito conhecidos, com pequenas distorções, que no caso dele, tornam o trabalho com uma ligeira veia cômica, um leve tom caricatural.  Vejam abaixo sua tela e em seguida a musa inspiradora, a tela de Tissot.  Até no título as semelhanças são significativas.

Hora de silêncio, s/d

Fred Calleri ( EUA, 1964)

óleo sobre tela, 30 x 47 cm

www.fredcalleri.com

Silêncio, 1881

James Jacques Tissot ( França, 1836-1902)

óleo sobre tela, 27 x 36 cm

Coleção Particular

A realização de que fontes de inspiração do passado abundam à nossa volta me atingiu em cheio esta semana, quando o anúncio no jornal O Globo, da exposição Toys art show no Rio de Janeiro a primeira exposição individual do grafiteiro OZI.   Ilustrando a exposição estava  a obra abaixo do artista paulista.

De acordo com o jornal OZI é o primeiro a admitir que usa de ilustrações antigas para mandar a mensagem que deseja.  Nesse caso, identifiquei a fonte na hora, apesar de não saber o nome do ilustrador, mas eu havia recentemente encontrado a ilustração abaixo que recolhi para uma postagem no blog sobre o Natal.  Mudei de idéia, acho que aqui ela serve a uma proposta muito mais interessante, aqui.  Pela simples troca de um objeto nas mãos das meninas, o sentido das imagens muda completamente.  Enquanto na ilustração antiga as meninas embrulham um presente, no graffiti de OZI elas embrulham dinamite.  Semelhantemente abaixo, na ilustração original de Alice no País das Maravilhas, Alice levanta uma cortina e tem uma chave na mão direita.  No trabalho de OZI ela levanta o coelho e tem um revolver na mão.

Ilustração, autor desconhecido, possivelmente Jessie Willcox Smith.

Como já comentei anteriormente na postagem sobre Max Ernst, é um passatempo fascinante para quem é treinado em história da arte tentar conhecer as fontes de inspiração de um artista.  Deixe-me deixar claro: não se trata de cópia, de plágio, nada disso.  Como já venho demonstrando através de diversas postagens é uma tradição de todo sempre nas artes visuais, estas referências constantes ao passado.  A tradição vem da maneira como artistas são e eram treinados, copiando os grandes mestres, aprendendo os seus truques visuais na prática.

Obra de OZI, o grafiteiro,  expondo no Rio de Janeiro.

Ilustração de Alice no País das Maravilhas, de Sir John Tennion, publicada em 1865.

Nem sempre as fontes inspiradoras são tão óbvias quanto as mostradas aqui.  E nem sempre podemos nos assegurar que o artista realmente fez uma referência ou se utilizou de um trabalho anterior de outro artista.  Às vezes é o espírito de uma obra que lembra o de outra.  Às vezes é o espírito de uma época,  é um tempo em que certos assuntos são importantes, ou estão sendo ventilados.  OZI admite, de acordo com a reportagem, que está sempre olhando para ilustrações antigas.  Essa declaração me lembrou que talvez todos os grafiteiros de algum nome, também estejam se instruindo a respeito do trabalho de artistas gráficos que os precederam.  O trabalho do grafiteiro, Celso Gitahy, por exemplo, cujo graffiti, Stop the Cars, mostrado abaixo, e apareceu em 2009, quando o jornal A Folha Online, anunciou a 1ª Bienal Internacional de Arte de Rua de São Paulo (BIAR), me lembrou, pela junção fora do comum de parte de um carro usada como cabeça de um homem, de uma outra imagem, dessa vez, vinda das histórias em quadrinhos.  Vejam logo abaixo.   A idéia pode e deve ter surgido por si só, sem referência precisa às imagens dos quadrinhos, mas elas servem para mostrar o trabalho de garimpagem que iconógrafos fazem para entender o espírito de uma época.

Stop the cars, graffiti de Celso Gitahy.

Quadrinho, Cowboy Henks, final.

A historinha completa.

A musa inspiradora nem sempre é uma modelo, em um estúdio.  Pode muito bem ser o trabalho de um outro artista como vemos.

©Ladyce West, Rio de Janeiro: 2011