O que a leitura pode fazer por você

30 01 2012

Huguinho e Zezinho descobrem a solução de um problema por dedução, ilustração Walt Disney.

Bastam 15 minutos por dia mergulhado nos livros para você se dar melhor nos estudos e na vida.

O que a leitura pode fazer por você:


1 – Solta a imaginação.
2 – Estimula a criatividade.
3 – Aumenta o seu vocabulário.
4 – Facilita a escrita.
5 – Simplifica a compreensão das coisas.
6 – Ajuda na vida profissional.
7 – Melhora a comunicação com os outros.
8 – Amplia o seu conhecimento geral.
9 – Liga seu senso crítico na tomada.

Fonte: Educar para crescer





Imagem de leitura — Alfredo Rocco

29 01 2012

Leitura, 1981

Alfredo Rocco ( Brasil, 1914- 1999)

óleo sobre eucatex,  28 x 23 cm

Alfredo Rocco nasceu em São Paulo em 1914.  Foi médico, pintor, desenhista e professor brasileiro.  Tendo inciado suas atividades no campo das artes em 1938, estudou pintura com Antônio Rocco.  No SPBA recebeu melha de bronze em 1938; pequena e grande medalhas de prata (1941 e 1968) e o prêmio Tomás Melo Cruz (1965).  Em 1940 realizou exposição individual na Galeria Berheim de Paris.  Entre os temas de sua pintura estão os retratos e as marinhas. Faleceu em São Paulo em 1999. [Pontual: Dicionário das Artes Plásticas no Brasil]





Palavras para lembrar — Marcel Proust

29 01 2012

Moça lendo no sofá, s/d

John Ennis (EUA,1953)

www.john-ennis.com

“A leitura é uma amizade.”

Marcel Proust





Imagem de leitura — Marie R. Dixon

28 01 2012

Um momento de silêncio

Marie R. Dixon ( EUA,  ? – 1896)

óleo sobre tela, 41 x 33 cm

Christie’s New York: Setembro, 2004

Pouco se sabe sobre a vida de Marie R. Dixon,  nem mesmo suas datas de nascimento e morte [1896 é o ano em que para de expor seus trabalhos, consequentemente, por falta de maiores detalhes é a data estipulada para sua morte].  Sabe-se que pintou ativamente entre 1880-1895.    Em 1886, o catálogo completo da Exposição de Primavera 62 º da Academia Nacional de Design afirmava que ela tinha estudado na Art Students League em Yardley, com instrução de Charles Turner.  Ela exibiu seus trabalhos em algumas exposições públicas, mas como tantas outras artistas do sexo feminino do período, Marie Dixon usava apenas suas iniciais para evitar a discriminação, o que leva a grande dificuldade na pesquisa.





Imagem de leitura — William H. Patten

27 01 2012

Virgem Maria e o Menino Jesus, 1853

William H. Patten ( Inglaterra, ?-?  século XIX)

aquarela e guache

Bristol Museum & Art Gallery

Inglaterra





Imagem de leitura — Michele Righetti

26 01 2012

Poemas do Gato Vermelho, 2006

Michele Righetti ( Itália, morando em Singapura)

acrílica sobre tela, 140 x 120 cm

http://www.michelerighetti.com

Michele Righetti nasceu  num pequeno vilarejo entre Bologna e Florença, nos Apeninos.  É pintor, ilustrador e escultor.  Reside em Singapura.





Imagem de leitura — Fulvio de Marinis

25 01 2012

Leitura, s/d

Fulvio de Marinis (Itália, 1971)

Fulvio de Marinis nasceu em Nápoles, na Itália em 1971.   Formou-se pela Academia de Arte de Nápoles.  Pintor de estilo clássico que de dedica à pintura de gênero e ao retrato,

 





Imagem de leitura — Brenda Burke

24 01 2012

Ilha de verão, s/d

Brenda Burke (Inglaterra, contemporânea)

gravura, tiragem 650

http://www.terigalleries.com/burke.php





Imagem de leitura — Anne Wallace

23 01 2012

Consolation, 2005

Anne Wallace (Austrália, 1970)

óleo sobre tela, 74 x 100 cm

www.darrenknightgallery.com

Anne Wallace nasceu em Brisbane, na Austrália em 1970.   Formou-se nas artes visuais pela Universidade de Tecnologia de Queensland, na cidade de Brisbane.  De 1994 a 1996 esteve em Londres onde completou, com distinção,  o curso de mestrado em arte na Slade School of Fine Art. Retornou ao seu país natal e desde então teve uma carreira sólida nas artes visuais, com muuitas exposições individuais e coletivas.





