É considerada uma das mais belas obras representando a ourivesaria do período gótico. Este não é um retrato realista do imperador francês, mas uma representação idealizada do rei. O busto está encimado por uma coroa, doada à catedral por Ricardo da Cornualha, (Inglaterra) em 1262, “pela eternidade”. a coroa é enriquecida por um grande número de pedras preciosas.
Cabelos e barba levaram banho do ouro mas rosto, pescoço e colo foram mantidos na cor natural da prata em repoussé. A roupa mostra um grande faixa de ouro sobre a qual, em forma de colar, repleta de pedras preciosas, algumas delas datando da antiguidade.
O busto repousa em pedestal octogonal decorado com esmaltagem no padrão de flor-de-lis, símbolo da França. Duas partes dessa base se abrem, ao centro, para revelar o restos mortais de Carlos Magno.
O escritor francês Jean-Paul Sartre (1905-1980) foi um inveterado fumante. Fumava dois maços de cigarros e ainda diversos cachimbos de tabaco por dia. Até mesmo para um país como a França, em que fumar naquele período de meados do século XX era considerado uma coisa normal, essa quantidade era muito maior do que a média dos fumantes do país. Portanto, quando a Biblioteca Nacional Francesa produziu um cartaz comemorativo dos 100 anos do nascimento de Sartre, os responsáveis pelo projeto se viram forçados a manipular a fotografia escolhida para apagar da foto o cigarro na mão de Sartre. Os costumes haviam mudado e para se adequarem aos novos tempos, em que leis proibindo a propaganda de tabaco haviam sido aprovadas na sociedade francesa, esse subterfúgio foi necessário. Não havia fotos em consideração em que o cigarro não estivesse presente.