No espelho, 1914
[Retrato de sua primeira esposa, Florence Munnings]
Stanhope Alexander Forbes (Irlanda, 1857-1947)
óleo sobre tela
No espelho, 1914
[Retrato de sua primeira esposa, Florence Munnings]
Stanhope Alexander Forbes (Irlanda, 1857-1947)
óleo sobre tela
Parque da Aclimação, 1997
Mary Yamanaka (Brasil, contemporânea)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Avenida Paulista
Antonio Augusto Marx (Brasil, 1919, 2008)
óleo sobre tela, 70 x 50 cm
Largo de Santa Cecília, 1960
Durval Pereira (Brasil, 1917-1984)
óleo sobre tela, 60 x 80 cm
Centro de São Paulo
Márcio Schiaz (Brasil, 1965)
óleo sobre tela colada em madeira, 150 x 100 cm
João Dantas de Sousa
(N’um Álbum.)
Vem cá, feiticeira, vem junto a meu lado,
Pois quero ao ouvido dizer-te um segredo…
Esquiva tu foges?… não fujas, louquinha;
Não vejo o que possa causar-te assim medo.
Tu dizes qu’eu fale? – já tu, por ventura,
Ouviste dizer-se segredos assim!
Há coisas que ao mundo ser devem ocultas;
Vem, pois, queridinha, não fujas de mim.
Sorris-te! Não brinques…- Se assim continuas
Então meu segredo não quero contar-te.
Escuta se queres; — são poucas palavras;
E julgo com elas não hei de enfadar-te…
Ao fim te chegaste…. Bem hajas! — Agora,
Escuta o segredo de teu trovador:
Eu te amo….» Que vejo? … tu foges corando!
Pois foge, que ao menos ouviste o melhor.
(1859)
Em: Poesias, João Dantas de Souza, Editora de Almeida, 1859.
Repouso e Pão de Açúcar, 1984
[Díptico]
Antonio Maia (Brasil, 1928-2008)
óleo sobre tela 25 x 36 cm. (cada)
Ao ler, na fábrica, o aviso
dizendo “vagas não á”,
comenta alguém num sorriso:
– nem para o emprego do “H”…
(Waldir Neves)
Dança no harem
Giulio Rosati (Itália, 1857-1917)
óleo sobre tela
“Lembro-me de andar por galerias de arte, em meio a obras do século XIX: a obsessão que eles tinham por haréns. Dúzias de pinturas de haréns, mulheres gordas deitadas à toa em divãs, com turbantes na cabeça ou barretes de veludo, sendo abanadas com rabos de penas de pavão, um eunuco ao fundo montando guarda. Estudos de carne sedentária pintados por homens que nunca tinham estado lá. Aquelas pinturas deveriam ser eróticas e eu achava que eram, na época; mas vejo agora o que realmente retratavam. Eram pinturas que retratavam animação suspensa, retratavam espera, retratavam objetos que não estavam em uso. Eram pinturas que retratavam o tédio. Mas talvez o tédio seja erótico, quando mulheres o fazem, por homens.”
O conto da aia