Coisas, 2017
Urs Fischer (Suíça, 1973)
alumínio, aço, imã eletrizados, Epoxy, 381 x 301 cm

Coisas, 2017
Urs Fischer (Suíça, 1973)
alumínio, aço, imã eletrizados, Epoxy, 381 x 301 cm

Paisagem com casario e riacho no Estado do Rio, década de 1930
João José Rescala ( Brasil, 1910-1990)
óleo sobre cartão, 26 X 32 cm
Sempre quis saber exatamente o que era uma dacha. Ouvia falar que russos de alguma importância saíam nos verões para suas dachas. Havia mágica a respeito desta palavra. Um encantamento. Qual não foi minha surpresa, no ano passado, descobrir que dachas talvez não fossem mais especiais do que uma casa de campo, num local próximo à natureza, como muitos têm nas cidades montanhosas ou praieiras aqui no país. Mais ainda, o governo russo tenta acabar com essas casas de veraneio, e restabelecer algumas como propriedade agrícola. Calcula que haja no país mais de sessenta milhões de dachas. Então não eram locais tão especiais, penso.
Recentemente li Os segredos que guardamos de Lara Prescott, traduzido por Alessandra Esteche, para um grupo de leitura. A narrativa é dividida em dois locais, em Washington DC, e na Rússia, envolvendo o escritor Boris Pasternak, recipiente do prêmio Nobel de literatura de 1958. Grande parte da vida do autor de Dr. Jivago recontada no livro se passa na dacha do escritor. Finalmente pude satisfazer minha curiosidade. E a conclusão é simples: dachas são apenas casas de veraneio, algumas mais ricas na decoração do que outras. Aqui estão as fotos da dacha de Boris Pasternak para dar uma ideia do que parecia algo mágico nos tempos da Russia comunista, já que só os “queridinhos do governo” tinham acesso e possuíam estes refúgios. Hoje é um museu.
Dacha do escritor Boris Pasternak.
Dacha do escritor Boris Pasternak.







Pensamentos vagos, 1872
Auguste Toulmouche (França, 1829 – 1890)
óleo sobre tela
Vaso com flores, 1982
Vany Novello (Brasil, 1938)
óleo sobre eucatex, 40 x 25cm
Aristóteles e seu aluno Alexandre
Carta de Alexandre, o Grande, a Aristóteles, o filósofo e o aluno
Alexandre para Aristóteles, saudações.
Você não deveria ter publicado suas aulas, como fez, pois como vou superar outros homens se as doutrinas em que fui treinado se tornam públicas para todos? No entanto, eu prefiro me distinguir pelos meus conhecimentos do que pelos meus feitos.
[tradução minha]
Em: Private Letters Pagan and Christian: an Anthology of Greek and Roman Private Letters from the Fifth Century before Christ to the Fifth Century of Our Era, selected by Dorothy Brooke, New York, E. P. Dutton & Co., Inc: 1930, p. 37

Retrato de uma dama com rosas no cabelo, 1848
Anton Einsle (Áustria, 1801 – 1871)
óleo sobre tela, 66 x 53 cm
Paquetá, 1928
Emiliano di Cavalcanti (Brasil, 1897 – 1976)
óleo sobre cartão
Coleção Domingos Giobbi
Clarence Barker, 1885
Anders Zorn (Suécia, 1860 – 1920)
aquarela sobre papel
Tarde de domingo, 2014
Jesser Valzacchi (Brasil, 1983)
óleo sobre tela, 90 x 70 cm
Luís de Camões
Quem vê, Senhora, claro e manifesto
O lindo ser de vossos olhos belos,
Se não perder a vista só em vê-los,
Já não paga o que deve a vosso gesto.
Este me parecia preço honesto;
Mas eu, por de vantagem merecê-los,
Dei mais a vida e alma por querê-los,
Donde já não me fica mais de resto.
Assim que a vida e alma e esperança,
E tudo quanto tenho, tudo é vosso,
E o proveito disso eu só o levo.
Porque é tamanha bem-aventurança
O dar-vos quanto tenho e quanto posso,
Que, quanto mais vos pago, mais vos devo.