Passeio Público, 1937
Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)
óleo sobre tela, 26 x 35 cm
Passeio Público, 1937
Milton Dacosta (Brasil, 1915-1988)
óleo sobre tela, 26 x 35 cm
Leitora
Nicolas Odinet (França, 1953)
óleo sobre tela, 100 x 100 cm
Sacha Guitry (1885-1957)
Escolhendo um livro
Ladislaus Bakalowicz (Polônia, 1833-1904)
óleo sobre madeira, 55 x 40 cm
Outono, folhas rolando,
amarelas pelo chão,
lembram minh’alma chorando
os sonhos que ao longe vão.
(Georgina M. Xavier)
Natureza morta, 1990
Marília Fairbanks Maciel (Brasil, 1924-2012)
óleo sobre tela, 40 x 60 cm
Natureza morta
Carlos Lacek (Brasil, 1942)
óleo sobre tela, 50 x 60 cm
Retrato de Raul Bopp, c. 1935
Cândido Portinari ( Brasil, 1903-1962)
óleo sobre tela, 46 x 54 cm
Companheiros de casa, 2003
Reynaldo Fonseca (Brasil, 1925-2019)
óleo sobre tela
Monteiro Lobato
Moravam na mesma casa dois bichanos, iguais no pelo mas desiguais na sorte. Um, pela dona, dormia em almofadões. Outro, no borralho. Um passava a leite e comia no colo pela mão da senhora. O outro por feliz se dava com espinhas de peixe colhidas no lixo.
Certa vez cruzaram-se no telhado e o bichano de luxo arrepiou-se todo dizendo:
— Passa de largo, vagabundo! Não vês que és pobre e eu rico? Que és gato de cozinha e eu, de salão? Respeita-me, pois, e passa de largo…
— Alto lá, senhor orgulhoso! Lembra-te que somos irmãos, criados no mesmo ninho.
— Sou nobre! Sou mais que tu!
— Em quê? Não mias como eu?
— Mio.
— Não caças rato como eu?
— Caço.
— Não comes rato como eu?
— Como.
— Logo, não passas de um simples gato igual a mim. Abaixa, pois, a crista desse orgulho idiota e lembra-te que mais nobreza do que eu não tens — o que tens é aoenas um bocado mais de sorte…
Quantos homens não transformam em nobreza o que não passa de um bocado mais de sorte na vida!
—- x—–
Em: Fábulas, São Paulo, Brasiliense: 1956, p. 155
Mercado modelo
Edvaldo Assis (Brasil, 1941)
óleo sobre tela, 50 x 70 cm











