A longa lista do Prêmio Booker foi anunciada…

1 08 2024

 

 

Quem acompanha este blog por algum tempo, nestes dezesseis anos de postagens diárias, sabe que tenho gosto pelos premiados pelo Booker (prêmio de literatura).  Em geral tenho mais afinidade com os premiados pelo Booker do que pelos premiados pelo Pulitzer ou pelo National Book Critics Award, ambos americanos, ou do que o Nobel de literatura.  Nem todos os livros do Goncourt, (França) nem do Jabuti (Brasil) me agradam.  Não sei explicar exatamente as razões.  Talvez seja uma questão dos livros que li na minha formação… Mas não importa, sempre aguardo com ansiedade a longa lista dos finalistas do Booker, que saiu hoje, para o prêmio de 2024.  São treze, ao todo.  A baker’s dozen.  [Uma dúzia de padeiro]  Desses treze, a lista se reduzirá em seis e desses então teremos o vencedor do ano.  Tento ler o maior número possível deles todos, tarefa que se tornou mais fácil depois que pudemos comprar esses livros em suas versões eletrônicas e ler… ler… ler…   Aqui vai a lista que saiu hoje.  Há alguns nomes bastante conhecidos.  Rachel Kushner parece estar já há uns dois ou três anos nos lábios de qualquer pessoa interessada nos livros lidos do momento.  Apesar de interessante, ela não faz parte do meu grupo de grandes favoritos.

 

 

    Wild Houses by Colin Barrett 

    Headshot by Rita Bullwinkel

    James by Percival Everett

    Orbital by Samantha Harvey 

    Creation Lake by Rachel Kushner 

    My Friends by Hisham Matar

    This Strange Eventful History by Claire Messud

    Held by Anne Michaels

    Wandering Stars by Tommy Orange

    Enlightenment by Sarah Perry

    Playground by Richard Powers

    The Safekeep by Yael van der Wouden

    Stone Yard Devotional by Charlotte Wood

 

Há muito poucos desses escritores que conheço de outros livros.  Nenhum desses títulos já se encontra publicado no Brasil.  Mas conheço Rachel Kushner, Percival Everett, e Anne Michaels e conheço de nome, sem nunca ter lido, Hisham Matar, Claire Messud. 

 

E vocês?  Gostam do Booker?  Preferem os escritores no Nobel?  Do Goncourt?  Do Jabuti?    Conhecem alguns desses escritores selecionados entre os melhores para serem finalistas do prêmio deste ano?





Na boca do povo: escolha de provérbios populares

1 08 2024
Pato Donald não acredita nos preços que vê…   Ilustração Disney Studios.

 

 

“O dinheiro compra pão, mas não compra gratidão.”




Dia a dia …

1 08 2024




Leitura é mágica!…

31 07 2024
Ilustração: Edmund Dulac (França, 1882-1953)





O que uma lista de compras de mais de 3.500 anos teria?

31 07 2024
Tablete encontrado com uma lista de compras com escrita cuneiforme. Cortesia do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

 

 

 

A equipe de limpeza de um terremoto no Monte Aççana, perto da antiga cidade de Alalah, no distrito de  Reyhanlı de Hatay, na Turquia, descobriu um tablete com escrita cuneiforme, pequenino, de mais ou menos 4 x 3 cm, datando do século XV A.C. Pesa só 28 gramas.  Mas a grande curiosidade é podermos ler uma lista de compras daquela época.  

 

 

Monte Aççana, na velha cidade de Alalah. Cortesia do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

 

O tablete está coberto de inscrições na escrita cuneiforme, na língua acadiana, da antiguidade.  Hoje essa língua é considerada extinta. O acadiano, no entanto, é a mais antiga das línguas semíticas conhecidas, intimamente relacionada tanto ao árabe quanto ao hebraico, assim como aos dialetos da Suméria, da Babilônia e Assíria. A língua foi usada por toda a região da Mesopotâmia durante o reinado da dinastia acadiana, por volta dos anos 2334-2154 A.C.  Essa língua foi decifrada no século XIX,  e seu primeiro dicionário publicado em 1921 por pesquisadores da Universidade de Chicago.