Brasil, um país destinado a voar: Bartolomeu de Gusmão

23 01 2012

Bartolomeu de Gusmão, 2009

J. G. Fajardo (Brasil, 1960)

óleo sobre tela

Antes, muito antes de Santos Dumont inventar o avião, já tínhamos uma tradição de conquista do ar.  Devemos isso ao padre e cientista brasileiro Bartolomeu de Gusmão que foi capaz de surpreender a Europa com sua máquina de voar. E só porque seu balão não foi aceito pela ignorante sociedade portuguêsa da época,  não quer dizer que não tenhamos orgulho desse nosso gênio.  Não há na história da conquista do ar quem não comece essa saga com a “Passarola” de Bartolomeu de Gusmão.  A decisão de D. João V, O Magnânimo,  de sucumbir às crendices do povo, às maledicências de uma sociedade dominada pela falta de conhecimento e pelo medo religioso ainda enraizado por uma Inquisição que cismava em permanecer viva,  nada têm a ver como a nossa memória cultural. Bartolomeu de Gusmão deve ser lembrado nas nossas escolas e universidades por sua insistência, a todo custo,  na pesquisa científica.  Se D. João V tivesse tido um pouco mais de coragem de enfrentar sua corte e os jornais, Portugal teria passado para a história mundial não só como o país das grandes descobertas marítimas, mas também o país da conquista dos ares.  Infelizmente esse título acabou sendo dado à França, quando 74 anos depois dos experimentos de Bartolomeu de Gusmão,  os irmãos Montgolfier conseguiram voar uma balão, em Annonay, em 1783.  Por isso, lembro a todos, o texto abaixo impresso para a 4ª série  das escolas primárias, em 1954, quem foi o nosso padre voador!

Reconstituição artística da apresentação de Bartolomeu de Gusmão à corte portuguêsa.

O Padre Voador



Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu em Santos, em 1685.  Aos quinze anos, seguiu para Coimbra a fim de iniciar seus estudos de teologia.  Terminando o curso, tornou-se padre, e logo nos primeiros anos notabilizou-se pelo seu imenso saber e pela sua grande eloquência. Dedicou-se especialmente ao cultivo das ciências físicas e naturais. Mas o que imortalizou o seu nome foi a máquina de voar de sua invenção.

Recomendado por D. Isabel, rainha de Espanha, Bartolomeu de Gusmão tornou-se capelão-fidalgo de D. João V, rei de Portugal. Interessou-se este pelos estudos e pesquisas do jovem sacerdote, principalmente pela invenção de sua máquina voadora, cuja construção foi custeada pelo tesouro real.

No dia 8 de agosto de 1709, presentes o rei, a corte e de curiosos, foi realizada a primeira experiência do aeróstato de Bartolomeu.  O aparelho que tinha a forma de uma balão, com o seu inventor à bordo, elevou-se suavemente do pátio do castelo de S. Jorge, permaneceu algum tempo no ar e, em seguida desceu no terreiro do Terreiro do paço.

Outras experiências, bem sucedidas, foram realizadas com o aparelho, para júbilo do seu inventor e despeito dos invejosos que, para ridicularizar Bartolomeu, passaram a chamá-lo de “Padre Voador” e repr4esentar o seu aparelho por uma pássaro, a que deram o nome de “Passarola”.

Seus inimigos foram mais longe.  Aproveitando-se da ignorância do povo, começaram a apregoar que o “Padre Voador” era feiticeiro com ligações com o demônio…

E tais mentiras espalharam a respeito de Bartolomeu que o próprio D. João V, seu protetor, resolveu não mais auxiliá-lo. Entre as críticas maldosas que surgiram na imprensa da época figuravam versos como estes:

Com que engenho te atreves, brasileiro,
A voares no ar, sendo rasteiro,
Desejando ave ser, sem ser gaivota?
Melhor te fora, na região remota
Onde nasceste, estar com siso inteiro!

Abandonado pelo rei, escarnecido pelo povo, desprezado pelos amigos, Bartolomeu de Gusmão viu-se na triste contingência de fugir para a Espanha, onde foi acolhido por seu irmão frei João de Santa Maria.

Consumido pelo desgosto e atacado de súbita enfermidade, o “Padre Voador” morreu, a 19 de novembro de 1724, no hospital de Misericórdia de Toledo.

Findou seus dias esquecido todos e na mais extrema miséria.

Em: Terra Bandeirante, 4º ano, Theobaldo Miranda Santos, Rio de Janeiro, Agir: 1954.