Ilustração, 2007, Yan Nascimbene (França)
Quando há pedras nos caminhos,
não fujo rumo aos atalhos,
sou daqueles passarinhos
que não temem espantalhos.
(Ney Damasceno)
Quando há pedras nos caminhos,
não fujo rumo aos atalhos,
sou daqueles passarinhos
que não temem espantalhos.
(Ney Damasceno)
O velho violonista, 1903-04
Pablo Picasso (Espanha, 1881-1973)
óleo sobre tela
The Art Institute of Chicago
Em: Água fresca para as flores, Valérie Perrin, Rio de Janeiro, Intrínseca: 2022, p. 60
Salinas em Cabo Frio, 1989
Ronaldo Miranda (Brasil, 1939)
óleo sobre Tela, 33 x 19 cm
Casas na praia, Itanhaém, 1949
Alfredo Volpi (Itália-Brasil, 1896-1988)
têmpera sobre tela, 46 x 65 cm
Dois artistas trabalhando com a abstração da forma, chegando a soluções geométricas que realçam o que há de único em cada uma das paisagens. Formas e uso de cores contrastantes nessas cenas à beira-mar contribuem para soluções criativas e muito agradáveis.
Menina e jarro de flores
Manoel Santiago )Brasil, 1897-1987)
óleo s tela, 62 X 47 cm
Menina com vaso de flores, 2021
Santa (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 100 x 80 cm
Nem toda Natureza Morta precisa vir sozinha na tela. Aqui temos dois exemplos de Naturezas Mortas – vasos com flores – que dividem o espaço visual com o retrato de uma menina. Na tela de Manoel Santiago as flores têm maior relevância do que a menina. Vejam o tamanho e também o fato delas estarem em primeiro plano, ou seja, mais próximo de quem observa a tela.
Na segunda tela, da artista Santa, mais conhecida pelo trabalho em cerâmica, mesmo que o vaso de flores pareça estar na frente da menina, sentada atrás da mesa, as flores dividem com a menina a mesma distância de quem olha para a tela. Menina e flores estão no mesmo plano e são mais ou menos do mesmo tamanho.
Leitura matutina, 2010
Roberto Ploeg (Holanda,Brasil, 1955)
óleo sobre tela
Cecília Meireles
Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
Em: Cânticos, Cecília Meireles, São Paulo, Moderna: 1981
Elefante passeando no Rio de Janeiro, 2021
Carlos Furtado (Portugal, 1952)
acrílica sobre tela, 20 x 28cm
O canal do YouTube Leitura com Chocolate, elegeu À meia voz como o melhor livro de poesias lido em 2024. Muitíssimo obrigada!