 

 

Foto cortesia do Ministério da Cultura e Turismo da Turquia.

 

A leitura inicial desse tablete mostra uma lista de compras de mobiliário.  Ela inclui diversas mesas de madeira, cadeiras e bancos e também um local para se marcar o que foi comprado e o que foi recebido.  Os pesquisadores ainda estão trabalhando nisso, mas acreditam já acreditam que têm em mãos uma brecha para entender mais sobre a economia do dia a dia da vida na antiguidade, sua estrutura e sistema. Esse é só o início do entendimento da economia de uma sociedade da Idade do Bronze. Esse tablete é um dos mais de quinhentos mil tabletes que foram recuperados de escavações do Iraque ao Egito, à Anatolia [Turquia].  O que existe, recuperado e sem estudo ainda, vai além de todos os documentos que conhecemos do mundo clássico em latim.  O que temos da cultura Acadiana cobre tratados e rica literatura contendo hinos, estudos acadêmicos, documentos legais, letreiros e dedicatórias, além de correspondência comum.  As obras literárias abarcam narrativas tais como o dilúvio bíblico e a obra Épica de Gilgamesh.

 

Artigo baseado na Artnet Newsletter.





Hoje é dia de feira: frutas e legumes frescos!

31 07 2024

Natureza morta

Aldemir Martins (Brasil, 1922-2006)

óleo sobre tela colada em madeira, 16 x 22 cm

 

 

 

Natureza morta: a burguesia urbana industrial 1964, 1977

Glauco Rodrigues (Brasil, 1929-2004)

óleo sobre eucatex, 100 x 81cm





Dia a dia…

31 07 2024

Segunda-feira, 29 de julho, o grupo Preciosa se encontra para conversar sobre Memórias Póstumas de Brás Cubas.  Rendeu uma excelente discussão.  Todas com muitas passagens marcadas, anotadas e comentadas.  Foi uma riqueza só.  Quem teve mais trabalho com a leitura, e não a terminou, foram as duas pessoas cujo português é a segunda língua.  Foi difícil para elas.  Não, não sou a organizadora deste grupo.  Rose Nobre, em primeiro plano, é a organizadora.





Imagem de leitura: Giacomo Grosso

30 07 2024

Retrato de uma jovem com jornal

Giacomo Grosso (Itália, 1860-1938)

óleo sobre tela





Nossas cidades: Salvador, BA

30 07 2024

Vista da Cidade da Bahia, 1960

Win Van Dijk (Holanda, 1905-1990)

óleo sobre tela, 55 x 65 cm





Vollard: colecionadores de arte americanos

30 07 2024

Moça de verde sob o sol, c. 1914

Mary Cassatt (EUA, 1844-1926)

óleo sobre tela,  55 x 46 cm

Museu de Arte de Worcester, MA, EUA

 

 

 

O Sr. Havemeyer era aconselhado nas suas compras por Mary Cassatt. Ela o havia persuadido que não havia melhor maneira de gastar seu dinheiro, já que  as obras de arte que comprava iriam enriquecer o patrimônio artístico dos Estados Unidos.  Eu me lembro especialmente de dois quadros de Goya que ela o fez comprar, quando ele viajava pela Espanha: uma senhora com um anel em seu dedo, e, melhor ainda,  A sacada.  Eu disse para uma senhora americana, cliente minha: “Se continuar assim, logo teremos que ir à América para ver o que há de melhor na pintura europeia.”

 

(Tradução: Ladyce West)

 

Em: Recollections of a Picture Dealer, Ambroise Vollard, Dover Fine Art, History of Art, 2011, edição eletrônica, sem menção do tradutor do francês para o inglês.

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Mr. Havemeyer was usually advised in his purchases by Mary Cassatt. She had persuaded him that he could make no better use of his money, since his pictures were to enrich the artistic heritage of the United States. I particularly remember two pictures by Goya that she made him buy when he was on a trip through Spain: a woman with a ring on her finger, and, best of all, The Balcony.   I said to an American lady, a client of mine: “ If this goes on, we shall soon be obliged to go to America to see the best European pictures.”